Monday, 18 September 2017

Katwijk aan Zee


Deste Verão de 2017, foram só 3 dias de Katwijk aan Zee...

Ficam as dunas suaves e o mar azul no olhar, na memória, na pele e no sorriso.

As fotografias foram tiradas por telemóvel.












Wednesday, 13 September 2017

Os céus nublados holandeses


Das nuvens. 
Eu gosto muito das nuvens deste país. 

Do Outono que já se faz sentir. 
Entre o antigo e o contemporâneo.




Amesterdão, 3 de Setembro de 2017








Almere, 09 de Setembro de 2017






NB: Fotografias tiradas com telemóvel.


Monday, 4 September 2017

Em Leiden



No dia do aniversário do meu marido, fomos até Leiden, uma cidade que aprendi a conhecer pelas mãos da Agnes (através das sugestões que ela aqui deixou no blogue) A Agnes é uma compatriota nossa a viver em Oxford e cujo blogue recomendo muitíssimo (boa escrita, lindas fotografias, itinerários interessantes e observações úteis).


Leiden, que fica próxima de Haia, é, actualmente, uma das minhas cidades holandesas preferidas. Gosto dos bares de jazz e dos muros de poesia, onde também figuram poetas de Língua Portuguesa. E das galerias de Arte, inovadoras, onde encontramos também joalharia, bijuteria e acessórios de materiais variados, feitos à mãoUma cidade cheia de vida, com muitas esplanadas junto aos canais. E que, de certa forma, devido à presença dos estudantes da sua famosa Universidade, fundada em 1575, por William de Orange (o princípe que liderou a revolta contra o domínio espanhol (Habsburgos) nos Países Baixos, no século XVI), me lembra Coimbra. Ou Aveiro, pelos canais e as pontes e, sobretudo, pelo seu carácter acolhedor e luminoso.








O rico património arquitectónico da cidade encontra-se muito bem preservado.




Um dos muros de poesia...



Da Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948), num dos muros da cidade. Neste caso, o Artigo 1.




Não deixei de achar curioso que o acaso do passeio a pé nos tivesse levado até este muro, tendo em conta os tempos que vivemos.

E, por isso, porque nunca é demais recordar, deixo-vos com este video.




Votos de boa semana!

NB: As fotografias foram tiradas com telemóvel.

Saturday, 2 September 2017

Voltas por aí ao longo deste ano


Não foram muitas. E todas aqui próximo e de curta duração.


AGOSTO


ALMERE

Junto ao restaurante Gasterij Oostvaarders, na Reserva Natural de Oostvaardersplassen.






JULHO


ROTERDÃO

Junto ao porto, quando fomos ver a  exposição "Genesis" de Sebastião Salgado, ao Nederlands Fotomuseum.





AMESTERDÃO

Churchilllaan (Avenida Churchill), na Rivierenbuurt, que fica próxima 

do Café Nata Lisboa e
 da casa onde a Família de Anne Frank viveu entre 1933 e 1942 .





JUNHO


WEESP

Situada entre Amesterdão e Almere. É um dos meus locais favoritos para dar caminhadas no Verão. Este ano, só fomos uma vez, e no entanto, é aqui tão perto..

Um dos meus restaurantes favoritos, o Weesperplein, fica próximo deste canal. Gostamos muito de jantar no quintal do restaurante, pois é muito acolhedor...






MARÇO


LEIDEN

Junto ao Volkenkundemuseum, as sakuras ou cerejeiras relativas à exposição "Cool Japan".
Desta vez, o passeio foi com uma amiga.
No mês passado, fomos os dois para ver a exposição, mas as sakuras já não estavam assim, claro.
Brevemente, mais fotografias sobre Leiden.





NB: Todas as fotografias foram tiradas com telemóvel.



Bom fim-de-semana!




Thursday, 31 August 2017

Flores e Visitas


E para terminar bem o mês, escolhi flores...

Nos Países Baixos, oferecer e receber flores é prática comum. Se vamos a uma festa de aniversário, visitar um amigo ou jantar a casa dele, levamos flores. Estas foram-me oferecidas já em casa, após o meu primeiro internamento. Não recebi muitas, pois, à época, limitei as visitas, uma vez que estava muito cansada devido à complexidade da cirurgia e aos efeitos da anestesia com que fiquei ainda uns dias (eu precisava mesmo de dormir e descansar). Assim, nunca tive mais do que uma visita de cada vez e em dias intercalados e só daqueles com quem convivo mais. Ninguém estranhou (ou levou a mal) e notei que é algo perfeitamente compreendido e respeitado por aqui. Mas gostei imenso das flores que recebi, claro! Ei-las aqui:


















No Hospital, pedi que não me levassem flores. Em contrapartida, recebi revistas (boa!, embora a energia para ler não fosse muita, a beleza das imagens já ajudava), blocos de notas ( que me deram imenso jeito nas conversas diárias com os médicos e as enfermeiras), uma garrafa de vinho (que abrimos semanas mais tarde para comemorar) e chás e produtos de beleza da Rituals, que só usei semanas depois, mas gostei imenso por me lembrarem que ainda podia ficar bonita, apesar do meu ar cansado e abatido e do cheiro da anestesia que me saia pelos poros.

