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Tuesday, 21 March 2017

Audrey e Givenchy


Da exposição " To Audrey, with love", no Museu da Cidade de Haia
(até dia 26 deste mês)


Um vestido de 1989, usado numa cerimónia no MOMA ( Museum of Modern Art) em Nova York 





Alguns dos vestidos "cinematográficos" de Audrey Hepburn criados por Givenchy





Sabrina (1954)











Bloodline (1979)




Funny Face (1957)




Outras criações de Givenchy

Alguns detalhes que muito apreciei

Esta manga...pelo cair, pela forma como os folhos vão diminuindo de largura à medida que se aproximam da mão, facilitando os movimentos.




Um vestido de noiva em rosa com um trabalhado que para mim é uma obra de arte...




Gosto da assertividade "imperial"/ majestosa deste vestido, que lhe é dada pelas cores ricas da saia e o seu formato...




Mas também da delicadeza e fluidez deste vestido de noiva a lembrar os anos 20...




Que dizer aqui? Chapeau!







Conjuntos que achei particularmente bonitos

Gostei imenso da parte superior deste vestido, bem realçada pelo contraste com o liso da saia




Gostei muito da capa de linhas verticais a contrastar com o vestido. Tão elegante, a adelgaçar  a silhueta e a dar-lhe altura...




Os vestidos pretos...

Magníficos pela beleza do corte e as linhas depuradas tão características de Givenchy...

Este de penas foi um dos meus favoritos




Gosto muito do padrão deste vestido que, "cortado" nos sítios certos, evidencia a elegância do corpo feminino...




Sensualidade e bom gosto! Gosto bastante do corte diagonal da frente do vestido, realçado pelo botões brancos.



 Gostei imenso do pormenor do brinco, na cor certa, a contrastar e a dar ainda mais glamour/luz ao vestido...




Um conjunto de vários vestidos...




Clientes famosas...

Vestidos de noiva, sendo que o rosa foi o de Audrey no seu casamento com Dotti




Conjuntos de Jackie Kennedy




Conjuntos e Vestidos de Grace Kelly




O casaco que a Duquesa de Windor, Wallis Simpson, vestiu no funeral do marido.
Este casaco é lindo pela sua elegância e simplicidade! Estive um bom pedaço de tempo "a namorá-lo"...




Pormenor do casaco




E, por fim, um vestido que veio de Portugal para esta exposição: este, que pertence à Duquesa de Cadaval, de quem Givenchy é amigo. 




Nota: Em 2015, Givenchy e a Duquesa-Mãe de Cadaval, Claudine, organizaram uma exposição de vestidos de noiva de alta-costura na Igreja do Palácio Cadaval, em Évora. Alguns dos vestidos Givenchy presentes em Haia também fizeram parte daquela exposição realizada no nosso país.

E um filme com Audrey Hepburn e mais criações de Givenchy...





Continuação de boa semana para todos!



Sunday, 19 March 2017

Hoje, com Audrey e Givenchy...


em Haia, no Museu da Cidade...

Uma exposição dedicada a um dos meus estilistas favoritos, Monsieur Le Comte Hubert de Givenchy (1927), numa homenagem à sua musa inspiradora, para ele como uma irmã, a actriz Audrey Hepburn (1929-1993). Esta magnífica exposição está patente ao público até ao próximo dia 26. Para quem tem o cartão dos museus, é gratuita. A visitar, sem dúvida. A curadoria de Givenchy está primorosa e confesso que esta exposição me emocionou: por ver, ao vivo e a cores, criações icónicas do estilista, pela enorme e profunda cumplicidade entre este e a sua musa e que a exposição transmite tão bem, pelas cenas dos filmes memoráveis que iam passando, pelas lindas e também tocantes fotografias de Audrey, sobretudo como Embaixadora da UNICEF. Uma exposição muito terna, muito verdadeira, de um grande afecto. Acho que foi isso que me emocionou. É uma exposição da qual se sai feliz. E, logo à entrada,  o inesquecível Moon River de Henry Mancini,  que depois foi impossível não trautear baixinho, ao longo das salas, enquanto fotografava:..Sim, saí feliz desta exposição...A ver e rever, sem dúvida.





