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Tuesday, 6 February 2018

Liefs uit Londen


Uma canção que conheci esta manhã por fazer parte dos meus trabalhos de casa das aulas de holandês. Não conhecia e gostei muito.

Com Amor, de Londres
Blof




Continuação de boa semana!


Thursday, 1 February 2018

2018 começou assim há um mês...



O ano de 2018 começou assim, há um mês, aqui na rua...

Nunca tínhamos tido um fogo-de-artifício tão bom...Foi magnífico, durante mais de uma hora.

Uma verdadeira tradição holandesa, onde cada qual compra os seus próprios fogos-de-artifício. Os nossos vizinhos esmeraram-se bastante nestas entradas de 2018.

Nesta noite fria, valeram-nos as tradicionais taças de caldo verde e o vodka e as comidas típicas que os nossos vizinhos arménios partilharam connosco. E os copos de champanhe, claro...By the way, os nossos vizinhos arménios gostaram muito do nosso caldo verde.


As fotografias foram tiradas pelo meu marido com o telemóvel dele.
































Gostei deste início de 2018 tão luminoso, tão prometedor.

O primeiro mês, para já, correu bem. Tenho aproveitado imenso os fins-de-semana para conviver, sair, dançar, beber umas caipirinhas e umas margaritas, celebrando a Vida, a liberdade e a possibilidade de gozar destes pequenos prazeres, sem cirurgias complicadas, sem dores, sem drenos, sem cateteres, sem sacos, sem estadias em hospitais, sem sustos, sem enfermagem domiciliária, enfim, sem tanta coisa que me limitava e entristecia. Só eu e a minha alegria, de novo juntas. Na pista de dança, com os meus amigos.

Continuação de um excelente 2018 para todos!



Tuesday, 18 July 2017

Do convívio com os vizinhos


Gosto muito dos meus vizinhos. Não chateiam, não se metem na minha vida, são discretos, estão na deles e eu na minha. Não passamos a vida na casa uns dos outros, mas há muita simpatia quando nos encontramos, por acaso, na rua, e ajuda, sempre que necessária, aparece de forma muito cordial. E, depois, há momentos de espontaneidade que tenho apreciado bastante. Eis algumas pequenas histórias que ilustram esta nossa dinâmica.

Convívio espontâneo

Há dias, ia eu despejar os lixos, mas pelo caminho da frente (não podia ir pelas traseiras porque a porta da sala que dá para o quintal tinha sido pintada e estava a secar), quando os meus vizinhos do canto da rua, arménios, e que estavam sentados no seu jardim da frente, meteram conversa comigo e convidaram-me a sentar com eles e a partilhar o queijo e a salada. Sei que acabei a despejar os sacos nos contentores destes meus vizinhos (o meu vizinho encarregou-se logo disso) e a ficar numa conversa de redor de mesa quase duas horas. Éramos 5 (3 arménios, uma portuguesa e uma venezuelana). À medida que a tarde findava, quieta nas suas horas de Verão, lembrei-me dos longas e serenas tardes de Estio da minha infância - do pátio onde os meus avós moravam e onde os vizinhos gostavam de se sentar em banquinhos, à frente das respectivas casas, a conversar, enquanto, nós, crianças, brincávamos por ali, entre aquelas paredes caiadas de branco, cobertas por flores e trepadeiras. De recordação em recordação, foi inevitável falar de Calouste Gulbenkian, esse arménio que nos deu o nosso verdadeiro Ministério da Cultura e da Ciência, dos jardins e museus da sua Fundação que tanto gosto, e onde ia, com muita frequência, quando estudava na Faculdade, lá ao pé. Soube bem este inesperado, este 5 à mesa, a alguns passos da nossa casa, com o meu marido a vir à rua, ao notar a minha demora, e a retirar-se, sem me chamar, mas já mais sossegado, ao observar a cena, uns quantos metros mais adiante.

Ajuda imediata

Há um mês e meio, vivi aqui um momento de maior aflição quando me preparava para dormir por volta das nove da noite. Depois de telefonar aos serviços de enfermagem domiciliária que me acompanhavam então e assim continuaram até há poucos dias, telefonei também à minha vizinha F., que é enfermeira num hospital da capital, a perguntar-lhe se podia passar por aqui. Embora a mãe dela estivesse cá de visita, vinda do Suriname, a F. veio imediatamente e só se foi embora quando fomos para o hospital em Amesterdão (e que não é aquele onde ela trabalha). Eu estava muito assustada nessa noite e a presença dela foi de um conforto e segurança muito importantes para mim e para nós. Mais tarde, disse-me que receou que eu não aguentasse e desmaiasse pelo caminho, tendo em conta o sangue que eu continuava a perder. Gosto muito da F. Vemo-nos, pouco, é certo, mas assim que lhe telefonei durante o meu primeiro internamento do mês de Maio,  a pedir que fosse ela a dar-me a injecção necessária na minha noite de regresso a casa, foi logo muito pronta (quando eu podia ter chamado a enfermeira domiciliária, uma vez que o hospital já tinha requisitado esse serviço). Na manhã seguinte, voltou de novo, sorrateiramente, para não me acordar, com um pratinho de frutos vermelhos (um pratinho de vitaminas, como ela disse), que deixou com o meu marido. Há dias, fui a casa dela, oferecer-lhe uma pequena travessa com tortas de Azeitão. Ela estava muito feliz por me ver bem melhor e acabámos na conversa, como o meu marido antecipara. A ver se um dia destes, vamos caminhar juntas aqui pelo bairro (sugestão dela). Entretanto, em exposição no aparador da sala, o postal de agradecimento que lhe tinha deixado na caixa do Correio.

