E quando a Primavera volta, ei-la de novo, ao fim da tarde,
entre Almere Pampus e Almere Oostvaarders, para assistir ao pôr-do-sol...
Outro dos nossos rituais, nestes dias maiores...
Entre os teus lábios
é que a loucura acode
desce à garganta,
invade a água.
No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.
Eugénio de Andrade, Retrato Ardente, in Obscuro Domínio, 1971
São paisagens como estas e poemas como este que têm o condão de serenar-me o espírito em momentos mais conturbados, quer da minha história pessoal, quer do mundo que nos rodeia e do qual fazemos parte.
Do álbum Listen Without Prejudice, de 1990, uma canção que me diz muito e continua tão actual como há 27 anos...
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.
Eugénio de Andrade, Retrato Ardente, in Obscuro Domínio, 1971
São paisagens como estas e poemas como este que têm o condão de serenar-me o espírito em momentos mais conturbados, quer da minha história pessoal, quer do mundo que nos rodeia e do qual fazemos parte.
Do álbum Listen Without Prejudice, de 1990, uma canção que me diz muito e continua tão actual como há 27 anos...
Continuação de boa semana!