Monday, 13 June 2016

Theetuineemnes


A chuva caia lá fora, mas a vontade de sair apetecia. O marido resmungava que não, que a chuva pedia casa. Não insisti e esperei que o tempo, literalmente, jogasse a meu favor. Minutos após, a água deixou de cair. Aproveitei a cartada e joguei. " Vamos aproveitar esta aberta?".  E foi assim, que vários anos depois, voltámos à Casa de Chá no Jardim (Theetuineemnes), no outro lado do lago, em Eemnes



Ao chegar àquela paisagem de quintas e agricultores, casas de telhados de colmo e animais pelos campos (by the way, a quantidade de cavalos nunca cessa de me espantar neste país...), entrámos pelo carreiro, ao som dos galos e das galinhas, que por ali cacarejavam numa aguarela de cores e feitios. Foi aí que reparei que a bateria da máquina fotográfica estava quase no fim. Uma pena sentida, mas imediatamente compensada pelo vislumbre da Casa de Chá no Jardim, ali defronte, a nossos pés erguida...

Ao entrar naquela sala de outros tempos, a mesma sensação de outrora, como um retorno à casa da minha tia-avó Emília, onde havia licores caseiros e bolo quente de iogurte numa mesa de rendas, à nossa espera...



Sentei-me e pedi. Um café e uma fatia de bolo de nozes com caramelo. Poucos minutos depois, o meu marido chegava com o tabuleiro (o serviço é self-service). 



Entretanto, as fotografias que a máquina me deixou tirar...





Um lanche também reforçado com fatias de jazz e música francesa...

Já no regresso, revisitámos o jardim, agora com mais mesas e cadeiras, num espaço muito vocacionado para casamentos.

À saída, uma porca imensa, muito grávida, coçava-se na árvore, num espectáculo inusitado para mim...




12 comments:

  1. Realmente seus olhares são um sério convite à beleza e ao relaxe!
    Adorei cada olhar!

    Bj amigo e já lhe enviei um email!!!

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  2. Hummm...por aqui o tempo também não vai famoso. E a tarte de nozes lembrou-me uns bolinhos especialíssimos que estreei neste fim de semana e que andaria a estrear até ao enjoo se me estivessem perto. E nem o nome lhes sei. Ó santa ignorância a desta mulher que não atenta sequer no nome do que come.

    Quando começou a descrever o salão de chá lembrei a sala de chá de Serralves tão bonitinha no exterior e em que os clientes não pegam nem por nada. Linda e deserta. Um bijoux. Mas essa que mostrou parece de interior mais cálido e apetecível. Mesmo a calhar para um dia de chuva com abertas:). Parabéns pela insistência. Deu boas fotos.

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  3. Graça,

    Muito obrigada! Os Países Baixos inspiram-me tranquilidade.
    Beijo amigo!

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  4. Bea,

    Obrigada! :-) O fim-de-semana foi muito cansativo e estava mesmo a precisar de um intervalo.

    Tenho de conhecer essa casa de chá. Há tantos anos que não vou a Serralves...

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  5. Belo passeio. é pena não haver mais fotografias, mas o bolo de noz parece ser muito bom. Beijinhos!

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  6. Pois é de ir:). É tão bonitinha e recatada!...Já bebi lá uns cházinhos. E uns refrescos também. Só para me sentar um bocadinho naquele sossego de encanto.

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  7. Margarida,

    A ver se para a próxima, não me esqueço de pôr a bateria a carregar...
    Os galos eram todos tão giros!!
    Beijinhos!

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  8. Bea,

    Pela sua descrição, tenho mesmo de lá ir. Gosto muito de salas de chá e se forem sossegadas e encantadoras, mais ainda. :-) Salvo erro, a última vez que fui a Serralves foi há 18 anos - o tempo voa...

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  9. Pela reportagem deve ser um sítio muito apetecível. Lembra-me algumas casas de chá que dantes havia em Sintra. Não seis e por lá continuam que agora vou menos a Sintra.
    E o bolo vermelho é de quê? Beterraba? Morangos?
    Bom dia!

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  10. MR,

    Salas de chá em Sintra...:-) Boas recordações!... Não me importaria nada de voltar a uma delas.
    O bolo vermelho chama-se"Red Velvet", mas não conseguimos identificar o sabor. Numa próxima, hei-de perguntar.
    Bom dia! :-)

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  11. Que belo chá e melhores memórias, ainda!
    Vou ter que fazer um chá especial, este fim de semana! ;-)

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  12. Paula,

    Acho muito bem! :-)
    Um chá, sobretudo agora no Outono, sabe sempre muito bem. :-)
    Beijinho!

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Mark Twain