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Friday, 6 May 2016

4 e 5 de Maio


Estes dois últimos dias são muito especiais nos Países Baixos. No dia 4 de Maio, recordamos aqueles que pereceram na II Guerra Mundial e nas guerras subsequentes. Aos 2 minutos para as 8 da noite, paramos o que estamos a fazer e ficamos em silêncio durante 2 minutos em sua memória. Na Dam, a praça principal de Amsterdam, têm lugar as cerimónias oficiais com o Rei Willem-Alexander e a Rainha Máxima. Muitas pessoas vêm até à Dam e ali se reunem em frente ao Monumento Nacional para os 2 minutos de silêncio. Os Reis e outras personalidades depositam coroas de flores, o hino é tocado e um poema sobre a Liberdade é lido pelo adolescente que ganhou a competição do ano em curso. Esta cerimónia é transmitida pela televisão. No video abaixo, podem ver a cerimónia deste ano.




Vários filmes sobre a II Guerra Mundial costumam passar durante estes dias na TV. Este ano, revimos a Lista de Schindler (1993), mas há outros, holandeses, que recomendo, como este abaixo, baseado num romance da Tessa de Loo, escritora neerlandesa a viver desde há uns anos em Portugal (Algarve, Loulé).




O dia 5 já é mais festivo. Neste dia, celebramos a Liberdade. De preferência em Amsterdam, junto ao Rio Amstel, no espectáculo comemorativo em frente ao Teatro Carré. No video abaixo, podem ver a parte final da cerimónia de 2010, em que a Rainha Beatriz (hoje Princesa Beatriz) sai num barco engalanado de flores ao som da canção  "We'll meet again" que se imortalizou pela voz de Vera Lynn, durante a II Guerra Mundial.

Todos os anos, este espectáculo encerra com esta canção, agora com o Rei Willem-Alexander e a Rainha Máxima.

 

Este ano, festejámos o 5 de Maio em Almere. Após o almoço, fomos até ao centro da cidade tomar café e depois seguimos para o concerto junto ao lago Weerwater. Havia vários palcos espalhados pela cidade e os concertos eram todos gratuitos.

Uma das bolas "Liberdade" (Vrijheid) que andou "a voar" por lá.



Gostei imenso da organização do evento.  As forças de segurança, embora discretas, estavam presentes, com várias equipas policiais aqui e ali. As malas eram revistadas à entrada do recinto e não podíamos levar garrafas ou latas de bebidas connosco. Já no recinto, havia várias tendinhas, não só de bebidas, mas também de comida. No nosso caso, pedimos uns smothies com pedaços de fruta. Soube bem, pois estava sol. Entretanto, não pude deixar de reparar na heterogeneidade do público. Havia pessoas com mobilidade reduzida (de muletas e cadeiras de rodas), crianças pequenas às cavalitas dos pais ou ao colo dos avós, jovens papás com os carrinhos de bebé, adolescentes e jovens, casais, famílias. Um ambiente muito tranquilo e descontraído. Assistentes do evento distribuíam chapéus verdes para proteger do sol e bandeirinhas verdes às crianças para andarem sinalizadas, enquanto estas corriam e brincavam no recinto, ao som dos Bon Jovi, do "Thriller" de Michael Jackson, dos Queen e do Brian Adams, em covers bem conseguidas pelo grupo neerlandês Daredevils. Jovens, pais e avós dançavam. Uma hora de concerto que soube bem. Haveria mais à noite, já com outros grupos, mas nós voltámos para casa. De salientar que, no concerto, um jovem estudante sírio veio falar sobre a Liberdade e disse algo que considerei muito oportuno e pertinente - para não a tomarmos por garantida e fazermos tudo o que estiver ao nosso alcance para a salvaguardarmos. Uma reflexão avisada, pareceu-me.




Os festejos deste dia terminaram junto à TV a ver a transmissão do concerto no Rio Amstel, em Amsterdam. Deste concerto gostei da Royal Filharmonisch Orkest (podem ver aqui as peças musicais executadas) e das cantoras protagonistas do musical De Twelling (baseado no romance de Tessa de Loo). Uma destas cantoras chama-se Rosa da Silva, mas não consegui descobrir se tem ascendência portuguesa ou não.

Bom fim-de-semana para todos!