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Thursday, 23 March 2017

Maria Minor, Utrecht - Um bar numa antiga igreja



Há umas semanas, fui levada por uma amiga a um bar que fica numa antiga igreja. Nos Países Baixos, já tinha visitado uma livraria situada numa igreja (em Maastricht) e um museu (em Utrecht) e tinha visto a fachada de um teatro (em Bergen op Zoom). Mas, num bar, nunca tinha estado. Fica em Utrecht, junto à estação central. Já tinha passado em frente, várias vezes, mas nunca me tinha apercebido que se tratava de uma antiga igreja. Mais uma daquelas escondidas e disfarçadas, como duas que conheço em Amsterdam (uma no Red Light District e outra na Kalverstraat); sim, dos tempos em que o culto católico era celebrado em segredo, às escondidas (as schuilkerkjes, como eram conhecidas)...

Esta igreja que falo é conhecida como Maria Minor. Inicialmente, tratava-se de uma casa particular e, desses tempos medievais, já só restam as caves. A igreja escondida data do século XVII, mas, o actual edifício já data do século XIX, época em que realizaram grandes obras no local e da qual data o orgão que podemos ver assim que entramos (1890). Actualmente e desde 2007, o espaço é explorado pelo Café Olivier, especializado em cervejas belgas, que eu já conhecia, mas em Leiden, como contei aqui, e que fica situado no antigo Hospital de Santa Isabel.


As fotografias que tirei com o telemóvel não ficaram nada de jeito, mas encontrei este video no Youtube, que já permite ter um vislumbre. As cervejas ainda terei de experimentar...





Sobre o encerramento actual de igrejas católicas e a sua conversão noutro tipo de espaços nos Países Baixos, ler aqui e aqui, para se ter uma ideia mais precisa.


Monday, 6 February 2017

Speelklokmuseum, Utrecht



E do que mais gostei do Museu dos Realejos em Utrecht foi das caixas de música...




Este museu é uma maravilha! Não deixem de lá ir, se passarem por Utrecht!

Esta caixa de música, por exemplo, tem um acrobata que actua enquanto a música toca.




Neste museu, também encontramos relógios muito bonitos. A visita é guiada e podem colocar as vossas questões à-vontade.



Na fotografia abaixo, a sala de baile dos grandes realejos.



Tenho de voltar a este museu para tirar melhores fotografias.

By the way, entrada grátis com o cartão dos museus!

Votos de boa semana para todos!




Saturday, 12 March 2016

Domtoren, Utrecht


Domtoren, Utrecht

Estilo Gótico, Séc. XIV

Especialmente para o João (lembrei-me que disseste que a torre não estava muito visível no video mostrado há dias e é verdade).



Há dias, vi este video no blog da Agnes .
A canção, interpretada por Sofia Escobar, faz parte do musical O Fantasma da Ópera de Andrew Lloyd Webber.
Foi com este espectáculo no West End , em Londres e pela voz da Sofia Escobar como Christine, que celebrei os meus 40 anos.




Bom fim-de-semana  a todos!

Wednesday, 2 March 2016

De Drie Kalckdragers


Em Utrecht

De Drie Kalckdragers

Os Três Transportadores/ Carregadores de Cal



Achei curioso este baixo-relevo que levou as minhas memórias à casa térrea dos meus avós.
Na Primavera, a avó caiava de branco as paredes interiores e exteriores da casa. "Caiar" é uma palavra da minha infância. "Ocre" também. Era a cor com que a avó caiava à volta da janela e fazia a barra, por baixo daquela, como se fosse uma vedação.

Era assim como neste video...




Em Utrecht, lembrei-me do sorriso mais doce do mundo, o sorriso da minha avó. Foi com a  avó que aprendi a levar a vida com calma e paciência. A saber esperar. A dar tempo ao tempo. Já disse que a Avó era o sorriso mais doce do mundo? Saudades! Muitas saudades!




Tuesday, 1 March 2016

De Letters van Utrecht


Neste video, podem ver a colocação das pedras com as letras ao longo do Oudegracht (Canal Antigo, no centro da cidade)




Mais umas palavrinhas de Neerlandês (retiradas do video)

steen - pedra
lange gedicht - poema longo/comprido
straat - rua
dichters - poetas
letters - letras
gedichten - poemas
mooie initiatief - iniciativa bonita
samen actief zijn - estarmos activos em conjunto (cooperação)
samen werking - trabalharmos juntos
verhalen - histórias/ narrações

Monday, 29 February 2016

Chocolates Stach


Em Utrecht...

Na loja da Stach...



Fiquei "in love" pelos papéis de embrulho dos chocolates...
(gostava de ter fotografado de outra forma, mas a loja é pequena e estava muita gente)



Curiosa pelos sabores, trouxe dois chocolates para experimentar.

