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Tuesday, 10 November 2015

Uma recordação soalheira num dia frio e de chuva



Nestes dias de chuva e frio, muitos holandeses rumam às antigas Antilhas Neerlandesas: Aruba, Bonaire e Curaçao. E quem diz holandeses, diz expats também à procura de dias de sol.

Há 2 anos, fomos até ao Curaçao.
Numa viagem de carro pela ilha, fomos conhecer uma das casas senhoriais da época colonial.
Neste link, encontram a lista dessas landhuizen e um breve resumo sobre a história de cada uma delas. Algumas funcionam actualmente como unidades hoteleiras, como é o caso da Landhuis Daniel, onde almoçámos e nos deliciámos com um sumo de manga, laranja e melão, num dia de muito calor.

Uma recordação soalheira, neste dia frio e de chuva. :-)

Boa semana a todos!


Friday, 4 October 2013

Curaçao:Willemstad


Na véspera de partirmos para o Curaçao, os nossos vizinhos estiveram cá em casa a tomar café e mostraram-nos as fotografias dos belos dias que passaram nesta ilha das Caraíbas. Um dos locais que me chamou a atenção foi a cidade-capital, Willemstad e disse logo ao meu marido que tínhamos de lá ir.


A cidade é um caleidoscópio de cores. A arquitectura, de influência holandesa, é muito colorida (rosas, amarelos, azuis, vermelhos), sobretudo, na zona do cais. Aí, sim, os edifícios estão bem cuidados e conservados, bem como, os mais emblemáticos, ou seja, os edifícios governamentais, situados no Fort Amsterdam, em Punda.

Na fotografia abaixo, o primeiro monumento que vimos, após estacionar o carro no parque subterrâneo. Nada mau...Estávamos perante a Mikvé Israel-Emanuel Synagogue, considerada uma das mais antigas da América. Esta sinagoga, que data de 1692, foi construída por judeus sefarditas oriundos de Amsterdão e do Recife, no Brasil. De referir que os primeiros 70 judeus  que chegaram ao Curaçao eram de descendência portuguesa.



Embora tivéssemos iniciado o nosso passeio pela manhã, o calor era abrasador. O dia estava muito, muito quente e o sol escaldava. Logo me apercebi que teria de ver a cidade de uma forma mais apressada.
No caso de visitarem Willemstad, aconselho, vivamente, a utilização de protector solar de factor elevado, quer no rosto, quer no corpo, para evitar escaldões. Levem também garrafas de água para não desidratarem durante o passeio, óculos de sol para não encadearem com a luz, boas sandálias e creme refrescante para os pés para evitar inchaços devido ao calor, e chapéu, claro. Só me esqueci do chapéu no resort...Cabecinha de vento, pois...

Depois do passeio junto aos principais monumentos, seguimos para o cais, para tirar mais umas fotografias, incluíndo ao edifício Penha.



No entanto, as temperaturas elevadas dificultavam a tarefa (sei que estas fotografias não estão lá grande coisa). As duas fotos abaixo são do outro lado da baía, ou seja, da Otrobanda, considerada a zona mais pobre da cidade. Este bairro tem sido alvo de recuperação e há ruas onde o contraste entre o estado das casas é deveras flagrante: umas muito bem recuperadas, outras em muito mau estado.





Para ir de Punda à Otrobanda, atravessámos a ponte Rainha Emma (assim chamada em honra da Rainha Emma dos Países Baixos).
Na imagem abaixo: Punda, vista a partir da Otrobanda.



Ao meio dia, já estava a sentir-me mal com o calor e procurámos abrigo em Rif Forte, onde acabámos por almoçar ao fresco. Neste forte, funciona um centro comercial, com lojas de luxo, restaurantes, cafés e esplanadas.





Após o almoço, voltámos ao hotel para tomar um duche e descansar.

Uma vez que alugámos o carro por três dias para explorar a ilha, voltámos novamente a Willemstad, num fim de tarde, para conhecer mais um pouco da cidade. Desta vez,  fomos até ao seu ponto mais alto, o Fort Oranje Nassau (assim chamado em honra da Casa Real holandesa). Este forte, onde, agora, funciona um restaurante, oferece belas panorâmicas da cidade de Willemstad.


De lá, podemos ver também a refinaria, situada próximo do aeroporto. Ao passar, de carro, pela refinaria, nota-se logo o cheiro. Esta refinaria, que já foi propriedade da Shell e depois do governo, pertence, neste momento, à empresa venezuelana PDVSA.