Partilha da vida privada de forma espontânea

Há algumas semanas que tínhamos reparado que o carro do nosso vizinho D. não estava por aqui. O meu marido, mais atento a estas coisas que eu (sempre fui muito distraída), disse-me que desconfiava que os vizinhos (neste caso, holandeses) se tinham separado. Eu já tinha visto a M. e ela parecia-me bem. Por isso, a ter havido uma separação, calculei que tivesse sido amigável. Voltei a cruzar-me com a M. na rua, mas nunca lhe perguntei nada de mais específico (não é do meu feitio ser intrometida), mas indaguei se estava bem, como faço habitualmente. Até que, na tarde em que nos estávamos a despedir dos pintores que estiveram cá em casa, a pintar as portas, as janelas e a vedação do quintal, ela perguntou-me se eu estava satisfeita com o trabalho deles e ficámos mais um pouco à conversa. Foi aí que ela me contou, sem que eu estivesse à espera, que se tinha separado e iria divorciar-se. Gostei que a conversa tivesse surgido de forma espontânea e quando ela se sentiu preparada para falar no assunto. Gosto de respeitar o tempo psicológico de cada um. Desde que me saibam por perto e presente, isso é que importa. E como não a julguei (nem me competia), ela acabou por desabafar bastante. Por fim, disse-lhe que se fosse preciso alguma ajuda, era só tocar à campainha.

Situação inusitada espontânea

Já não me lembro por que razão fui tocar à campainha do M. e do J. (holandeses). Terei ido buscar uma caixa deixada pelos Correios com material de enfermagem enviada pela Mathot? Não me recordo. Sei que o M. atendeu e acabámos a conversar sobre os nossos estados de saúde. Geralmente, eles convidam-me a entrar (não muito habitual por estas paragens), mas, desta vez, acabámos, naturalmente, a conversar à porta (estava bom tempo, talvez por isso). Vai o M. não esteve com meias-medidas: " Vou baixar as calças para veres como o joelho ficou para dentro.". E ali ficou de boxers, à porta, à minha frente. ;-)) Contexto: nós temos a mesma idade, damo-nos bem enquanto vizinhos, e ele tinha sido operado há pouco tempo. Ah! E já agora, os boxers eram giríssimos! ;-))

Moral da história: podemos não andar na casa uns dos outros, mas damo-nos bem, com cordialidade e entreajuda, e isso, para mim, é o mais importante. Talvez ajude o facto de não vivermos num prédio - digo isto, porque nos nossos dois primeiros anos por estas bandas, vivemos num bloco de apartamentos e só conhecíamos os vizinhos do lado. Mas cada pessoa terá a sua experiência, como é óbvio...

Tuesday, 14 March 2017

A Primavera está a chegar...



Sinais que já estou em modo primaveril...ou como quem diz, a retomar as tradições primaveris aqui do burgo, nestes dias cada vez mais luminosos e soalheiros...

Gelado no Mariola, em Almere Haven (até hoje, a minha gelataria favorita e que aconselho vivamente a quem passar por cá).

Experimentámos e partilhámos esta copa de gelado pela primeira vez, no passado fim-de-semana. Gelado de limão, com limoncello, chantilly caseiro e bolachinhas, uma delas de chocolate. Uma copa simples, fresca e deliciosa! 

NB: Esta é a versão pequena.





Bitter lemon - uma bebida com sabor a limão amargo, que gosto bastante, e bebo, de vez de quando, quando o tempo convida a uma esplanada. Foi cá que adquiri este hábito. 




Esta fotografia foi tirada no Grand Café Le Baron, em Almere. Gosto muito do estilo do mobiliário deste café, a lembrar os anos 50. As cadeiras são muito confortáveis e o espaço é luminoso, devido às janelas grandes. Aconselho.

Na foto, uma bittergarnituur, algo muito comum por cá. Consiste num tabuleiro com mini lumpias e chamussas de vegetais, almofadinhas de queijo e de frango e bolinhas de carne de vaca. Para colocar a gosto, mostarda, molho picante e maionese. No meu caso, ainda provo uma ou outra com mostarda, mas é só. Gosto mais destes acepipes ao natural, sem molhos.