Este é bom, de chocolate negro e manga...



Mas este, de chocolate de leite, caramelo e flor de sal, ui, ui...
Na foto, é visível o avanço que já lhe dei... ;-)



A Stach situa-se no centro de Utrecht, próximo da Domtoren, a torre de igreja mais alta do país e símbolo da cidade.





Algumas palavrinhas úteis e que vão escutar ao longo do video:

eetwinkel - loja de comida (mercearia)
vers - fresco
maaltijden - refeições
salades - saladas
ontbijt - pequeno-almoço
lunch - almoço
dinner - jantar
lekker - saboroso
biologisch - biológicos
brodjes - pãezinhos
kant-en-klaar - pronto-a-comer
gezond - saudável
kruidenier - merceeiro

Boa semana!

Friday, 6 March 2015

Oudegracht



Oudegracht em Utrecht, Fevereiro último, poucos dias antes da minha partida para Portugal





O Oudegracht, esse extenso canal no centro da cidade da Utrecht, foi o meu "verso em branco à espera do futuro", como naquela belíssima canção do José Luís Tinoco, interpretada pelo Carlos do Carmo.

Utrecht, especialmente por dois motivos, é uma cidade muito importante e significativa para mim.

Foi lá que conheci duas pessoas que me são muito queridas e foi lá que fui aprender Neerlandês, na Universidade, mais precisamente, no Instituto James Boswell.

Não era um curso universitário de 4 anos, mas sim um conjunto de 3 módulos intensivos, de 2 meses e meio cada, dos diversos níveis de proeficiência de domínio linguístico, definidos pela União Europeia: A1 (nível inicial) e B1 e B2 (níveis intermédios). Cada nível custava € 1000. Muito caro para nós, mas preferi não solicitar a ajuda da Câmara (não por uma questão de orgulho, mas por uma questão de salvaguarda - digamos que há uma certa independência que gosto de manter, sobretudo por ser estrangeira). Foi pago com muito sacrifício e sem qualquer tipo de ajudas familiares ou créditos bancários e, por isso, feito de forma intermitente, à medida das possibilidades. Nada de novo, para quem, desde os 13 anos, foi responsável pelo financiamento dos seus estudos (dos 13 aos 17, com bolsa de estudo desde que tirasse boas notas, e dos 17 em diante, a trabalhar, incluíndo nas férias).

Quando fui para lá, em Abril de 2008, não sabia uma única palavra de Neerlandês, nem tão pouco de Alemão, pois, em Portugal, só tinha estudado Inglês e Francês. Durante a frequência do nível A1, senti-me muito perdida. A maioria dos meus colegas já vivia nos Países Baixos há 4 ou 5 anos e estava lá para estruturar os conhecimentos básicos da língua (alguns colegas até já tinham "tido umas luzes", em cursos iniciais, nos respectivos países de origem). Lembro-me que foi especialmente difícil habituar-me aos sons e à construção frásica do Neerlandês (parecia que tinha de pensar ao contrário).

A curta duração de cada aula (2h cada, se a memória não me falha), a frequência das aulas (3 vezes por semana), a curta duração dos módulos (2 meses e meio) e a dimensão das turmas (16 alunos, em média) também não facilitaram o processo de aprendizagem. Era impossível, nestas circunstâncias, que cada um de nós tivesse oportunidade de falar um bocadinho em cada aula. A consolidação das aprendizagens também era prejudicada com o método seguido: cada aula correspondia a um novo tema e a novas regras de gramática. Não havia tempo de reflexão, de maturação, sobretudo para quem, como eu, estava literalmente a zeros. Lembro-me de me sentir uma menina de 6 anos, a dar os primeiros passos na Escola Primária, mas, desta vez, sem aquele conhecimento básico e elementar da língua que se adquire nos primeiros anos de socialização com a família e os amiguinhos e vizinhos mais próximos. Aos 37 anos, sentia-me completamente desadequada, desajustada e infantil.

À época, já sofria de Hipotiroidismo e não sabia: o raciocínio estava muito lento e a memória, "nas ruas da amargura". Nunca me tinha sentido assim em toda a minha vida. Na Escola Primária, fui a melhor aluna da classe e, na Telescola, estava entre as 5 melhores do posto. Já no Liceu, andava entre as três melhores da turma e, na Faculdade, era uma aluna mediana (quando tinha tempo para estudar melhor, até conseguia umas notas simpáticas).

Levei 2 anos para conseguir que os médicos holandeses me levassem a sério e que eu não estava assim, cansada, por ter mudado de país, como me foi dito pela minha primeira médica de família. Se aquela tonta soubesse um décimo da minha vida, não dizia tamanho disparate ( de cansaço, percebo eu e bem). Eu não me reconhecia, tinha saudades de mim, da rapidez do meu raciocínio e da forma fácil como costumava aprender. Foi um período deveras angustiante.