Se voltarmos a Willemstad, quero visitar, com mais atenção, o bairro judaico de Scharloo em Punda, com as suas bonitas mansões de estilo italiano, construídas pelos judeus sefarditas que habitaram a ilha, bem como, desta vez, sem falta, o Museu Kura Hulanda dedicado ao comércio escravo transatlântico levado a cabo entre os séculos XVII e XIX. Tive imensa pena de não ter visitado este museu, mas, já não me senti em condições, devido às temperaturas elevadas que se fizeram sentir e ao muito que já tinha caminhado nessa manhã.

Tuesday, 17 September 2013

Curaçao: No Resort



No Curaçao, há vários resorts muito bonitos onde nos podemos alojar, a maioria situada na baía de Jan Thiel, como o Papagayo, o Morena, o Boca Gentil, o Livingstone e o Chogogo. Nós ficámos neste último. De uma forma geral, todos nos pareceram interessantes pelas fotografias, mas o Chogogo foi aquele que mais gostámos. O espaço é muito giro, com casas coloridas, rodeadas por jardins luxuriantes e pássaros exóticos.



Inicialmente, ficámos numa casa mais pequena (um studio), com vista para a reserva natural. No entanto, a meio da semana, houve um pequeno problema no quarto de banho e mudaram-nos para uma casa bem maior (um bungalow), mais adequada para famílias de 3 ou 4 pessoas. Desta casa, via-se o mar.



Quer nesta casa, quer na anterior, por várias vezes, cheguei a dormir na varanda, deitada na rede. As noites eram muito abafadas (clima tropical) e o ar condicionado do quarto muito frio e direccionado para os nossos corpos. Neste aspecto, gostámos mais do hotel onde ficámos no Algarve: o ar condicionado, além de silencioso, refrescava, sem gelar.



Mas gostei de dormir na rede e acordar com o chilrear dos passarinhos.




Também gostei do facto de nos disponibilizarem toalhas de praia - diariamente, se necessário. Nós levámos as nossas, mas com a humidade, não secavam como deve ser e acabávamos por ter de utilizar aquelas. Para a próxima, creio que as nossas toalhas de praia vão ficar em casa...



De certa forma, durante estas férias, senti-me na Holanda, mas com sol...  Em Chogogo, as janelas das casas não tinham cortinas, a maioria dos turistas era de nacionalidade holandesa e o supermercado mais próximo era o holandês Albert Heijn...



O pessoal do resort era muito simpático e a gerência até nos ofereceu uma garrafa de vinho tinto argentino com um pedido de desculpas devido ao incómodo causado pela mudança de casas (a qual acabou por se revelar mais uma benesse que um aborrecimento)...
Também gostámos muito do bar e se passarem por lá, peçam o cocktail Chogogo Surprise. Nenhum de nós se arrependeu....;-)

O resort também disponibiliza carros para alugar e nós aproveitámos a deixa e fomos explorar a ilha e visitar a capital, conhecer as praias situadas mais a norte como Grote Knip e algumas casas senhoriais do tempo da colonização.



Um pormenor muito curioso em relação aos carros: as matrículas, que incluem uma imagem das casas históricas do famoso cais da capital, a cidade de Willemstad. Estas casas são muito interessantes do ponto de vista arquitectónico, por nos lembrarem as casas holandesas do século XVII, só que em tons mais vivos e coloridos, como é típico das Caraíbas...


Thursday, 12 September 2013

O Inverno já chegou à Holanda


E, pronto, é oficial: o Inverno já chegou à Holanda. Está frio, tem chovido bem e assim vai continuar, segundo as previsões. Ontem, já pus lençóis de flanela, vesti um pijama de meia-estação e coloquei mantinhas no sofá. Sim, eu sou muito friorenta...;-)
Mas, desta vez, a Holanda "está perdoada". Segundo li, este foi o melhor Verão desde há dez anos (o nosso primeiro Verão, nestas bandas, foi em 2008)... 
Para alegrar o ambiente, ainda irei publicar mais alguns posts sobre o Curaçao, e, depois, sobre um certo país muito bonito, também ele com óptimas praias, onde passámos mais 8 dias de férias...;-)
Stay tuned!

Um brinde, com um sumo de tamarindo, ao Verão de 2013!


