Saturday, 2 December 2017

Zé Pedro


Zé Pedro ( 14 de Setembro de 1956-30 de Novembro de 2017)

Fundador da banda rock Xutos & Pontapés

Hoje, foi o teu funeral. Estou tão triste. E, no entanto, quando me lembro de ti, vem-me à memória aquela miúda de 16 anos que, em 1987, saltava ao som do Circo de Feras, e cantava ( mal, mas a vivos pulmões) Não Sou o Único.

Contigo saltei também com os Contentores e emocionei-me Para Sempre com o Homem do Leme.

Em Portugal, pouco antes de vir para a Holanda, ainda assisti ao espectáculo Sexta-Feira 13, encenado por outro marco da minha vida, o actor e humorista António Feio (1954-2010). Um espectáculo, no Toyota Box, que teve como base  as músicas dos Xutos, que também são as nossas, despudoradamente. E foi como sempre: voltei a pular, a cantar e a emocionar-me outra vez.

Vou sentir falta do teu sorriso, da tua amabilidade, do teu sentido de humor, da tua generosidade na música e na Vida, das tuas brincadeiras em palco, da tua coragem perante os problemas, da forma como te desafiavas a ti mesmo e não te entregavas às dificuldades. Deixas um exemplo, essa força maior.

Entristeci quando soube dos teus problemas de saúde, fiquei orgulhosa quando perante os mesmos mostraste coragem, e feliz quando encontraste o Amor ao lado da Cristina Avides Moreira.

Fizeste-me pular e dançar bastante, meu querido, desdes os tempos do Liceu até hoje, quando danço em frente ao espelho do meu quarto. Fica, Para Sempre, essa imensa alegria. E o teu eterno sorriso.

Obrigado por tudo e por tanto. Tenho tanta pena que tenhas partido. Descansa em Paz.

Numa próxima ida a Portugal, a ver se compro o livro que a tua irmã escreveu sobre ti.

Deixas saudades, sabias?






Sozinho na noite 
Um barco ruma para onde vai. 
Uma luz no escuro brilha a direito 
Ofusca as demais 

E mais que uma onda, mais que uma maré
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade
Vai quem já nada teme, vai o homem do leme

E uma vontade de rir, nasce do fundo do ser
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir
A vida é sempre a perder

 No fundo do mar
Jazem os outros, os que lá ficaram
Em dias cinzentos
Descanso eterno lá encontraram

E mais que uma onda, mais que uma maré 
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade 
Vai quem já nada teme, vai o homem do leme 

E uma vontade de rir, nasce do fundo do ser 
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir 
A vida é sempre a perder 

No fundo horizonte 
Sopra o murmúrio para onde vai 
No fundo do tempo 
Foge o futuro, é tarde demais

Fica a entrevista que a tua amiga de infância, a jornalista Ana Sousa Dias, te fez.




E uma canção do teu grande amigo Jorge Palma, que eu tanto admiro e gosto.


 


8 comments:

  1. Obrigada pela revisão da entrevista de Ana Sousa Dias.

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  2. Bela lembrança do Zé Pedro.
    Boa semana!

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  3. Belissima homenagem! Ele está a gostar, de certeza!

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  4. Obrigada, MR.
    Boa semana para si. Bjo😊

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  5. Bea, Gosto muito desta entrevista. Boa tarde!

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  6. Foi uma notícia bem triste. Gosto muito de Xutos & Pontapés e especialmente da canção "Homem do Leme". Beijinhos!

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  7. Margarida,
    Bem verdade. Nem quis acreditar quando ouvi. Tinha tanto para dar ainda. Bjinhos.

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Mark Twain