Sempre me coloquei na vida como uma eterna aprendiz, curiosa em relação ao mundo e grata por qualquer correcção que me queiram fazer e me permita melhorar. Na Escola Primária, lia muito. Primeiro, porque gostava e segundo, porque, a partir dos meus 7 anos, deixou de haver dinheiro para comprar bonecas e só havia duas coisas que podia fazer, além de brincar na rua ou na casa das vizinhas: ler (todos os dias ia à biblioteca buscar livros) ou dar caminhadas com o meu avô, durante as quais falávamos de tudo, sobretudo de política e história, sempre à medida da minha idade. O meu avô, que era analfabeto, foi o homem mais inteligente que conheci - tinha muita experiência de vida, sabia simplificar os assuntos e enquadrá-los muito bem. Ele conseguia transportar-me a outras épocas, a outras realidades (era como se as visualizasse, estivesse lá) e foi com ele que ganhei o hábito de ver os noticiários e de procurar e comparar informação. Muito do que sou hoje, devo ao meu avô. Era um homem muito íntegro e honesto, que me ensinou a encarar a realidade de frente, por mais dura que ela fosse.

Quando terminei o nível B1, o professor disse-me que estava com dúvidas se me devia passar ou não (a minha média era de 50%). Ele sabia que eu tinha trabalhado muito, mas as aprendizagens estavam aquém do desejado para "me aguentar" no B2. Eu vi que ele estava tentado a passar-me, mas disse-lhe, na hora, que, em caso de dúvida, não se deve passar um aluno (a melhor forma de defender-me, enquanto aluna, era reter-me no B1). Ele sorriu e eu senti-me em paz e ...inteligente, pela atitude tomada.

Foi só na repetição do B1 que comecei a perder o medo de abrir a boca. Mas houve um dia que me tocou particularmente. Nessa tarde, "desabei" e chorei no campus da Universidade. A professora apresentou uma imagem do Mosteiro dos Jerónimos e perguntou-me se podia descrever o estilo arquitectónico do edifício. Eu, contentíssima. O tema era da minha área de formação, um monumento que acho lindíssimo e, de repente, era como se todas as palavras quisessem saltar da minha boca. O pensamento chegava veloz, o coração batia mais depressa, mas a fluência que eu queria ter não surgia...em Neerlandês. A professora foi um bocado impaciente e foi um dos momentos mais tristes da minha vida. À saída da aula, discretamente, sentei-me junto a uma árvore e as lágrimas correram-me cara abaixo. Não era parva que não soubesse que o nível de complexidade dos temas e a duração dos módulos estavam completamente desadequados entre si. Tinha consciência disso. Mas o desejo, a paixão de falar sobre o que gostamos e não conseguir, dói. Eu sabia que a professora queria uma descrição simples, mas, nesse caso, talvez devesse ter escolhido, por exemplo, um edifício do Estado Novo - aí, já seria mais fácil, creio...;-))

Mas, pronto, a  Vida é isto mesmo: momentos, experiências e tudo faz parte, dores e alegrias, e sobretudo, os afectos...

Oudegracht e Utrecht trouxeram-me duas pessoas de quem gosto muito e por quem me sinto muito estimada. No dia que tirei esta fotografia, estive com ambas. Uma delas, a M. veio com os gémeos passar a tarde comigo. Foi uma tarde de gargalhadas, desabafos, partilhas e dos putos a correr pela sala. Sentadas no chão, entre almofadas e mantas, a comer o que ela trouxe, que eu não tinha nada em casa, e ela a experimentar os casacos que me deixaram de servir e nela estavam óptimos e ficavam melhor ainda. No final da tarde, nem foi preciso pedir, levou-me até Utrecht, que lhe ficava a caminho, para me encontrar com a R., que me tinha telefonado dias atrás a dizer que ia estar na cidade e queria ver-me, antes da minha ida para Portugal. Foi giro ter estado com as duas e no mesmo dia, na cidade onde nos conhecemos.

Gosto desta foto, especialmente, por isso. Estas duas meninas já me deram muitas alegrias e tudo começou em Utrecht, no Oudegracht....

E, da minha infância boémia entre os 4 e os 7 (nem vocês imaginam, juro que não estou a brincar....), Carlos do Carmo. O meu pai gostava imenso dele e, por conseguinte, ouvia-se muito, lá em casa.

"No Teu Poema", esse maravilhoso pedaço de poesia de José Luís Tinoco.

Próxima paragem: Lisboa...