(Foto tirada no Museu Tula, no Curaçao)

Friday, 6 September 2013

Curaçao: Instantes Especiais


"A beleza é a harmonia entre o acaso e o bem."

Simone Weil

Alguns momentos especiais e inesquecíveis destas férias no Curaçao...

A companhia inesperada de um Turpial num dos nossos pequenos-almoços na varanda....
Este é o pássaro nacional da Venezuela e que também encontramos frequentemente no Curaçao, devido à proximidade geográfica dos dois países.


O desabrochar de cactos-orquídeas a partir das 11 da noite...
Após um banho de mar, assistir a um espectáculo destes da Mãe-Natureza é algo de muito belo e encantador.



Igualmente maravilhoso para nós, foi a companhia, sossegada e simpática, de uma iguana, na praia de Kleine Knip...



Ou ver um senhor a fazer um telhado de folhas de palmeira, junto à praia de Grote Knip...


Momentos muito comuns na ilha, mas muito exóticos para nós.

Também vimos dois colibris. Para a próxima, não me escapam...;-)

Tuesday, 3 September 2013

Curaçao: Praias...


The heart of man is very much like the sea, it has its storms, it has its tides and in its depths it has its pearls too.

Vicent van Gogh

Já tinha saudades de poder mergulhar no mar! Nesta fase da minha vida, é um pequeno luxo. As águas do Mar do Norte são tão frias...
Além de que, adoro tomar banhos de mar à noite. É tão relaxante! Em Jan Thiel, depois do sol se pôr, ainda aproveitei algumas vezes. E soube tão bem...

Eis um conjunto de fotografias das praias que mais gostei

Grote Knip

A nossa favorita...




Kleine Knip

Nesta praia, que, de certa forma, me fez lembrar a minha querida Praia da Adraga em Sintra, tivémos uma companhia muito especial (mais tarde, partilho convosco)...;-)




Jan Thiel

Uma baía pequena, aconchegante, com um recanto de árvores muito simpático, onde gostávamos de passar as manhãs.




E também um bocadinho da noite....Tirei esta fotografia lá, antes de me jogar na água...



A  piscina natural de Papagayo Resort na baía de Jan Thiel ...



Playa Jeremi

Fica no norte da ilha. Não fomos a banhos lá. Ficámo-nos só pelas panorâmicas.





"La mer 
a bercé mon coeur pour la vie..."

Saturday, 31 August 2013

Curaçao: The Sunset in Jan Thiel



"My mother is a big believer in being responsible for your own happiness. She always talked about finding joy in small moments and insisted that we stop and take in the beauty of an ordinary day. When I stop the car to make my kids really see a sunset, I hear my mother's voice and smile."
Jennifer Garner

No dia 21 de Agosto, na praia de Jan Thiel...







No dia seguinte, igualmente, um pôr-do-sol muito bonito...





"I dream of fire..."

 

Thursday, 29 August 2013

Curaçao: Grote Knip Beach


Curaçao, Grote Knip Beach

"A voz do mar é sedutora; nunca cessa, sussurrando, clamando, murmurando, convidando a alma a vaguear por um feitiço em abismos de solidão; se perder em labirintos de contemplação interior. A voz do mar fala com a alma. O toque do mar é sensual, envolvendo o corpo suavemente, num abraço apertado."

Kate Chopin, The Awakening, 1899


Os sublinhados são meus e reflectem muito bem como me senti nestas águas de Grote Knip - e, já agora, nas de Kleine Knip e Jan Thiel


Águas frescas que nos envolvem num abraço mais que desejado, face ao sol abrasador, que nos queima, que nos arde; águas límpidas, de uma claridade imensa, cheias de sal, que nos desvendam a alma e pedem entrega; águas limpas de pedras no meu caminho e que me permitem um espírito sereno, mais impulsivo, até.


Embora, neste particular, nem todas as praias do Curaçao sejam assim, como Grote Knip, onde é fácil caminhar nas águas. Cas Abao, por exemplo, tem muitas pedras. 


Mas ambas nos rasgam, com a mesma luz ofuscante, incandescente, avassaladora, que nos domina por completo...

(todas as fotos são de Grote Knip)

U2, Beautiful Day

"See the world in green and blue..."