Friday, 11 November 2016

Sint Maarten


Hoje à noite, a luz da porta da frente vai estar acesa para que os petizes saibam que estamos à espera deles. Estes bandos de pardais à solta costumam vir em grupo e acompanhados pelos respectivos progenitores, que ficam à entrada do nosso pequeno jardim, enquanto os passarinhos cantadores avançam, tocando à campainha. Quando abro a porta, ternas vozes infantis ecoam corajosamente, pela noite fria, liedjes (canções) de São Martinho, comigo a aguardar, caladinha, de malga na mão. No final, um elogio e a oferta de chocolates. Geralmente, cada criança só costuma retirar um chocolatinho, numa postura muito educada e frugal, como se quer, numa parte do país maioritariamente Calvinista. É uma noite em que elas, as crianças, são soberanas da festa, entre as canções tradicionais, passadas de pais para filhos, e os balões de papel iluminados, feitos na escola ou em casa, durante estes dias. É também, para mim, o dia em que o Outono formalmente se despede, para dar lugar à preparação da chegada do São Nicolau, que anuncia, no meu imaginário, a chegada oficial do Inverno, nestas terras abaixo do nível do mar.

Um bom dia de São Martinho para todos!


Friday, 21 October 2016

Mudança do meterkast



No início do mês, recebemos uma carta relativa à manutenção do meterkast. Trata-se do armário onde estão os quadros da luz, aquecimento central e água. Na carta, informavam que iriam proceder à substituição do quadro da luz sem qualquer custo adicional. Indicavam também o dia, o período horário, o tempo de duração e o que seria necessário da nossa parte, como por exemplo, informar a central de alarmes ou cuidados a ter com certos aparelhos médicos (de ventilação ou diálise). No texto, informavam igualmente dos diversos contactos, se quiséssemos propor outra data mais conveniente para nós. Mais uma vez, fiquei impressionada com a pro-actividade, organização e planeamento das situações neste país. É que torna tudo tão mais fácil...
Este novo quadro da luz permite uma série de novas funcionalidades, tendo em vista o futuro próximo. Nós não temos painéis solares, mas se assim fosse, receberíamos um desconto sempre que a rede recebesse energia dos mesmos. Além disso, as medições são agora enviadas automaticamente.
Assim sendo, e em resumo, desde que estamos nesta casa, já vieram verificar a qualidade do isolamento sonoro, a forma como fazemos a reciclagem, mudar os quadros da água e da luz e colocar fibra óptica sem quaisquer custos adicionais. Gosto muito desta forma de trabalhar. Volto a dizer: assim, vale a pena pagar impostos. Estou mesmo contente com os serviços.


Bom fim-de-semana!



Friday, 16 September 2016

O Inquérito sobre Reciclagem


Primeiro, foi o sino que tocou. Depois, ele optou pela campainha. Foi esta semana. Era um rapaz, perfeitamente identificado, que disse estar a fazer um inquérito sobre os nossos hábitos de reciclagem. Segundo entendi, a autarquia queria recolher informação e aproveitar para esclarecer alguns pontos.

Quantos contentores tinha eu, perguntou-me. Disse-lhe que 3.
"Dois azuis e um verde?".  "Sim.", respondi,  "Sendo o verde para o lixo orgânico e os azuis para o papel e o plástico.".
"E o verde tem separador?" Confirmei novamente que sim, bem como que colocava o lixo orgânico na parte da frente e o restante na parte detrás.
"A senhora sabe que pode colocar latas e embalagens no recipiente para o plástico?"  Disse-lhe que o meu marido já me tinha informado.
"E na cozinha, faz a separação?" Ao que respondi que sim, que tinha 3 recipientes distintos.
"E usa os sacos próprios para o efeito?" Novamente disse que sim, que utilizava o saco verde para o lixo orgânico e os sacos brancos para o restante.
"E a reciclagem de objectos de maior porte?" Disse-lhe que ia com frequência aos centros de reciclagem.

Até aqui, as perguntas foram aquelas que eu estava à espera. O que me surpreendeu foram as seguintes:

"A senhora tem algum reparo a fazer quanto à reciclagem ou outros aspectos que considere importantes?"


Foi a primeira vez, na minha vida, que fui questionada pela minha edilidade se estava satisfeita com a minha zona envolvente e se tinha queixas a apresentar (ele mencionou a questão da limpeza). Em Portugal, nunca me tinha acontecido...e aqui, até à data, também não, mas há outras formas ao nosso dispor para apresentar ideias que beneficiem o bairro ( há até um orçamento específico ao qual nos podemos candidatar, por ex.).