Saturday, 7 July 2012

Our cousins visit: Utrecht


We took our cousins to Utrecht for a stroll in the Oudegrachtin the ancient center of the city. There we can find many buildings and structures from the Early Middle Ages.

The old canal is really beautiful, isn't it?

From Utrecht 2012

In this building, people were dancing salsa...;-)

From Utrecht 2012

Until the Dutch Golden Age (17th century), when  Amsterdam became the cultural and most populous center of the country, Utrecht was the most important city of the Netherlands.

From Utrecht 2012

From Utrecht 2012
At a certain moment of our walk, we spotted the Domtoren (Dom Tower), the tallest church tower in the Netherlands.
According to Wikipedia, the tower, designed by John of Hainaut, was part of the Cathedral of Saint Martin , also known as Dom Church, and was built between 1321 and 1382. The cathedral was never fully completed due to the lack of funds and since the unfinished nave collapsed in 1674, the Dom tower became a free standing tower at the spot where the city of Utrecht originated almost 2,000 years ago.

From Utrecht 2012
Nearby the Cathedral...

From Utrecht 2012

Meanwhile, when we were passing by the Oudegracht, I took the photo below from a tv screen image. Spain had just scored the third goal against Italy and the people in the stadium were euphoric. Later, in the evening, Spain would win the European Football Championship by 4-0.

From Utrecht 2012

We ended up our evening in a Thai restaurant in the Oudegracht. The food was quite delicious and also the Mai Tai. ;-) ) We'll come back there again for sure!

From Utrecht 2012

From Utrecht 2012
Have you ever tried Thai food?

Thursday, 3 March 2011

Kasteel De Haar

I want to invite you to celebrate Presepio's 3rd anniversary with a visit to the largest and most beautiful Castle in the Netherlands...

Kasteel De Haar

Enjoy and celebrate with us!

In a cold but sunny February day, we visited the Castle De Haar, near Haarzuilens, in Utrecht province.

From De Haar


We drank a cup of tea at Tuynhuis De Haar and went for a walk in the Castle's beautiful gardens...

From De Haar


From De Haar


We tried to photograph the deers in the park...

From De Haar


...before our Dutch guided tour would begin ;-)

From De Haar


We couldn't take photos of the rooms, only of the Castle and its gardens.

The current buildings, except for the chapel, date from 1892 and are the work of Dutch architect P.J.H. Cuypers, most frequently associated with the Amsterdam Central Station (1881–1889) and the Rijksmuseum (1876–1885).

From De Haar


This famous Dutch architect was hired in 1892 by Etienne van Zuylen van Nijevelt, who inherited the castle in 1887. The Baron was married with Hélène de Rothschild, of the wealthy Rothschild family.

From De Haar


The restoration of the castle took 20 years. Only in 1912, the works were finished.
The castle has 200 rooms and 30 bathrooms, of which only a small number on the ground floor have been opened to the public.
The castle was equipped by Cuypers with the electrical lighting with its own generator, and central heating with steam. This installation is internationally recognized as an industrial monument. We couldn't see the kitchen, but as far as I understood, it's also very modern.

From De Haar


The inside of the castle is decorated with richly ornamented woodcarvings and many works of the Rothschild collections, like beautiful old porcelain from Japan and China, several old Flemish tapestries and paintings with religious illustrations.
One of the most interesting rooms is the Ridderzaal [Knight's Hall] with its chandeliers with incorporated galloping knights.

From De Haar


In this room, as well as in the Hall and the Banquet Hall, the highest virtues of the Middle Ages -Knighthood and Christianity- are always present in the decoration.

I want to go back in the Spring to enjoy the gardens with all the flowers and lakes. Must be even prettier by then! :-)

Thursday, 7 October 2010

Autumn in Utrecht

Utrecht, 07 October 2010

Everyone must take time to sit and watch the leaves turn.

Elizabeth Lawrence

From Utrecht


From Utrecht


From Utrecht


From Utrecht


From Utrecht


Uxia, Verdes Sao Os Campos



Stay well!!! ;-)

Monday, 21 December 2009

Um Passeio de Natal em Utrecht

Utrecht, 18 de Dezembro de 2009

Um pequeno passeio pelo centro historico de Utrecht no final da tarde de sexta-feira...

Flores de Natal...

From Utrecht


Coroa de Natal...

From Utrecht


Gosto do centro historico de Utrecht e gostei especialmente deste conjunto formado pela torre da catedral, a mais alta dos Paises Baixos, a ponte com as bicicletas, o canal,...

From Utrecht


Gosto de ver o patrimonio sempre tao bem cuidado...Uma lavagem de alma...

From Utrecht


Gosto particularmente deste canal...

From Utrecht


From Utrecht


Gosto das luzes, do branco de neve, das bicicletas...

From Utrecht