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Monday, 6 October 2008

Comporta

No dia 8, fomos para a Comporta.

Foram cinco dias de areia branca, mar azul e vista para a linda Serra da Arrábida.
Foram dias de puro relaxamento a observar e a fotografar os vôos das gaivotas.
Dias de cegonhas elegantes nos seus ninhos... :-)
Dias de puro descanso numa cabana típica da região com fotografias antigas e mobiliário de outras eras, até uma secretária (digo,"carteira") das escolas primárias dos anos setenta. Lembram-se delas?

Dias de pequenos-almoços, feitos em casa, com pão alentejano, dias de locais onde todos se conhecem e onde acontecem típicos episódios:

"Bom Dia, minha senhora.Conhece a Sra Sandra que tem a chave das Cabanas?"
E a senhora responde que sim, apontando para o rapaz que passeia de bicicleta "É o filho dela". E gritando para ele:"Vai lá chamar a tua mãe, que estão aqui uns senhores que querem a chave d`uma das cabanas." O rosto sorria por ser prestável.

Foram noites para ouvir os pássaros a fazer ninho no telhado de palha da cabana, de rever "A Ferreirinha" na RTP, de ir jantar à Ilha do Arroz, na Comporta, ou à Casa do Janeiro, em Brejos de Azeitão.

Por fim, uma tarde em Alcácer do Sal com um barco típico no Sado, no meio dos arrozais que seduziam o olhar e o casario branco de vislumbre.

Friday, 3 October 2008

Versalhes gardens

De Versailles Jardins


Os jardins estão centrados na fachada sul do Palácio, situada num terraço para proporcionar uma vista panorâmica. Ao fundo das escadas, situa-se a Fonte de Letona. Próximo, fica a Avenida Real ou Tapete Verde e nos lados, os jardins formais. Por trás destes, fica a Fonte de Apolo que simboliza Luís XIV, o Rei-Sol. Por trás desta, fica o Grande Canal. À distância, ficam os bosques onde o Rei e a Corte caçavam.
No final da tarde, ainda passeámos junto ao Grand Trianon, mandado construir em 1687 por Luís XIV como refúgio da família Real ao formalismo do Palácio de Versalhes.
No entanto, a experiência disse-nos que dois dias em Versalhes é o ideal: um para visitar o Palácio e outro para usufruir dos jardins de forma mais pormenorizada e diversificada, pois há mais locais para passear, podemos andar de barco e de comboio e almoçar por lá...
Um pequeno pormenor: a caminho do Grand Trianon, havia muita castanha caída no chão.

Versalhes Palace

De Versailles Palácio


O Palácio Real de Versalhes foi residência real entre 1682 e 1789 (data da Revolução Francesa).
A Corte de Versalhes representou o centro do poder absoluto (Antigo Regime) em França.
A casa do Rei-Sol, Luís XIV de França, é o maior palácio do mundo e considerado Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Versalhes possui 2000 janelas, 700 quartos,1250 lareiras, e 700 hectares de parque.
A sua dependência mais conhecida é a famosa Galeria dos Espelhos, onde em 1919 foi ratificado o Tratado de Versalhes, após a 1ª Guerra Mundial. Este salão tem 73 metros de comprimento.
No primeiro andar, vimos os Apartamentos do Rei e os Apartamentos da Rainha, bem como, a Capela Real,iniciada em 1699 e concluída em 1709, onde se realizou o casamento de Luís XVI e Maria Antonieta em 1770.
Vimos também belíssimas salas:
Salão de Hércules, utilizado para concertos, bailes e jantares de gala no Antigo Regime.
Salão da Abundância (utilizado como Sala de Buffets e para servir as bebidas);
Salão de Diana (utilizado como Sala de Bilhar);
Salão de Vénus;
Salão de Marte (utilizado como Salão de Bailes);
Salão de Mercúrio (utilizado como Sala de Jogos de Cartas);
Salão de Apolo (utilizado como Salão de Música);
Por fim, seguimos em direcção ao Salão da Guerra que antecipa a Galeria dos Espelhos e depois o Salão da Paz.
Entramos agora no Quarto da Rainha e salões adjacentes, como por exemplo, a Antecâmara onde está o quadro de Maria Antonieta e os Seus Filhos.
E porque há muito para ver, temos ainda o Salão da Sagração, assim chamado por causa do Quadro da Coroação de Napoleão I, em 1804, como Imperador de França, e o Quarto do Rei, onde tinham lugar as cerimónias do Levantar e do Deitar do Rei, de acordo com a Etiqueta da Corte.
Já no rés-do- chão,vimos os Apartamentos do Delfim de França (ou Príncipe Herdeiro).