" Quem? Eu?", respondi, ainda um bocado perplexa. "De todo. ", respondi. "Olhe à sua volta. Está tudo impecável: estradas, passeios, canteiros. Há pouco tempo, vieram limpar os esgotos e iluminação também está ok. Estou muito satisfeita com a Câmara Municipal (Stadhuis)."

" Alguma sugestão que queira dar? Alguma melhoria que ache necessária?"


Eu, muito agradavelmente surpreendida a olhar para o rapaz, que, naquele momento, representava a edilidade, disse-lhe que não. Que estava tudo bem e nada tinha a sugerir.

( lembrei-me que o problema da lomba que estava demasiado alta já tinha sido resolvido, e sem ser isso, não me ocorreu mais nada).

No final, disse-me:

" Nós vamos estar por aqui a falar com os seus vizinhos. Se, entretanto, se se lembrar de alguma coisa, diga: alguma reclamação ou sugestão de melhoria."

Sim, senhor, pensei eu com os meus botões... 
E este é dos dos aspectos que me faz gostar muito de viver nos Países Baixos: o facto de sermos estimulados a intervir no bem-estar da sociedade onde estamos inseridos, seja com sugestões, projectos, doações, voluntariado...

Mentalmente, recapitulei alguns aspectos, a tentar descobrir algo que pudesse dizer/sugerir...:

o isolamento sonoro das janelas já foi medido, verificado e avaliado, sendo que está tudo de acordo com a lei e não vou precisar de mudar as janelas e os vidros ( cujos custos seriam da responsabilidade do município, uma vez que se trata de uma questão de saúde pública, dado que a autoestrada se situa aqui próximo);

fibra óptica em casa também já temos, que a autarquia mandou colocar por conta do orçamento local em todas as casas do município que quiseram ter mais esse benefício;

o corredor dos quintais tem sido limpo;

a paragem dos autocarros já foi alargada, o horário tem sido cumprido e os autocarros são muito confortáveis de uma forma geral e adequados a pessoas com mobilidade reduzida;

as passadeiras estão visíveis e os semáforos funcionam bem;

os parques infantis estão cuidados e foram recentemente alvo de novos apetrechos;

(o meu marido disse-me, depois, que há poucas semanas fizeram um abaixo-assinado para apresentar à Câmara, a solicitar uma protecção num dos passeios, que impeça as crianças de correr para a estrada e que ele a subscreveu).

os contentores de reciclagem do vidro e da roupa também estão em boas condições, bem como os marcos do correio;

a polícia e a "buurtpreventie" ( o grupo de vizinhos que faz a ronda do bairro) têm feito a vigilância;

a ambulância dos animais (que faz a recolha de animais feridos e/ou mortos nas estradas) e a carrinha do centro de saúde que faz a entrega dos medicamentos junto daqueles que não se podem deslocar também têm passado...

o site do bairro, onde os vizinhos pedem ajuda uns aos outros, também tem estado activo...

Não me lembrei de mais nada e acabei por não chamar o rapaz que continuava a entrevistar a vizinhança... Ainda não tive oportunidade de falar com os meus vizinhos, mas estou curiosa por saber se apresentaram alguma ideia. Os holandeses têm sempre algo a dizer ou sugestão a dar....Daquilo que me é dado a observar, são muito participativos na sociedade, seja nas organizações/actividades de bairro, seja no voluntariado ou na adesão às iniciativas locais levadas a cabo pelos municípios ou outras entidades (comerciais, por ex.).


Almere Haven, a zona mais antiga da cidade (que tem 41 anos). 
De vez em quando, gosto de lá ir, especialmente aos gelados Mariola.
Fotografias tiradas ontem, no final da tarde.


Love you, Almere!



Votos de bom fim-de-semana para todos!



Friday, 29 July 2016

No Intratuin


"Tuin" quer dizer "Jardim".

O Intratuin é um centro de jardinagem: vende plantas, flores, sementes, material de jardinagem, mobiliário de jardim, peixes e coelhinhos e produtos para animais de estimação. Jardinagem é algo que associo muito ao povo holandês. Nesta época do ano, sobretudo, há sempre muita gente a comprar plantas, flores e mobiliário de jardim.

Estas fotografias, tiradas com telemóvel, são do Intratuin de Almere.


Gosto muito de lá ir na Primavera e no Verão.



Passear entre as flores e as plantas relaxa-me. Em miúda, por exemplo, gostava muito de ir à Estufa Fria.



As cores e os cheiros deliciam-me.



E os peixinhos encantam-me...



O Intratuin é também  um sítio óptimo para comprar um presente de aniversário bonito e em conta (vasinhos com flores a €12, por exemplo) e postais diferentes, muito giros.
Este ano, no entanto, fiquei muito desiludida com a oferta de gnomos para o jardim. Tudo em tamanhos grandes e pouca variedade. Não comprei nada.

A fotografia abaixo é da sala de chá, onde podemos encontrar, de vez em quando, o nosso bolo de arroz, do qual matei saudades, quando lá fui há 3 semanas.



