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Wednesday, 16 August 2017

U2 no Arena em Amsterdam


U2
Concerto pelos 30 anos de Joshua Tree
Arena (estádio), Amsterdam
30.07. 2017




Foi a nossa primeira ida ao Arena e gostámos muito do estádio: moderno, confortável, limpo e organizado. A entrada foi muito rápida e fácil, uma vez que preferimos ir só ao concerto do grupo que nos levava até ali e não assistirmos ao do cantor que fez a primeira parte do espectáculo. Já no interior do estádio, subimos umas escadas rolantes para o nosso destino. Lá chegados, fomos até ao bar e bebemos um prosecco com toda a tranquilidade. Só depois, fui comprar um pacote de batatas fritas e uma garrafa de água. As nossa cadeiras ficavam junto ao corredor e a poucos segundos da porta e do bar.




O meu marido disse-me que foi uma vitória minha estarmos ali. Minha, dele e dos médicos e enfermeiros que me acompanharam, acrescentei.





Ainda me lembro quando perguntei à minha médica, estava eu de cadeira de rodas e cateter e mal podia dar dois passos, se ela achava que poderia ir ao concerto dos U2, no final de Julho. Conforme a médica me lembrou muito bem, não sabíamos ainda se eu iria precisar de fazer nova cirurgia daí a 3 meses, mas que era bom ter objectivos.





Agarrei-me a esta frase, a cirurgia não foi necessária (mas quase foi) e fui ao concerto. Esta conversa teve lugar num momento em que ainda não sabíamos que eu estava com outro problema que levaria ao adiar da possível cirurgia para Outubro.




Ao longo do concerto dos U2, após largos meses de vida "monástica" (contam-se pelos dedos das mãos, as vezes que saí desde Dezembro último para me divertir e passear), festejava tudo: poder estar sentada (muito doloroso antes da cirurgia e daí ter viajado pouco de carro), poder estar de pé, levantar, caminhar, estar sem dores, sem drenos ou cateteres, estar cá fora e não no hospital ou em casa, obrigada pelas circunstâncias. Anyway, apesar de ter tido necessidade de me sentar algumas vezes, GOSTEI MUITO do concerto e o Anton Corbijn está de parabéns pelos efeitos visuais criados.




E foi bom reviver e cantar temas tão bons e tão bem escritos, com os quais cresci e me fiz adulta. Letras que nos falam de temas sociais e trazem a História até nós, seja a do Movimento Solidariedade na Polónia no início dos anos 80, seja a situação política em El Salvador ou a situação dos mineiros no Reino Unido, na mesma época, ou a ode a Martin Luther King e a homenagem às Mães de filhos desaparecidos por motivos políticos.

Do final do concerto:
um bocadinho do tema Miss Sarajevo, desta vez com a imagem de uma jovem refugiada síria.




Mas não foi só o álbum Joshua Tree que passou por ali. Foi a história dos U2, nas suas canções antes e depois do álbum da sua consagração. Toda uma vida. Que também, de certa forma, era a nossa, de quem ali estava. E cantava.




As fotografias  e os videos foram feitos pelo meu marido com o telemóvel, a partir da bancada onde ficámos.