Wednesday, 1 October 2008

Carcassonne

De Carcassone

Cidade medieval fortificada do sul de França, considerada, em 1997, Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.
Romanos,Visigodos, Sarracenos e Franceses fizeram a sua História.
Em 1067, passou para o Visconde de Albi e Nimes, Raimond Bernard Trencavel, casado com a irmã do último Conde de Carcassone. A família condal construiu o Chateau Comtal e a Basílica de São Nazário.
No século XIII, tornou-se conhecida pela sua ligação aos Cátaros. Foi cercada e rendeu-se. O conde capturado e aprisionado. O conquistador, Simon de Monfort, tomou-a para si e auto-nomeou-se o novo visconde. Anos mais tarde, é integrada no Reino de França.
No século XVII, a sua importância militar diminuiu, tornando-se num importante centro têxtil do Languedoc, nos inícios do século XVIII.
Não saímos daqui, é claro, sem almoçar o prato típico da região, o Cassoulet, na esplanada de um restaurante, no meio do emaranhado daquelas ruas medievais..

Quando estávamos quase a chegar a Carcassonne, rebentou um pneu.Vínhamos a uma velocidade controlada e estacionámos para mudá-lo. Nunca tínhamos passado por tal situação. O meu marido estava com algumas dificuldades em resolver a situação pois o “macaco” não era o mais adequado. Mas eis que chegou a assistência e tudo se resolveu depressa e bem.

Tuesday, 30 September 2008

Canyon du Verdon


From Canyon du Verdon
Considerado o mais belo Canyon da Europa, foi com certeza, um dos mais belos passeios da minha vida.

From Canyon du Verdon

Entrámos por Moustiers-Sainte Marie, cidade típica da Provença, e vislumbrávamos pouco depois, o Lago de Sainte-Croix, ao pôr-do-sol.

From Canyon du Verdon

From Canyon du Verdon

From Canyon du Verdon

From Canyon du Verdon

Um pouco mais à frente, o ocre matizava os rochedos, parecendo que estávamos rodeados de montanhas de fogo.

From Canyon du Verdon

No nosso lado direito, o rio corria...

From Canyon du Verdon


From Canyon du Verdon

Seguimos em ziguezague e chegámos a quase 1000 m de altitude. Já de noite e mais perto de Castellane, parámos o carro, e eu fui lá abaixo molhar os pés naquelas águas límpidas e transparentes.

From Canyon du Verdon

Apetecia ficar por ali, no meio das montanhas, junto à água.

From Canyon du Verdon

Mas, o bom senso, e a noite, mandava regressar.

From Canyon du Verdon

From Canyon du Verdon

Seguimos até Castellane, cidade acolhedora e muito bonita, com a sua capela iluminada no cimo do monte. No entanto, ainda nos faltava passar  pelo meio das Gargantas du Verdon! Conduzir aos ziguezagues, de noite, no meio daqueles paredões de montanhas, que loucos!! Vá lá, correu tudo bem! O perigo só nos espreitou na auto-estrada, a caminho de Arles, quando de repente, passámos uma cortina de água e vimo-nos no meio de uma enorme chuvada. Nunca tinha presenciado nada assim! Andámos mais um pouco até conseguirmos abrigar o carro debaixo de uma ponte. Um segundo depois, um raio caía a dez metros de nós. Só sei que parecia que estávamos num círculo carregado de luz e voz dos trovões...

Monday, 29 September 2008

Fontaine- de-Vaucluse


Fontaine-de-Vaucluse foi um passeio não programado. Nós fomos até lá por sugestão de um recepcionista do Hotel Ibis de Arles. Até aí nunca tínhamos ouvido de Fontaine-de-Vaucluse.
E que local lindo! Ainda bem que fomos até lá!

From Fontaine- de -Vaucluse

Estacionámos o carro junto ao parque onde estavam as caravanas e depois, seguimos a pé, primeiro junto à água, depois por uma estrada que nos conduziu à vila.