Os bolos do Intratuin são deliciosos. Sabem a bolo e não a kilos de açúcar. Este, por exemplo, é de manga, ananás e coco. É um dos meus preferidos. O outro favorito é o de ananás.



Na Primavera e no Verão, gosto de lá ir tomar o meu café semanal.



Não conheço os Intratuins das outras cidades. Mas calculo que sejam semelhantes...

Gosto imenso de jardinagem, mas também sei que manter os jardins limpos e arranjados favorece muito a minha/nossa integração/socialização por cá. A vizinhança aprecia bastante que cada um vá mantendo o seu espaço em ordem para que o bairro, no seu conjunto, se mantenha aprazível e bonito. Os vizinhos fazem logo saber a sua opinião positiva, quando temos novas flores, novo mobiliário de jardim, etc. Chegam a vir à janela para ver o que estamos a fazer e elogiam. E gostam igualmente de partilhar as respectivas novidades. Flores, plantas e jardins costumam ser um tópico de conversa entre vizinhos. E nunca notei inveja e competição, mas sim gosto e interesse para que, entre todos, tenhamos um espaço simpático e agradável. Vejo que ficam contentes sempre que se dá um passo em frente, de melhoria.


Wednesday, 8 June 2016

Com certeza, uma casa holandesa



Quando me falam em casas holandesas, são estas as imagens que me vêm logo à cabeça...

Esta casa fica em Amersfoort, pertence a uns amigos nossos e é muito parecida àquela em que vivemos...

Muito verde ao redor

Esta é a vista das janelas da cozinha (frente da casa).


Gostei imenso! Super, super relaxante! "A tua casa fica no paraíso!" disse eu à minha amiga. :-)
Um dos aspectos que mais gosto dos Países Baixos é esta predominância de verde, de uma forma ou de outra...A nossa frente, por exemplo, não tem uma vista assim, mas duas ruas acima, as casas têm vista para espaços verdes, um canal e um lago. A nossa casa tem vista para outras casas. Mas a rua é como todas as demais: tem muitas árvores e canteiros de flores, além dos pequenos jardins de cada casa. Há sempre verde. Tão bom!

Flores espalhadas pela casa

Especialmente na sala, claro! :-)

Na fotografia abaixo, um dos gémeos a escrever à escola, em papel de escrita, já com 35 anos, ainda por estrear e em excelente estado de conservação. Foi um presente nosso para os gaiatos, do tempo em que o meu marido tinha a idade deles e fazia colecção.



Cozinha aberta para a sala e sala comum

sala geralmente é comum e a cozinha é aberta para a sala.
No início, quando viemos para os Países Baixos (final de 2007), não gostei muito (sempre vivi em casas com cozinha e salas separadas, cada qual com a sua porta de acesso, e pensei logo nos fumos e nos cheiros que iriam para a sala, além de não apreciar ter vista para o lava-loiça), mas agora já estou habituada. Porém, não deixo de reconhecer que a minha amiga M. tem razão quando diz que assim nos permite continuar a participar nas conversas enquanto arrumamos a cozinha. 

Na fotografia abaixo, o G. a apontar para algumas das figuras do presépio tradicional português que lhes levei (andavam para ser entregues desde Janeiro último, mas entretidos que ficamos sempre a conversar, tenho-me esquecido). 



De achtertuin (o jardim das traseiras)



O jardim/quintal das traseiras (outra imagem de marca das casas holandesas, diria), conhecido por cá como De achtertuin.
O A. a regar as plantas sob o "meu comando":
links (esquerda), rechts (direita), omhoog (acima), beneden (abaixo). 
E sim, depois levei uma "chuveirada" que me soube muito bem. :-)))

Mais uma imagem de marca das casas de cá: um cantinho do jardim com vasinhos de flores.
Estas foram oferta dos vizinhos, num acolhimento muito gentil e caloroso...


Quando chega o Verão, é tempo de usufruir do achtertuin: convidar os amigos para um almoço ou jantar (ou ambos), seja para umas saladas frescas, um churrasco, etc...

A nossa summer season  deste ano começou ontem na casa destes amigos...



Soube muito bem! Pela companhia, pelo riso, pela partilha de memórias. pela comida deliciosa, pelo bom tempo...por tudo! :-)

Sunday, 15 May 2016

Nextdoor.nl - Conheça os seus vizinhos


Ontem, recebi um convite escrito do meu vizinho M. para me juntar ao Nextdoor.

Trata-se de um site nacional para que os vizinhos se conheçam entre si.

O lema é " Leer je buurt kennen. Gemakkelijk en gezellig.", ou seja, " Conheça os seus vizinhos. Fácil e divertido.".

O convite já trazia o código para me registar (aanmelden).

O registo é grátis.

A ideia é facilitar a comunicação entre vizinhos e que estes se conheçam e ajudem entre si.