Tuesday, 27 August 2013

Temos estado no outro lado do Reino


Ontem, e após termos regressado, este fim-de-semana, de uns maravilhosos 8 dias de praia, fui ao médico, que acabou por confirmar a otite que eu já suspeitava (por acaso, my first one), devido às dores no lado direito do rosto. Agora, estou a antibiótico e a gotas e, ainda esta semana, volto ao International Health Center em Haia, onde sou seguida, para desbloquear o ouvido. Não foi a melhor forma de regressar de férias, mas adorei estes dias, que foram incrivelmente bons, e sinto-me relaxada e muito bem.

Não me lembro se já referi aqui, mas é muito fácil ir de nossa casa até ao aeroporto de Schiphol, em Amesterdão. Basta apanhar o autocarro até à estação de Almere Centrum e, de lá, o comboio que nos deixa mesmo no interior do aeroporto. No entanto, optámos por ir de carro, e deixar o nosso velho "bólide" de 11 anos, no parque de estacionamento de longa duração. À nossa espera, estava alguém da agência de viagens para indicar que podíamos fazer o check-in da bagagem já ali, o que se revelou muito mais rápido e, consequentemente, muito mais cómodo. Já com o carro parqueado e a bagagem entregue, fomos de shuttle para as "Partidas" e, desta vez, conhecemos a parte destinada aos vôos intercontinentais. Schiphol é mesmo um aeroporto muito bonito! Just to let you know,  o Rijksmuseum tem aqui uma ala...;-)

Desta vez, viajámos em primeira classe (Premium Comfort Class). Fomos pela ArkeFly, a companhia aérea da agência onde comprámos o nosso pacote de férias. Segundo alguns amigos, não é uma Primeira Classe tão boa como a de outras companhias como a Lufthansa (onde nunca viajei, que me recorde), mas estivémos muito bem. Para mim, foi uma estreia, pois viajo sempre em económica, mas como era uma viagem de longo curso, achámos melhor assim.

Foi a primeira vez também que visitei outro continente e que cruzei o Oceano Atlântico. E adorei a experiência, sobretudo para lá. O céu estava azul, azul e as nuvens pareciam desenhar paisagens.

Tratando-se de uma viagem de 9 horas, havia que manter-me ocupada. Vi, pela primeira vez, o filme "Hitchcock" com o Anthony Hopkins e a Helen Mirren, revi o "Argo" com o Ben Affleck e ainda ouvi música Jazz.

O catering também me deixou satisfeita. A comida estava boa e saborosa e houve bebidas e snacks durante a viagem.

Na viagem de ida, fomos numa fila lateral de dois lugares e os assentos pareceram-nos mais espaçosos, mais largos. No entanto, na viagem de regresso, como fomos colocados numa fila de três lugares, os assentos pareceram-nos mais estreitos e apertados, para além de não terem pedais de apoio (era a primeira fila). Sendo de noite, o corpo pedia que dormíssemos, mas a posição era muito desconfortável, e ainda fiquei com dores no pescoço, apesar da almofada. Decidimos que, numa próxima vez, marcamos os lugares. Para além disso, vim quase surda do ouvido direito. Tentei distraír-me e voltei a ver o filme "Hitchcock"- desta vez, sem auscultadores e concentrando-me na legendagem em Neerlandês.

A viagem de regresso à Holanda acabou por revelar-se bem mais cansativa também por um outro motivo. Em vez de 9 horas foram 10 mais um bocadinho, pois ainda parámos em Aruba para deixar e recolher passageiros e não pudémos partir de imediato devido a um problema informático na torre de controle. Os hospedeiros manifestaram logo muita presença de espírito e não esperaram que a viagem se reiniciasse para começar a distribuir os jornais, as águas e os sumos de laranja - o que foi óptimo, para nos manter distraídos e ocupados. Desta viagem de regresso, vou recordar, sobretudo, um dos hospedeiros, que pela sua boa disposição, nos ajudou a suportar os inconvenientes da espera em Aruba e a nossa própria impaciência e resmunguisse durante a noite.

A esta altura, já calculam onde estivémos. Sim, na outra parte do Reino dos Países Baixos, num país agora independente, mas que já fez parte das Antilhas Holandesas e cujo nome tem origens portuguesas, o Curaçao. A língua oficial do país é o Neerlandês, mas a lingua-mãe é o Papiamentu e nela podemos encontrar muitas palavras de origem portuguesa. Devo acrescentar, que foi uma delícia ouvir as mensagens dos pilotos em Papiamentu.

Por isso, meus queridos amigos e leitores, sejam "Bon Bini!" (Bem vindos) aos próximos posts sobre as nossas férias no Curaçao!