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Tuesday, 11 November 2014

Bruxelas: O pecado da gula em compras


Em Bruxelas, o pecado da gula em compras foi realizado por estas bandas:

Patisserie Méditerranée

Para os apreciadores de doçaria marroquina, é um Paraíso. Uma tentação atrás da outra...Pelo menos, para mim...


(Peço desculpa pela foto, mas foi o possível. Tive dificuldade em encontrar uma brecha para fotografar...)


Le Comptoir de Mathilde

Mercearias várias, mostardas, licores, chocolates.




Desde 2007, em estantes feitas de caixas velhas de madeira, como antigamente.




E quase que por aqui, também, realizava o pecado da gula em compras ( logo eu, que gosto tanto de queijos), mas já estava fechado...

Fromages Langhendries




O que me aconselham a comprar?



Pode parecer estranho o que vou dizer, mas quando vou a Bruxelas, "mato saudades" de Portugal...

A todos, Bom Dia de São Martinho!


Sunday, 9 November 2014

Bruxelas: o prazer de comer bem



Gosto também de ir a Bruxelas pelo prazer de comer bem, quero dizer, com sabor e variedade. Estes são alguns dos cantinhos já experimentados e aprovados.



O peixe é fresquíssimo e basta pedir o que se pretende junto à bancada. Os empregados anotam os nossos nomes e quando os pratos estão prontos, gritam por nós. É isto. Um ambiente castiço e alegre na Praça de Santa Catarina.






Estes foram os pratos que gostámos mais. Yammy!
O champanhe também estava bom, fresquinho. À tua, Bruxelas!



O Paul é um óptimo local para lanchar: desde os pães rústicos aos bolos, o difícil é escolher.




A história desta casa começa em 1889, numa localidade próxima da cidade de Lille, em França. Hoje, presente também na Bélgica (desde Novembro de 2007), conta já, entre os dois países, com uma rede de 430 pastelarias/padarias.



Esta tarte de limão é deliciosa!!



Na Maison Corica, experimentámos, pela primeira vez, aquele que é considerado o café mais caro do mundo, o Kopi Luwak, mas não gostámos tanto como isso. Já a mistura "Gourmet" da casa, soube muito bem.




A Brasserie Jaloa, também na Praça de Santa Catarina, revelou-se igualmente uma escolha acertada para almoçar. O marisco é muito fresco, o prato muito bem servido. Não fotografei, nem o restaurante (que é pequeno e acolhedor), nem o prato, mas, através deste video, podem ficar com uma ideia aproximada.





Saturday, 8 November 2014

Vagueando por Bruxelas...


Vagueando por Bruxelas...


1. La Maison des Ducs de Brabant, Grand Place



Pormenor da Casa dos Duques de Brabante.

O edifício tem este nome por causa dos 19 bustos dos Duques de Brabante situados abaixo das janelas do primeiro andar, mas os Duques nunca aqui viveram. 

A Casa dos Duques de Brabante consiste num grupo de 7 casas (Guildhuizen), em estilo barroco classicista. As Guildhuizen (em neerlandês) eram os locais onde os membros das guildas se reuniam para discutir assuntos relacionados com a sua profissão. As Guildas eram associações de comerciantes ou artesãos, que regulavam a prática da sua arte numa determinada cidade. 

Cada uma das Casas tem um nome diferente. Esta, na foto acima, é a "Le Moulin à vent" ("O Moinho"), que pertencia à corporação dos moleiros. As outras casas são:
"La Renommée " ("A Fama");
"L' Érmitage" ("O Eremitério"); 
"La Fortune" ("A Fortuna" - corporação dos curtidores de peles);
"Le Pot d' étain" ( "O Vaso de Estanho" - corporação dos carpinteiros);
"La Colline" ("A Colina" - corporação dos escultores, pedreiros, talhadores de pedra e exploradores de pedreiras de ardósia );
" La Bourse" ("A Bolsa").

A fachada monumental do edifício, da autoria de Guillaume de Bruyn, data de 1697-1698 e resultou do projecto de reedificação da Grand Place, após o bombardeamento da cidade pelas tropas francesas de Luis XIV, comandadas pelo Marechal de Villeroy, em Agosto de 1695 (Guerra dos Nove Anos) e que destruiu a Grand Place por completo.

2. La Maison de la Rose, Grand Place




O nome  "A Casa da Rosa" advém do facto de, no século XV, a Casa ter pertencido a uma senhora chamada Catherine van der Rosen. A Casa foi reedificada em 1702, no âmbito do projecto de reedificação da Grand Place.


3. Os cavalos das charrettes, Grand Place

Não chegámos a experimentar...



4. "Old England"




Neste belo edifício Art Nouveau, da autoria de Paul Santenoy, datado de 1899, fica situado o Museu da Música. Já tentei visitá-lo várias vezes, mas quando vejo os grupos de crianças das escolas, volto para trás. É muito barulho para mim. 