Mensagens como estas podem ser deixadas no site:

"Is iemand een hond kwijt?" ( "Alguém perdeu um cão?"), no caso de acharmos um cão perdido, por exemplo;

" Gratis kinderfiets!" ( "Ofereço uma bicicleta de criança!"), anúncios de coisas boas que queiramos doar;

" Kan ik een ladder lenen?" ( "Posso emprestar uma escada?"), se quisermos ajudar alguém;

" Oppas gezocht. " ("Procuramos uma ama"), e por aqui há muitas crianças...;

" Zullen we koffie gaan drinken?" ( " Vamos beber um café?"), ou seja, socializar;

Também podemos organizar encontros e actividades entre a vizinhança, como um churrasco, por exemplo.

Achei uma óptima ideia e já me registei!

Em Portugal, há algum site semelhante?

E quem está cá? Já aderiu ao Nextdoor? Como tem sido a experiência?

Continuação de Bom Domingo!

Thursday, 12 May 2016

Motorrijtuigenbelasting


Ou o mesmo é dizer "Imposto de Circulação de Veículos". Nós optámos por pagar trimestralmente, mas pode ser pago mensalmente. O valor é de acordo com o tipo de veículo. No nosso caso, um Nissan Micra, fica-nos em €99 a cada 3 meses, ou seja, €396 por ano. Mas, durante algum tempo, pagámos mais (€256 trimestralmente, se a memória não me falha, pois o carro trazido de Portugal era outro). Compreendemos logo a razão da diferença de custos do Imposto de Circulação relativamente a Portugal. Nos Países Baixos, não há portagens...Se, por um lado, gosto mais devido à ausência de filas de pagamento, por outro, fiquei a achar que era um sistema mais injusto para aqueles que circulam menos (ou porque não querem, ou porque não podem, devido ao custo do combustível e dos parquímetros). Anyway, o deste trimestre já está pago...

PS: Como estão agora os valores do Imposto de Circulação em Portugal?

Tuesday, 10 May 2016

Limpeza de esgotos


No passado mês de Abril, recebemos uma carta da autarquia (gemeente) a informar que, na semana seguinte, iria ter lugar a limpeza de esgotos (vuilwaterriool reinigen) nas ruas do bairro. Nessa carta, explicavam como ia decorrer a limpeza, qual a importância da mesma e os cuidados a ter nessa altura, tais como baixar os tampos das sanitas e colocar água nos cifões para evitar maus cheiros. Na carta, davam também os contactos da empresa responsável pela execução dos trabalhos, a utilizar em caso de dúvidas, e os contactos da autarquia, em caso de queixas a apresentar. Ainda há poucos dias, pagámos €328 de Imposto Anual de Saneamento Básico. Mas sinto valer a pena pagar impostos neste país: há respeito e consideração pelas pessoas e pelos cidadãos. Gostei do facto de termos sido informados por escrito, atempadamente, e de forma detalhada e rigorosa. E especialmente, do carácter preventivo desta limpeza, de modo a evitar aborrecimentos e problemas no futuro. Gosto de serviços pró-activos, com visão estratégica de médio-longo prazo e boa gestão de recursos públicos.

Thursday, 28 April 2016

Isolamento Sonoro



Há umas semanas, um representante da Antea Group esteve em nossa casa, para medir as janelas e verificar o isolamento sonoro dos quartos (o de dormir, o de vestir e o escritório). A auto-estrada aqui próxima está a ser alargada e pretendiam saber se as casas da rua iriam necessitar de reformas para melhorar o isolamento sonoro. Na nossa rua, as casas seguem dois modelos: o do nosso lado e o do outro em frente. Assim sendo, basta visitar uma casa de cada lado para saber se há melhorias a efectuar ou não. No caso destas serem necessárias, as mudanças serão executadas e custeadas pela entidade pública competente. Fiquei muito bem impressionada com esta preocupação com a saúde dos cidadãos. Planeamento e Organização Batavos no seu melhor...

Friday, 1 January 2016

Da Passagem do Ano (os fogos)


Da Passagem do Ano, aqui em casa:

Fogo de artifício espectacular! 



As fotos não fazem jus ao acontecimento (para variar, esqueci-me de carregar a bateria da máquina fotográfica, don't ask...). 




Situando quem me lê há pouco tempo: 

Nos Países Baixos, é habitual cada um comprar os seus fogos de artifício. Os neerlandeses, cuja fama de forretice é conhecida, gastam somas consideráveis, no final do ano, em fogos de artifício. É garantido que temos, pelo menos, uma hora de show assegurada.



Nós nunca comprámos, mas temos tido sempre grandes shows, quer na rua, quer no lago aqui próximo (onde costumamos brindar ao Novo Ano de champanhe e copos na mão). A vizinhança vem à rua celebrar, desejamos bom Ano a todos e...vemos os fogos que cada um comprou. Nós, que somos estrangeiros, ficamos perdoados (não temos a experiência de uma vida no assunto como os autóctones e receamos algum acidente como, por vezes, lemos nos jornais...).