Wednesday, 28 December 2016

Catarina, a Grande no Hermitage de Amesterdão



Nos Países Baixos, como noutros países do Norte da Europa, celebra-se o segundo dia de Natal, conhecido, nestas paragens, como Tweede kerstdag. Estou a referir-me ao dia 26, que também é feriado. Neste dia, é comum ir visitar a família ou fazer um programa cultural, como por exemplo, visitar um museu. No nosso caso, o salto foi até ao Museu Hermitage de Amesterdão, para ver a exposição dedicada à Czarina Russa e fundadora do Museu Hermitage de São Petersburgo, Catarina, a Grande. A exposição, que pode ser vista até 15 de Janeiro de 2017, apresenta peças das mais variadas, oriundas do Museu Hermitage de São Petersburgo, tais como: quadros, esculturas, armas, vestidos, caixas de rapé, diversos presentes de casamento, jóias e uma réplica da coroa.

Panorâmica Geral da Sala 



Um vestido



Leques



Um serviço de chá



Um tinteiro



Armas







Uma pequena nota: enquanto lanchávamos no restaurante do museu, recordei-me dos meus lanches na Gulbenkian. O ambiente pareceu-me similar e familiar...

NB: as fotografias foram tiradas com telemóvel pelo meu marido.


Monday, 4 July 2016

Mauritshuis em Haia: Alguns quadros e salas



Salas e quadros do Museu Mauritshuis em Haia (uma muito pequena amostra)
NB: as salas e os quadros não correspondem entre si.

Uma sala ricamente decorada a estuques, madeiras, sedas, obras de arte e vista para o lago...



Num trabalho conjunto de Jan Brueghel o Velho e Peter Paul Rubens,
The Garden of Eden with the Fall of Man, c. 1615



Peter Paul Rubens, Old Woman and Boy with Candles, c. 1616 - 1617



Um tecto...
Ger Lataster, Design for "Icarus Atlanticus", 1987



Rembrandt van Rijn, Saul and David, c. 1651 - 1654 and c. 1655 - 1658
(pormenor)



Os estuques



Johannes Vermeer, View of Delft, c. 1660 - 1661



Nicolaes Maes, The Old Lacemaker, c. 1655
(pormenor)



Caspar Netscher, A Boy Blowing Bubbles, c. 1670



As paredes forradas a seda



Amira Willighagen

A partir dos 2:51
NB: Sem aulas prévias de canto...



Uma boa semana a todos!

Saturday, 2 July 2016

Mauritshuis, Haia


Ontem, fomos, pela primeira vez, ao Museu Mauritshuis, "a casa" da Rapariga com Brinco de Pérola de Vermeer. Tínhamos de ir a Haia e aproveitámos a viagemO Museu esteve a ser renovado e reabriu há 2 anos com uma nova área de recepção e acolhimento dos visitantes. Para os portadores do Museumkaart (Cartão dos Museus), como é o nosso caso, a entrada é gratuita.


Mauritshuis, Haia

Data do século XVII e foi mandado construir pelo conde João Maurício de Nassau (daí o nome de "Casa de Maurício"), que foi governador do Brasil holandês.

Há 2 anos, decorreu assim, a reabertura deste famoso museu da cidade de Haia. 
Vale a pena ver!





O renovado Mauritshuis 




Clicando aqui, podem ver as obras-primas que este museu alberga.

No próximo post, mostrarei algumas fotografias.

Bom fim-de-semana!

Tuesday, 31 May 2016

"Spanish Masters" no Hermitage em Amesterdão


No Museu Hermitage em Amesterdão

Zona de entrada, jardim e esplanada



Almoço inspirado na exposição "Spanish Masters", dedicada aos Grandes Mestres da Pintura do país de Cervantes.

Entrada: Presunto Pata Negra



Prato principal: Bacalhau com funcho e ovo de cordoniz



Tudo devidamente acompanhado por um Vinho Tinto Rioja.

E, já ao lanche, na esplanada do jardim, um bolinho caseiro de laranja com chocolate, também ele inspirado em Espanha.



Gostámos muito do restaurante do museu. O espaço é muito acolhedor e tranquilo, o pessoal foi uma simpatia e a comida estava deliciosa. A voltar, sem dúvida.

NB: Não é necessário visitar o museu para ter acesso ao restaurante.