5. Hôtel Gresham (actualmente faz parte do Museu de Belas-Artes)


O Hôtel Gresham situa-se no edifício neo-clássico do Hôtel des Brasseurs (1780), na Place Royale, que, em 1900, foi adquirido pela Gresham Life Assurance Society Limited. O seu interior, em estilo Art Nouveau, é da autoria do arquitecto belga Léon Govaerts. Em 1967, o edifício é adquirido pelo Estado para integrar o Museu Nacional de Belas-Artes.







Friday, 7 November 2014

Hôtel Métropole



Especialmente para a GL e o João Menéres.

Hôtel Métropole, Bruxelas

O Café Métropole, fundado em 1890 pelos irmãos Wielemans, é uma das minhas paragens obrigatórias quando vou a Bruxelas. Gosto muito da sua decoração, criada pelo arquitecto franco-belga, Alban Chambon.




O Hotel, do mesmo nome, localizado no edifício contíguo, foi inaugurado 5 anos mais tarde, em 1895. Na foto abaixo, podemos ver a Recepção - anteriormente, os balcões de atendimento do banco que ali se situava.




O Métropole foi o primeiro hotel a ter electricidade e aquecimento central e a sua decoração, que integra diversos estilos, esteve também a cargo de Alban Chambon.




Eis a sua descrição de acordo com o site  oficial (6.11.2014)

"The French Renaissance main entrance, leads to the Empire style reception hall, where columns and pillars line the room. The attentive observer will linger in front of the beautiful stained-glass windows, which would be used widely later on by the art-nouveau style. To the right, lies a large staircase and the lift with its elegant and timless mahogany case. Chambon did not hesitate to call upon the best artists and craftsmen of his era who assisted him in his work. It is in this respect that the bronze Nymph on the fountain of the Roman-style restaurant that has now been converted into a café was signed by Julien Dillens. An Indian lounge and an Italian Renaissance reception hall complete this refined collection of styles."



Uma última curiosidade:
Um dos meus cocktails favoritos, o Black Russian, foi criado neste Hotel, em 1949, pelo barman Gustave Tops, em honra da embaixatriz norte-americana no Luxemburgo, Perle Mesta.



Consegui aguçar-vos o apetite para uma visita? ;-) Espero que sim. :-)


Thursday, 6 November 2014

Voltar à Belle Époque


Um dos motivos que me faz gostar de Bruxelas, especialmente nesta época do ano, é o aprumo no trajar que encontro em muitos dos seus habitantes, sobretudo aqueles que se passeiam pelas conhecidas galerias comerciais de Saint Hubert e Passage du Nord. Passear nestas galerias, ou estar sentado a observar quem passa, é como voltar um pouco à Belle Époque...




Eu gosto da simplicidade e do espírito prático holandeses, mas já não aprecio um certo descuido e desmazelo com a aparência. Quando chegámos aqui, em finais de 2007, achei que a mulher portuguesa tinha, de longe, mais cuidado consigo própria, mesmo na sua forma mais casual e prática de vestir. Só em Haia, as senhoras me pareceram mais arranjadas e com aspecto mais cuidado. No entanto, pouco tempo depois, observei as mesmas "tendências" no nosso jardim à beira-mar plantado. E é nesse sentido, que as viagens a Bruxelas me permitem um certo "lavar de vistas" no que à elegância diz respeito. Volto atrás no tempo e volto com prazer.

Os "modismos" de que falo e não aprecio são os seguintes:

a) o uso indiscriminado de leggings (sobretudo brancas) e que é transversal a diversas faixas etárias;
b) as micro-saias que mais parecem cintos, sobretudo em senhoras mais gordinhas;
c) a proliferação de tachinhas nos acessórios;
d) a maquilhagem pesada e exagerada;
e) os saltos altíssimos e desproporcionados;
f) as doses "industriais" de perfume;
g) o uso de botas de pêlo no Verão (vi algumas raparigas nestes preparos, sim);
h) o cabelo muito curto, cortado à rapaz, que noto, sobretudo, nas senhoras mais velhas;
i) a t-shirt branca de manga curta por baixo da camisa aberta, no caso dos homens, sobretudo em ambiente de trabalho (esta prática ainda não vi em Portugal).

Que cada um se veste como quer, diz o politicamente correcto. Mas eu não sou politicamente correcta.
E há certas coisas que aprendi na adolescência e que, para mim, continuam a fazer todo o sentido, a saber:

a) a maquilhagem deve ser aplicada de acordo com o tom de pele e formato do rosto;
b) o perfume deve ser colocado q.b.;
c) sapatos de acordo com a altura, o peso e a estação do ano;
d) peças de vestuário bem conjugadas, de acordo com o nosso tipo físico (para favorecer a nossa silhueta) e a estação do ano (mais higiénico e confortável);
e) unhas arranjadas (leia-se limpas e limadas), banhinho tomado e desodorizante colocado..
f) corte de cabelo que favoreça o rosto e os nossos pontos fortes, não o contrário.