Este ano, ficámos só por casa (ou seja, fomos até ao jardim da frente), mas não foi necessário ir mais longe, que os vizinhos do lado de cá compraram fogos com fartura e variedade...;-)



 Espero que tenham tido umas óptimas entradas e o Novo Ano vos traga tudo de bom!!

 Obrigada por estarem aí desse lado e, sobretudo, pela companhia!

A TODOS, VOTOS DE UM FELIZ 2016!!

Monday, 28 December 2015

Notas deste Dezembro


Nos dias anteriores ao Natal, fomos, por diversas vezes, aos dois centros de reciclagem local. Geralmente, vamos na Primavera, mas, desta vez, teve mesmo de ser, pois precisávamos de nos libertar de peças de maior porte e volume. Fomos lá deixar o colchão da cama de casal, o armário alto da casa-de-banho, uma fritadeira que raramente utilizámos, a máquina de fazer pão que deixou de funcionar aqui, um velho monitor, um chariot que de desconjuntou, o cesto de metal, peças velhas de madeira, ainda latas de tinta, etc. Foram várias as viagens de carro até lá e em todos elas, para grande espanto meu, não paravam de chegar pessoas com os carros abarrotados de tralha para deitar fora. Parecia que todos queriam começar o Novo Ano bem resolvidos com a vida, deixando no sítio próprio o que já não interessa e ficando assim libertos para novos desafios, de cabeça arrumada, coração sereno e logo, mais felizes. Tinha pensado que por estarmos no Natal e numa estação mais fresca, os centros de reciclagem estivessem mais vazios, mas não. Os carros chegavam uns atrás dos outros: donas-de-casa que vinham sozinhas ou acompanhadas pelas filhas, assim como famílias de 4 e de 5 e que se distribuíam a deixar as tralhas pelos diversos tipos de contentores. Fiquei pasma a olhar para todo aquele movimento e a sentir-me feliz por estar ali e fazer parte dele. Senti-me numa sociedade de pessoas bem resolvidas consigo próprias, conscientes da importância do seu papel no bem estar da comunidade, pragmáticas e activas na resolução dos seus problemas.

E se encontrei muita gente nos centros de reciclagem, numa postura potenciadora de reaproveitamento e reutilização de recursos, o mesmo se passou quando fomos ao Kringloper, entregar o eixo de apoio da cama que tínhamos doado e que tinha ficado para trás. A recepcionista disse-nos para o entregarmos directamente no centro de chegada e recolha das carrinhas/camiões de médio porte. Quando lá chegámos, eram vários e fartos de tudo um pouco. Bem que um dos senhores da recolha nos tinha dito que, ainda nessa tarde, estavam previstas mais 20 casas. Tanto assim que o meu marido acabou por ajudá-los a levar as peças de mobília para a carrinha: duas mesas-de-cabeceira, uma cama e uma cómoda (a nossa mobília de quarto, comprada no IKEA, ainda em Portugal,  e que já havia conhecido várias casas, mudanças e dois países). Seguiram também outras peças, como colchas, almofadões e uma estante e um tampo de secretária demasiado grandes para o espaço que temos. Um dia destes, hei-de passar pela loja do Kringloper, para ver por quanto estão a ser vendidos (se é que já não foram). Primeiro, as peças são recuperadas e só depois colocadas à venda. O que daí resultar reverte para as pessoas carenciadas apoiadas pelo Kringloper. Gosto de toda esta dinâmica, em que nada se perde e tudo se transforma.

Verdade seja dita, que tudo está preparado nesse sentido. Perto de casa, temos também contentores da Humana, onde podemos deixar roupa e calçado. Foi o que fizemos há poucos dias, por diversas vezes, quando levámos os sacos da roupa que me deixou de servir (perdi 10 kg nos últimos meses), alguns lençóis e sapatos muito usados do meu marido.

Tuesday, 17 November 2015

My A-Z of the Netherlands: "P" is for Postcards


Nota Prévia:

Este post segue em inglês, uma vez que esta série de post's, My A-Z of the Netherlands, foi assim iniciada, em 2012. Entretanto, por motivos vários, não tive oportunidade de dar continuidade a esta série. 

Até à data, foram publicados os seguintes post's da série My A-Z of the Netherlands:
"V" is for Veterinary Costs;

O post que se segue foi escrito em 2013. O tema? Esse gosto tão holandês pelos postais, onde parece existir um para cada ocasião. Dado que o Natal está à porta e algumas pessoas gostam de enviar postais nesta quadra, pareceu-me ser boa altura para, finalmente, publicar este My A-Z of the Netherlands: "P" is for postcards. Enjoy!