A exposição terminou este Domingo e nós fomos no Sábado ( o dia estava bonito e aproveitámos).

Quadros de El Greco, Velásquez, Murillo, Goya, Picasso, Zurbarán, entre outros...

Esperava ter visto mais obras dos pintores atrás citados, dos quais conheço alguns quadros. Digamos que ia com o intuito de ficar a conhecê-los um pouco melhor e, neste aspecto, senti-me um bocadinho desiludida. Mas estavam lá Os Apóstolos Pedro e Paulo de El Greco (do qual trouxe um marcador de leitura), O Retrato do Conde-Duque de Olivares de Vélasquez (refiro-me ao do Hermitage de São Petersburgo), a Assunção da Virgem Maria de Murillo (e que no site do museu é referido como a Imaculada Conceição, deduzo que por lapso, porque esse é outro quadro, se não estou enganada) e O Retrato da Actriz Antonia Zárate de Goya (refiro-me ao busto, que veio também do Hermitage de São Petersburgo).
Havia, sim, muitos quadros de outros pintores que eu ainda não conhecia: Pereda, Ribera, Zuloaga, Villegas, Iriarte, Moya, Giordano, Orrente,... (Margarida, fizeste-me falta nesta visita...).
Mas também é bom quando uma exposição nos confronta com a nossa ignorância e nos abre horizontes...;-) Vim com muito por explorar, por descobrir, estudar...



A exposição em si tinha a particularidade de ser acompanhada por uma banda sonora compilada por um DJ holandês. Era só colocar os auscultadores... Podem escutá-la aqui. Acho que vão gostar muito.




Thursday, 7 April 2016

Mata Hari no Fries Museum

Ainda no Fries Museum...

Na sala dedicada a Mata Hari (1876-1917) 


Mata Hari foi uma famosa dançarina exótica e cortesã neerlandesa, natural de Leeuwarden, acusada de espionagem a favor dos alemães durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Morreu em França, por fuzilamento.

No próximo ano, os arquivos franceses serão abertos e conhecida a verdadeira história por detrás da sua condenação e morte.

Nas fotografias abaixo:

Facturas de compras de Mata Hari

Uma das facturas é das famosas Galerias Lafayette, em Paris.



Postais enviados à filha, Louise Jeanne MacLeod (1898-1919)



Na sala, podemos ver também a certidão de nascimento, a certidão de óbito e um livro com recortes de jornais.

NB: O video desta biografia de Mata Hari, com imagens de época, está em castelhano.



Tópicos do video:


A perda da riqueza familiar pelo pai, a ida do pai para Amsterdam, a morte da mãe, o novo casamento do pai, a ida para o colégio em Leiden, o casamento com MacLeod, o nascimento dos filhos, a ida para as Indias Orientais Holandesas, a vida no Oriente, o falecimento do filho por envenenamento, o regresso à Holanda, a separação do casal, a ida para Paris, a carreira de bailarina exótica, os amantes, a vida em Berlim, regresso a Haia, e depois a Paris em 1916, a vigilância pelas forças de segurança francesas, a proposta para se tornar espia a favor da França, a viagem de barco até à Bélgica, retorno a Espanha, ida à embaixada alemã em Madrid, aviso a Berlim sobre Mata Hari, os alemães levam os franceses a acreditar que Mata Hari trabalhava para eles, Mata Hari é vigiada e presa, as queixas de Mata Hari da vida prisional, a confissão de Mata Hari, a condenação à morte.

Greta Garbo (1905-1990) como Mata Hari (1931)



Monday, 4 April 2016

No Fries Museum


Segundo dia de Páscoa (segunda-feira, 28/03/2016) 
Visita ao Museu da Frísia (província situada a Norte dos Países Baixos) em Leeuwarden
(capital da província)

Bem-vindos ao Museu da Frísia! Welkom naar Het Fries Museum!

Na sala dedicada à Frísia (pintura, trajes regionais,...)

Traje regional feminino



Um recanto ( gostei muito do relógio)



Nas salas dedicadas à Resistência durante a Segunda Guerra Mundial

Cartões de identificação


Não pude observá-los como deve ser, pois já estava no final da visita. Não cheguei a ver se pertenciam a judeus, ou a membros da Resistência ou se eram identificações falsas; digo isto, porque, momentos antes, vimos alguns instrumentos de trabalho dos falsificadores de documentos.