From Fontaine- de -Vaucluse


From Fontaine- de -Vaucluse

From Fontaine- de -Vaucluse

Junto à água e à nora, havia um restaurante (lado esquerdo da fotografia) onde parámos para almoçar.



From Fontaine- de -Vaucluse

From Fontaine- de -Vaucluse

Após o almoço, visitámos as lojas de produtos típicos da região, entre elas, a dos Santons.

From Fontaine- de -Vaucluse

A água transparente reflectia todo o verde ao redor...

From Fontaine- de -Vaucluse

From Fontaine- de -Vaucluse

Entretanto, eis que surge no meio da natureza um centro comercial de produtos artesanais da região: perfumes de Grasse, cristalaria, produtos de beleza à base das ervas e dos óleos de oliva da Provença, roupas em algodão biológico, comida regional.

From Fontaine- de -Vaucluse

Desejei ter junto da minha casa um centro comercial assim. Aproveitei logo e fiz algumas compras com muita qualidade e a bons preços.Fiquei a imaginar centros comerciais semelhantes nas diversas regiões de Portugal...

Lá dentro, acabámos por assistir ao fabrico manual de papel, deliciados com tudo.

From Fontaine- de -Vaucluse

From Fontaine- de -Vaucluse

From Fontaine- de -Vaucluse

O nosso passeio culminou com uma vista a fonte do rio Sorge.

From Fontaine- de -Vaucluse

From Fontaine- de -Vaucluse

"The fountain, or spring, of Vaucluse, situated at the feet of a steep cliff 230 metres high, is the biggest spring in France. It is also the fifth largest in the world with an annual flow of 630 million cubic metres." (Wikipedia)

Fontaine- de- Vaucluse é muito bonita e interessante, não é?


Friday, 26 September 2008

Aix-en-Provence, A Cidade Ocre

De Aix-en-Provence


Depois dos Castelos do Vale do Loire,viajámos em direcção à Provença, passando por Auvergne.
Na Província do Langue d`Oc, visitámos Aix-en-Provence, cidade fundada pelos Romanos em 123 A.C. e que no século XII, se tornou num centro artístico e de aprendizagem importante.
Em 1487, Aix-en-Provence passou a fazer parte da Coroa de França e em 1501, Luís XII instalou aqui o Parlamento da Provença.
O nosso passeio decorreu na parte norte e medieval da cidade onde se situam a Catedral de Saint-Sauveur, o Hôtel de Ville (séc.XVII), o Relógio da Torre (1510) e o antigo Corn Exchange (1759-1761). Já no final da tarde, entrámos na La Cure Gourmande para comprar uma linda e saborosa caixa de chocolates, onde figuravam os famosos Calissons.
O entardecer foi já mais a sul, em Martigues, cidade onde decorre o Festival de Danças, Músicas e Vozes do Mundo, cuja madrinha deste ano foi a fadista Kátia Guerreiro.

Thursday, 25 September 2008

Villandry


From Villandry

Mandado construir por Jean de Breton, Ministro das Finanças de Francisco I, Villandry é o último dos grandes castelos renascentistas construído junto ao rio Loire. Ficou concluído em 1536

From Villandry

O castelo foi propriedade da família Breton até 1754, ano em que foi vendida ao Marquês de Castellane (Provença) que reformou as condições de conforto do castelo de acordo com as comodidades do século XVIII.
Em 1906, o castelo foi adquirido pelo médico espanhol Joachim Carvallo que se dedicou exclusivamente a Villandry, tendo concebido os jardins que podemos admirar actualmente.
Carvallo foi também pioneiro na abertura destes espaços ao público ao fundar em 1924, a “Demeure Historique”, a primeira associação que reuniu os proprietários dos edifícios históricos.

Os quartos de dormir deste castelo encantaram-me...

From Villandry

From Villandry

os quartos de banho...

From Villandry

From Villandry

as salas de estar, de refeições e cozinha...

From Villandry


From Villandry

From Villandry

Villandry é conhecido pelos seus jardins: o Jardim Decorativo, o Jardim da Água, o Jardim das Ervas e a Horta.