Sim, gosto de "lavar as vistas" nas galerias comerciais de Bruxelas. Faço por ignorar o que não gosto e concentrar-me nos senhores e senhoras bem vestidos que vão passando...Para a próxima, acho que peço licença para fotografar...

Há um outro motivo que também me faz gostar destas galerias: as lojas de comércio tradicional.
Eis alguns exemplos:

A loja de luvas J.B. Guanti nas Galerias Reais de Saint Hubert.




A Cutelaria do Rei, fundada no século XVIII, na Passage du Nord.




Reparem nestas tesouras de costura...



E para quem é apreciador de lojas vintage...a Rêve d"Ange, uma loja de bijuteria e que funciona também como florista.



Fica a sugestão do passeio, agora que o Natal se aproxima e o frio pede casacos compridos, boinas, cachecóis e écharpes, que se podem combinar de forma simples e bonita, criando conjuntos elegantes, coloridos, engraçados e inesperados que caem a matar...Ou como dizia Yves Saint-Laurent, um dos meus estilistas favoritos e de quem não tenho uma única peça :

"A moda passa, o estilo é eterno."




Tuesday, 4 March 2014

Bruxelas: Parc du Cinquantenaire


Parc du Cinquantenaire, 1880

Este parque celebra os 50 anos da independência da Bélgica face aos Países Baixos (Revolução Belga,1830)



Arco Triunfal, 1905




O Museu Real das Forças Armadas e de História Militar fica situado neste parque. Não visitámos. Fiquei-me só pela apreciação da arquitectura.


No Parque, havia muita gente a fazer jogging ou, simplesmente, a passear.
Mas também havia (e muito bem!) quem aproveitasse para namorar...;-)






Os Pássaros do Paraíso. Enjoy!

Sunday, 2 March 2014

Em Bruxelas: Catedral de São Miguel e Santa Gúdula


No post anterior, partilhei convosco, que tínhamos ido passar uns dias a Bruxelas. A primeira vez que visitámos a cidade, foi na Primavera passada, embora não tenha feito menção aqui, no blogue. No entanto, só desta vez, visitámos a Catedral de São Miguel e Santa Gúdula. Quem me acompanha há mais tempo, sabe que, quando visito um monumento fora de Portugal, acho sempre interessante salientar alguma ligação /referência do mesmo ao nosso cantinho à beira-mar plantado. Gosto muito de procurar "pontes" entre o nosso país e os que visitamos.

Nesta fotografia, estávamos estendidos numa das chaise-longues em frente à Catedral. Gostei muito do conceito: dá para descansar depois de uma caminhada e apreciar a arquitectura do monumento com mais cuidado e detalhe.



A beleza dos vitrais do século XVI desta Catedral chamou, desde logo, a minha atenção e, entre todos, não poderia deixar de destacar este, que representa Dona Isabel de Portugal ( Lisboa, 24 de Outubro de 1503 - Toledo, 1 de Maio de 1539) e o Imperador Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico ( Gante, 24 de Fevereiro de 1500 - Cáceres, 21 de Setembro de 1558).

Carlos foi declarado Rei de Espanha (Carlos I), em 1516, na Catedral de Santa Gúdula, em Bruxelas. Ele era filho de Joana, a Louca, e por conseguinte, neto e herdeiro dos Reis Católicos, Isabel de Castela e Fernando de Aragão. No entanto, a sua infância e juventude foram passadas nos Países Baixos. O seu pai, Fernando, o Belo, era  filho de Margarida, Duquesa de Borgonha.



Este vitral  situa-se no transepto norte da Catedral. Eis a sua descrição, conforme consta no site da Catedral: "Stained-glass window by Jean Haeck (master glass-worker from Antwerp) made in 1537 from drawings by Bernard Van Orley, 16th-century painter from Brussels who introduced the first Renaissance features to our provinces. It depicts Charles V and his wife Isabelle of Portugal in adoration in front of the Holy Sacrament; they are accompanied by Charlemagne and Elisabeth of Hungary."

Dona Isabel de Portugal era filha do Rei Dom Manuel I, o Venturoso e mãe de Filipe I de Portugal (Filipe II de Espanha). A imensa beleza desta princesa portuguesa foi imortalizada por Ticiano ( link do quadro).


No mesmo vitral, o Escudo representando a União entre as duas Casas (Aviz e Habsburgo).


E, num outro vitral, os Escudos, por inteiro, de ambas as Casas.



As relações entre estas duas Casas eram estreitas e significativas. Dom João III de Portugal, irmão de Isabel, casou também na Casa de Habsburgo, em 1524, com Catarina de Áustria, irmã de Carlos V. Por outro lado, a última esposa do Rei Dom Manuel I (entre 1518 e 1521), havia sido a irmã mais velha de Carlos V e Catarina de Áustria, Leonor de Espanha. A bisavó paterna de Carlos V, mãe do Imperador Maximiliano I do Sacro Império Romano-Germânico, pertencia também à Dinastia de Aviz, a princesa Leonor de Portugal.