Cartões de Racionamento


Um rádio escondido num livro


Cilindros lançados pelos aviões com aprovisionamentos para as populações



À saída, nas escadas, candeeiros com peças de tricot feitas pelas crianças das escolas básicas locais



Temos de voltar a este museu, pois não vimos todas as salas (faltou-nos a sala dedicada ao tricot) e quero voltar com mais tempo à parte dedicada à Resistência - fiquei muito tempo a ver filmes de época sobre o período ( bombardeamento de Roterdão, saída da Rainha Wilhemina do pais, etc) e já não pude apreciar as peças como queria. 

Uma outra sala muito interessante é dedicada ao mobiliário típico de Hindeloopen, uma cidade da Frísia que aconselho muito a visita, e onde já levámos amigos nossos de Portugal que estiveram cá a passar uns dias. Esta sala lembrou-me o Museu de Hindeloopen (que gostei imenso e recomendo!), com as divisões da casa decoradas com o mobiliário típico desta cidade medieval que também fez parte da Liga Hanseática.

Neste momento, no Museu da Frísia, está patente também uma exposição sobre o ouro encontrado na província pertencente ao período medieval, desde moedas a peças de joalharia: Gold - Found Treasures from the Middle Ages.  Esta mostra vale muito a pena, pois tem peças de grande valor histórico e que nos transportam a uma Frísia Medieval rica e poderosa. De salientar igualmente, a reconstrução do rosto de uma mulher do século VII, cujo esqueleto foi encontrado num tronco de um carvalho oco (tree trunk lady) no monte mais alto da Frísia, e os quais ( rosto reconstruído e esqueleto na árvore) podem ser vistos na exposição.

Sobre a parte dedicada à Mata Hari, falaremos no próximo post.

Aos que moram cá: a entrada no museu é gratuita desde que sejam portadores do museumkaart.
O museu fecha às 17:00 e a viagem a partir de Almere demora uma hora e meia. 

Wednesday, 3 February 2016

David Bowie is


Ao entrar naquela sala, no Groninger Museum, a tua recente partida fez-se muito presente. Era como se falasses para nós do plano onde agora estás. E em silêncio, os olhos humedeceram, devagar e discretamente, enquanto te ouvia cantar "Space Oddity". Ground Control e Major Tom eram  a metáfora da nossa despedida. Tua. De nós. 




Ground Control to Major Tom 
Ground Control to Major Tom
(...)
Ground Control to Major Tom (Ten, Nine, Eight, Seven, Six) 

Commencing countdown, engines on (Five, Four, Three) 
Check ignition and may God's love be with you (Two, One, Liftoff) 

This is Ground Control to Major Tom 
You've really made the grade
And the papers want to know whose shirts you wear 
Now it's time to leave the capsule if you dare 

This is Major Tom to Ground Control
I'm stepping through the door 
And I'm floating in the most peculiar way 
And the stars look very different today
For here am I sitting in my tin can
Far above the world 
Planet Earth is blue 
And there's nothing I can do.

Though I'm past one hundred thousand miles 
I'm feeling very still 
And I think my spaceship knows which way to go 
Tell my wife I love her very much, she knows 
Ground Control to Major Tom 
Your circuit's dead, there's something wrong 
Can you hear me, Major Tom? 
Can you hear me, Major Tom? 
Can you hear me, Major Tom? 
Can you hear 
And I'm floating around my tin can 
Far above the Moon.
Planet Earth is blue 
And there's nothing I can do.

"Space Oddity" (1969)

Obrigada por esta exposição magnífica que nos preparaste e deixaste como presente.

David Bowie is



Adorei, sobretudo, a forma como nos despedimos em grande, na sala maior...Já sabes que não sou capaz de ficar parada quando a canto contigo. Alma e corpo soltam-se em luz e acreditar. Dançá-la é inevitável. Vivê-la, inesquecível.  "Heroes", claro.

We can be Heroes
We can be Heroes 
We can be Heroes 
Just for one day 
We can be Heroes



No Groninger Museum,

em Groningen,

até dia 10 de Abril.