Until I left Portugal in December 2007, writing postcards was no longer a habit. One could find postcards for Christmas, Easter and birthdays, but I don't recall finding any for other special occasions like a graduation or a new house, getting a driving license or sending best wishes in case of illness, as I have found in the Netherlands when we arrived here. This country offers a wide variety of postcards, almost one for every single occasion and making postcards is also a very common hobby.

Lately, I sent some Dutch postcards to my beloved ones. Let's take a look?

The "Bedankt" postcard

The postcard below was sent to my godmother to thank her for sending me an Agatha Christie's book. Very pretty, don't you think?



The "Geslaagd" postcard

In the Netherlands, a "Geslaagd" postcard is offered to those who have finished their high school studies with success. A moment of pride for the families, it is also a kind of national celebration. If you see a school bag and the national flag hang on in a house, you know that someone over there have concluded their compulsory studies with sucess. However, I use them on other similar occasions. This one I sent to a blogger friend who graduated as a PhD. ;-)




The "Te Laat" postcard

I find very amusing the "Te Laat" postcards. This one I sent to my cousin A. to apologize for my delay to congratulate her on her birthday. 



The "Jaring" postcard

The postcard bellow I sent to a friend for her birthday last May. By then, she was unemployed in spite of her high education level and her 14 years of work experience. In our mail exchanges, I noticed that she was sad  - she said she had no special reasons to celebrate her birthday - and I wanted to cheer her up a bit. In this postcard, it is written: "Dear friend, Your birthday party doesn't last long enough to celebrate how special you are."



The "Nieuw woning" postcard

Life brings many changes like to move to a new house or come back to our homeland. This postcard I sent to a friend couple who returned to Poland to wish them much happiness in their new house (woning).



The "Gestopt met werken" postcard

This postcard is generally sent to someone who gets retired from his/her work. It was the case of A.'s father and I bought this one to send him. Now it is time to enjoy more what life has to offer, relax and have fun!



Have you enjoyed the postcards I sent?


Dutch postcards also reflect specific cultural aspects of Dutch society.


The "Beschuit met muisjes" postcard


If a friend couple of ours has a baby boy, we should offer them a postcard like this; in case of a baby girl, the same postcard in the pink version.

"Beschuit" means rusk and "muisjes" little mice, which, in this particular situation, are aniseed sprinkles, symbol of fertility and considered to be helpful during the lactation period.
Generally, the happy couple offers these rusks to the family and friends visiting the new born baby.
The topping could also be orange in case of a Dutch Royal child.




The "Zwemdiploma" postcard


Being the Netherlands a country of many channels and lakes, it's necessary that Dutch children got swimming lessons at early age for safety reasons. Imagine if they fall on the channel nearby when they are playing on the grass with their little friends, for example...

There are three levels they must achieve: A, B and C. , also known by the "Dutch ABC Certification". Getting the swimming diploma is a very important moment for the child and the parents. 
Most probably, the child will receive a postcard like this one to celebrate this important achievement.



The "Abraham" and "Sarah" postcards

If a man is turning 50 years old, he receives a postcard congratulating him for becoming Abraham. If it is a woman, she receives a postcard congratulating her for becoming Sarah (Bible characters). Aging in the Netherlands is considered a normal process of life. More than this, it is something that is valued and treasured.





Other special occasions
(the following postcards are from my private collection)

The "Zin in een date?" postcard

I told you that the Dutch have postcards for every single occasion, remember? Even to invite someone for a date...;-)



Or to invite a friend for something funny...




The "Samen Wonen" postcard

And if you want to ask that very special person to live together with you, why not to do it with a beautiful postcard such as this one? ;-)



The "Je bent zwanger" postcard

If a close friend gets pregnant, most probably she will receive a postcard like this one to congratulate her on this such special moment of her life.




The "Oma"/ "Opa" postcards

And if you want to congratulate the grandparents, there are also postcards available...



The "Jaar getrouwd" postcard

I like these postcards too because we can chose the number of years that applies on the situation (how many years of marriage). Very lovely to offer to our parents and grandparents.



The "Beterschap" postcard
The best wishes postcards are generally given to someone who is ill at home or in the hospital. This is very funny one, don't you think?



The "Welkom Thuis" postcard

I find these ones very lovely too, specially if a love one is returning home from the hospital or from a long trip.



The "Nieuwe Baan" postcard

A friend gets a new job and you want to show that you share his happiness. What about to send him a postcard?




The "Rijbewijs" postcard

If someone gets its driving licence, it's also easy to find out funny and cute postcards in the Dutch bookstores. I like this one with an old car.



The "Tot Ziens" postcard

In case we need to say goodbye to someone - a work fellow, a friend who goes to live in another country, etc -, it's nice to offer him a postcard like this, wishing him good luck and safe journey and telling him that it was nice to meet him and we hope to keep in touch.


Do you like to send postcards?