No post anterior, partilhei convosco, que tínhamos ido passar uns dias a Bruxelas. A primeira vez que visitámos a cidade, foi na Primavera passada, embora não tenha feito menção aqui, no blogue. No entanto, só desta vez, visitámos a Catedral de São Miguel e Santa Gúdula. Quem me acompanha há mais tempo, sabe que, quando visito um monumento fora de Portugal, acho sempre interessante salientar alguma ligação /referência do mesmo ao nosso cantinho à beira-mar plantado. Gosto muito de procurar "pontes" entre o nosso país e os que visitamos.
Nesta fotografia, estávamos estendidos numa das chaise-longues em frente à Catedral. Gostei muito do conceito: dá para descansar depois de uma caminhada e apreciar a arquitectura do monumento com mais cuidado e detalhe.
Nesta fotografia, estávamos estendidos numa das chaise-longues em frente à Catedral. Gostei muito do conceito: dá para descansar depois de uma caminhada e apreciar a arquitectura do monumento com mais cuidado e detalhe.
A beleza dos vitrais do século XVI desta Catedral chamou, desde logo, a minha atenção e, entre todos, não poderia deixar de destacar este, que representa Dona Isabel de Portugal ( Lisboa, 24 de Outubro de 1503 - Toledo, 1 de Maio de 1539) e o Imperador Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico ( Gante, 24 de Fevereiro de 1500 - Cáceres, 21 de Setembro de 1558).
Carlos foi declarado Rei de Espanha (Carlos I), em 1516, na Catedral de Santa Gúdula, em Bruxelas. Ele era filho de Joana, a Louca, e por conseguinte, neto e herdeiro dos Reis Católicos, Isabel de Castela e Fernando de Aragão. No entanto, a sua infância e juventude foram passadas nos Países Baixos. O seu pai, Fernando, o Belo, era filho de Margarida, Duquesa de Borgonha.
Carlos foi declarado Rei de Espanha (Carlos I), em 1516, na Catedral de Santa Gúdula, em Bruxelas. Ele era filho de Joana, a Louca, e por conseguinte, neto e herdeiro dos Reis Católicos, Isabel de Castela e Fernando de Aragão. No entanto, a sua infância e juventude foram passadas nos Países Baixos. O seu pai, Fernando, o Belo, era filho de Margarida, Duquesa de Borgonha.
Este vitral situa-se no transepto norte da Catedral. Eis a sua descrição, conforme consta no site da Catedral: "Stained-glass window by Jean Haeck (master glass-worker from Antwerp) made in 1537 from drawings by Bernard Van Orley, 16th-century painter from Brussels who introduced the first Renaissance features to our provinces. It depicts Charles V and his wife Isabelle of Portugal in adoration in front of the Holy Sacrament; they are accompanied by Charlemagne and Elisabeth of Hungary."
Dona Isabel de Portugal era filha do Rei Dom Manuel I, o Venturoso e mãe de Filipe I de Portugal (Filipe II de Espanha). A imensa beleza desta princesa portuguesa foi imortalizada por Ticiano ( link do quadro).
E, num outro vitral, os Escudos, por inteiro, de ambas as Casas.
As relações entre estas duas Casas eram estreitas e significativas. Dom João III de Portugal, irmão de Isabel, casou também na Casa de Habsburgo, em 1524, com Catarina de Áustria, irmã de Carlos V. Por outro lado, a última esposa do Rei Dom Manuel I (entre 1518 e 1521), havia sido a irmã mais velha de Carlos V e Catarina de Áustria, Leonor de Espanha. A bisavó paterna de Carlos V, mãe do Imperador Maximiliano I do Sacro Império Romano-Germânico, pertencia também à Dinastia de Aviz, a princesa Leonor de Portugal.