O Jardim Decorativo tem quatro temas relacionados com o amor: "O amor apaixonado", "O amor volúvel", "O amor trágico", e " O amor terno", representado na foto.


From Villandry

"O amor terno"...

From Villandry

O Jardim da Água está situado em volta de um grande lago em forma de espelho Luís XV e é o local ideal para relaxar.

From Villandry

From Villandry

A Horta Renascentista é composta por nove quadrados de dimensão idêntica, mas cujos interiores apresentam padrões geométricos diferentes.Também podemos observar, aqui e além, lindas roseiras.


From Villandry

From Villandry

From Villandry
From Villandry

Um deleite para os olhos, Vilandry!

Tuesday, 23 September 2008

Chenonceau, O Castelo das Sete Damas

From Chenonceau

Começámos bem o mês de Setembro. No dia 1, fomos visitar o Castelo de Chenonceau, no Loire, em França.

O castelo, que é conhecido pelas mulheres que nele viveram, delicia-nos com os seus jardins em terraços, a sua ponte arcada sobre o Rio Cher, a magnífica Grande Galeria.

From Chenonceau

É uma viagem à História da França:desde o 1º local onde se realizaram fogos de artifício, no século XVI, a caminho de fuga para a zona livre de Vichy, na 2ª Guerra Mundial, foi palco de amores e favoritas, local de encontro das figuras do Iluminismo do século XVIII e enfermaria hospitalar na 1ª Guerra.

From Chenonceau
Eis a sua história...

Em 1513,Thomas Bohier, camareiro-mor do Rei Carlos VIII de França, compra o castelo,mantém a torre de menagem e constrói uma residência inteiramente nova entre 1515 e 1521, cujos trabalhos, por diversas vezes, foram supervisionados por sua esposa, Catherine Briçonnet.
Anos mais tarde, o filho do casal é desapropriado do castelo por débitos não pagos à Coroa.

Em 1547, Henrique II oferece o palácio como presente à sua amante Diane de Poitiers, que apaixonada pelo rio Cher, manda construir a ponte arcada,unindo o castelo à margem oposta.

From Chenonceau
(Quarto de Diane de Poitiers)

Diane de Poitiers supervisionou também a plantação de extensos jardins de flores,vegetais e árvores de fruto, protegidos por terraços de pedra estabelecidos em quatro triângulos.

From Chenonceau

Em 1559, a esposa de Henrique II, Catarina de Médicis, após a morte do marido, despoja Diane de Poitiers do Castelo, fazendo de Chenonceau a sua residência favorita.

From Chenonceau

No ano seguinte, ocorrem no Castelo as primeiras exibições de fogo de artifício realizadas em França. Celebrava-se assim a subida ao trono de seu filho, Francisco II.
Em 1577, constrói a Grande Galeria, um imenso salão de dois andares sobre o Rio Cher, por cima da ponte de Diane de Poitiers, com 60 m de comprimento por 6 m de largura.

From Chenonceau

Em 1589, com a morte de Catarina, o palácio passa para a sua nora, Louise de Lorraine, esposa de Henrique III. Foi neste palácio que Louise teve conhecimento do assassinato do marido. A Rainha cai numa depressão profunda. O seu quarto é decorado com tapeçarias pretas.

From Chenonceau

From Chenonceau
(Quarto de Louise de Lorraine)

Anos mais tarde, Gabrielle d`Estrées, a favorita de Henrique IV, toma posse do Castelo, que depois passa para a Duquesa de Vendôme.

From Chenonceau
(Quarto de Gabrielle D' Estrées)

Em 1720, o Castelo é comprado pelo Duque de Bourbon que o vende posteriormente ao sogro da avó de George Sand, Madame Louise Dupin. Esta senhora recebeu em Chenonceau figuras proeminentes do Iluminismo como Voltaire e Rousseau. Foi também Louise que salvou o castelo da destruição durante a Revolução Francesa.

Desde 1913, que Chenonceau está na posse da Família Menier.

Na 1ª Guerra Mundial, a galeria foi usada como enfermaria hospitalar e na 2ª Guerra Mundial, como escape da zona ocupada pelos nazis de um lado do Rio Cher para a zona livre de Vichy, na margem oposta.

Fotografias do nosso almoço na Orangerie, que muito recomendo! :-)

From Chenonceau

From Chenonceau
From Chenonceau