Entretanto, também recebi cartões a desejar as melhoras, algo muito comum por cá, onde há postais para todas as situações e mais algumas. Depois, mostro. 


Bom fim-de-semana!

Wednesday, 30 August 2017

Da janela do hospital


Às vezes, encontramos a beleza nos locais e momentos mais inesperados.

Da janela do último quarto onde fiquei no hospital, nuvens e gaivotas.

Tive sempre a sorte de ficar junto à janela. Mas, só neste dia, fotografei.





Esta gaivota visitava-me muitas vezes ao longo do dia. Não sei se a fazer jus às 5 horas diárias permitidas de visita ...;-))




Gosto quando o Universo me envia momentos como estes. Muitas vezes, quando mais preciso.


Monday, 28 August 2017

Gaivotas, Mar, Cães, Tabouleh e Dickens


O sol da manhã, que já ia alto, sussurrava "praia" ao meu ouvido. E eu, que gosto de sussurros, escutei com muita atenção. Foi assim, que, no sábado, logo após o almoço, rumámos à nossa praia holandesa de sempre, Katwijk aan Zee. A areia fina que me lembra ampulhetas, as dunas que nos protegem num abraço, o sossego maior daquele recanto de praia em frente ao restaurante Het Wantveld (se clicarem neste link, podem ver algumas imagens panorâmicas), onde, assim que chego, páro sempre para o espresso, o sumo de laranja natural e o típico croquete de carne holandês. Gosto destes hábitos "de sempre". Sou muito felina nos meus rituais e nos meus amores. Sei onde são as minhas casas e os meus recantos. 

Um dos aspectos que mais aprecio, ao chegar ao Het Wantveld, é o cuidado com os animais. Há sempre taças com água para os cães. Na renovada "ladeira", a caminho da praia, contei mais de uma dúzia de canídeos. Há muitas pessoas com cães por aqui (às vezes, até mais que um), e muitos restaurantes preparados para receber os fiéis amigos. 

Já na praia, estendidos nas nossas toalhas (a minha rosa, a dele azul), gosto do cirandar das gaivotas ao nosso redor e dos vôos rasantes com que nos brindam, aqui e ali. Desta vez, fizeram-me uma surpresa no mar. Ao caminhar pelo ritmo quieto do dia daquelas águas do Mar do Norte,  vi, um pouco mais adiante, duas gaivotas sentadas naquela planície líquida, uma à minha esquerda, outra à minha direita. Fizeram-me sentir uma princesa, à medida que me aproximava. Parecia que o Universo (ou Deus) me dava as boas vindas naquele regresso ao Mar, que, até há bem pouco tempo, durante este Verão, me esteve vedado. Acabei ladeada por elas. Não, não partiram à minha chegada. Muito pelo contrário, quedaram-se por ali. E pareceu-me, que a sorrir.

Ontem, já não fui à água. Fiquei-me pelo areal, a sentir o sol na minha pele e a ler o "Passaporte", desta vez o capítulo sobre as visitas à Inglaterra literária, o mesmo será dizer, à casa de alguns escritores britânicos, como por exemplo, a de Charles Dickens, que gostaria muito, um dia destes, de conhecer.

E se, ontem, no final da tarde, o regresso foi directo a casa, no sábado, ainda parámos em Amesterdão e fomos jantar ao nosso restaurante de sempre. Falo do Bazar, uma antiga sinagoga convertida em restaurante islâmico. Gostamos muito do Bizar Bazar de carne, com ensopado de borrego e tabouleh (uma salada libanesa). E mais uma vez, ali também, havia taças com água para os cães.


Votos de boa semana para todos!


"A visita à casa dos nossos escritores preferidos constitui uma maneira original de se passar férias. Depois de termos lido as obras, todas as suas obras, a deambulação tem qualquer coisa de mágico. É doce olhar a caneta com que ele escreveu, ver a cadeira onde se sentou, observar o que se vislumbra da janela do seu escritório. Escolhi para meu primeiro passeio, a casa de Charles Dickens, em Londres."

Maria Filomena Mónica, in Passaporte, 2009, página 149