Showing posts with label De Twee Spieghels. Show all posts
Showing posts with label De Twee Spieghels. Show all posts

Tuesday, 26 January 2016

Um intervalo italiano em Leiden


No intervalo de 10 minutos do concerto de jazz, e como o Twee Spieghels só estava a servir bebidas, resolvemos ir lanchar ao Bocconi, que era já ali, ao voltar da esquina.

A acompanhar os nossos expressos,

o meu marido pediu um

Cannolo Siciliano



O recheio era bom, com sabor a laranja,

mas ainda gostámos mais da minha escolha, uma

Pastiera Napolitana

com sabor a limão. Deliciosa!

Ainda não tinha provado nenhum dos dois e soube muito bem.



Já com o estômago mais aconchegado, voltámos ao Twee Spieghels, muito a tempo da segunda parte do espectáculo: o concerto não havia ainda recomeçado...

Monday, 25 January 2016

No Twee Spieghels: Jazz em Leiden



Leidse Jazzweek 2016

No passado Sábado, à tarde, no bar
De Twee Spieghels

Gostei imenso do espaço, pequeno e acolhedor, e queremos voltar. Temos ido muito pouco a concertos de jazz e não se justifica. Afinal, nem há consumos mínimos ou obrigatórios. Das vezes que assistimos a um concerto de jazz (Delft, Amsterdam e agora Leiden), é chegar, entrar e deixar-se ir pela música. Desta vez, foi ao sabor de uma Hertog Jan. De pé, e sem queijo acompanhado de mostarda, ao contrário de Delft e Amsterdam. Mas igualmente bom, ao som de John Coltrane. E then again, em que tudo o resto ficou lá fora...



Robert Koemans Quintet

Um grupo jovem e muito bom, que leva o nome do pianista.
Do grupo, o baterista foi o meu preferido.


A foto acima foi tirada por um holandês de Groningen  que estava ao meu lado.
petite portuguesa (eu), que tinha um espécime dos homens mais altos do mundo à frente (ou seja, um holandês) e não conseguia, por isso, apanhar todos os músicos na fotografia, gostou da oferta gentil. Falámos várias vezes nessa tarde, mas nunca cheguei a saber como se chamava. "Where are you from?" perguntou-me (ouviu-me falar em português com o meu marido). "Portugal", respondi-lhe. Os olhos iluminaram-se e disse-me que esteve em Lisboa com os pais, quando era miúdo. A namorada dele, alemã, contou-me também que tinha um amigo português, músico, que sentia muitas saudades de casa. E a partir daí, falámos de saudades, da dificuldade com a língua (para ela mais fácil, claro), de virmos sozinhos ou em casal, dos motivos que nos trouxeram cá (a ela e a nós), de Almere e de Leiden, de Lisboa, Fado e espiões no Estoril na Segunda Guerra Mundial e da Noite de Santo António. Ela perguntou-me se voltávamos à noite. Disse-lhe que não sabia, que logo veríamos. Não voltámos e vim embora sem saber o nome dela também...

Fotografia tirada ao espelho, junto ao banco corrido, onde o casal estava sentado.