Vento. Luz. Vento que espalha lixo pelos passeios e jardins da frente, sobretudo plásticos. Pergunto-me de onde vêm, se todos temos caixotes altos para o efeito. Vento que também traz as folhas castanhas de Outono das árvores ainda despidas de Inverno. Luz. Luz que nos deixa ver o vento num baile ondulante de folhas castanhas pela rua. Luz que também nos traz saudações primaveris: "Lekker weertje, eh?" - diz-me a vizinha com um sorriso, referindo-se ao bom tempo, ao chegar de carro com o marido, enquanto varro as folhas castanhas de Outono das árvores ainda despidas de Inverno. Luz que quer dizer "lá fora", na vida que recomeça, nos narcisos que despontam nas rotundas e separadores das estradas. É tempo de ir pelas mãos dançantes de valsa do Vento suave que sussurra Luz e Primavera.
Bom fim-de-semana!
"Strange Fruit", numa versão de uma cantora polaca que descobrimos recentemente e estamos a gostar muito, Natalia Mateo.