A chuva caia lá fora, mas a vontade de sair apetecia. O marido resmungava que não, que a chuva pedia casa. Não insisti e esperei que o tempo, literalmente, jogasse a meu favor. Minutos após, a água deixou de cair. Aproveitei a cartada e joguei. " Vamos aproveitar esta aberta?". E foi assim, que vários anos depois, voltámos à Casa de Chá no Jardim (Theetuineemnes), no outro lado do lago, em Eemnes.
Ao chegar àquela paisagem de quintas e agricultores, casas de telhados de colmo e animais pelos campos (by the way, a quantidade de cavalos nunca cessa de me espantar neste país...), entrámos pelo carreiro, ao som dos galos e das galinhas, que por ali cacarejavam numa aguarela de cores e feitios. Foi aí que reparei que a bateria da máquina fotográfica estava quase no fim. Uma pena sentida, mas imediatamente compensada pelo vislumbre da Casa de Chá no Jardim, ali defronte, a nossos pés erguida...
Ao entrar naquela sala de outros tempos, a mesma sensação de outrora, como um retorno à casa da minha tia-avó Emília, onde havia licores caseiros e bolo quente de iogurte numa mesa de rendas, à nossa espera...
Sentei-me e pedi. Um café e uma fatia de bolo de nozes com caramelo. Poucos minutos depois, o meu marido chegava com o tabuleiro (o serviço é self-service).
Entretanto, as fotografias que a máquina me deixou tirar...
Um lanche também reforçado com fatias de jazz e música francesa...
Já no regresso, revisitámos o jardim, agora com mais mesas e cadeiras, num espaço muito vocacionado para casamentos.
À saída, uma porca imensa, muito grávida, coçava-se na árvore, num espectáculo inusitado para mim...
12 comments:
Realmente seus olhares são um sério convite à beleza e ao relaxe!
Adorei cada olhar!
Bj amigo e já lhe enviei um email!!!
Hummm...por aqui o tempo também não vai famoso. E a tarte de nozes lembrou-me uns bolinhos especialíssimos que estreei neste fim de semana e que andaria a estrear até ao enjoo se me estivessem perto. E nem o nome lhes sei. Ó santa ignorância a desta mulher que não atenta sequer no nome do que come.
Quando começou a descrever o salão de chá lembrei a sala de chá de Serralves tão bonitinha no exterior e em que os clientes não pegam nem por nada. Linda e deserta. Um bijoux. Mas essa que mostrou parece de interior mais cálido e apetecível. Mesmo a calhar para um dia de chuva com abertas:). Parabéns pela insistência. Deu boas fotos.
Graça,
Muito obrigada! Os Países Baixos inspiram-me tranquilidade.
Beijo amigo!
Bea,
Obrigada! :-) O fim-de-semana foi muito cansativo e estava mesmo a precisar de um intervalo.
Tenho de conhecer essa casa de chá. Há tantos anos que não vou a Serralves...
Belo passeio. é pena não haver mais fotografias, mas o bolo de noz parece ser muito bom. Beijinhos!
Pois é de ir:). É tão bonitinha e recatada!...Já bebi lá uns cházinhos. E uns refrescos também. Só para me sentar um bocadinho naquele sossego de encanto.
Margarida,
A ver se para a próxima, não me esqueço de pôr a bateria a carregar...
Os galos eram todos tão giros!!
Beijinhos!
Bea,
Pela sua descrição, tenho mesmo de lá ir. Gosto muito de salas de chá e se forem sossegadas e encantadoras, mais ainda. :-) Salvo erro, a última vez que fui a Serralves foi há 18 anos - o tempo voa...
Pela reportagem deve ser um sítio muito apetecível. Lembra-me algumas casas de chá que dantes havia em Sintra. Não seis e por lá continuam que agora vou menos a Sintra.
E o bolo vermelho é de quê? Beterraba? Morangos?
Bom dia!
MR,
Salas de chá em Sintra...:-) Boas recordações!... Não me importaria nada de voltar a uma delas.
O bolo vermelho chama-se"Red Velvet", mas não conseguimos identificar o sabor. Numa próxima, hei-de perguntar.
Bom dia! :-)
Que belo chá e melhores memórias, ainda!
Vou ter que fazer um chá especial, este fim de semana! ;-)
Paula,
Acho muito bem! :-)
Um chá, sobretudo agora no Outono, sabe sempre muito bem. :-)
Beijinho!
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