Tuesday, 16 August 2016

Weesp em fotografias


As fotografias relativas a este meu texto sobre Weesp

O rio Vecht, no centro da cidade



A ponte que se abre no rio Vecht para deixar os barcos passar



O pôr-do-sol no rio Vecht com os moinhos ao fundo



A ponte a partir do passeio onde se situam as esplanadas



O nosso jantar no terraço do Weesperplein: os mexilhões com vegetais 



A sobremesa: panna cotta com cubinhos de manga, menta e gelado de gin tónico



Uma cidade à qual quero voltar, pois ficou muito por explorar.

Boa semana e boas férias, se for esse o caso!



Sunday, 14 August 2016

Para a Agnes


Para a Agnes, duas interpretações de Fernando Pessoa que gosto muito. 
A propósito deste teu post. ;-)

Maria Bethânia, num poema de Alberto Caeiro, um dos heterónimos de Pessoa.



E O Mostrengo, pelo actor João D'Ávila.




Não sei se estão entre os teus favoritos, mas acho que estão muito bem interpretados.
Espero que gostes. :-)


Sunday, 7 August 2016

Weesp, minha doce Weesp



Entre os teus campos de garbosos cavalos, um burro (espécie que eu via agora pela primeira vez nestas terras abaixo do nível do mar), vaquinhas de semanas e algumas mais velhas, fomos indo lentamente, de carro, naquelas estradinhas estreitas, onde não é possível estacionar, a não ser nas entradas privativas das enormes villas que as ladeiam. Ali ao pé, o Naardermeer, a primeira reserva natural dos Países Baixos (1906), e que prometi, de imediato, interiormente, visitar um dia. Chegados ao centro da tua vila muito antiga, contemplámos os barcos de recreio que pareciam dormitar nessa tarde amena ao longo do rio Vecht, enquanto víamos a ponte branca dividir-se ao meio para acolher, como num abraço ao alto, outros barcos semelhantes que, naquele momento, chegavam, regressados dos passeios daquele dia luminoso que se fazia sentir. E também aí, no centro, as casas impressionavam - que depois de pousadas no nosso olhar, vislumbrávamos, através das janelas, os tectos interiores em traves de madeira dessas rooms de recepções de outros tempos, mais precisamente do século XVII, considerado o Século de Ouro holandês. Janelas que nos pareciam levar numa dança de valsa, por divisões interiores infinitas até aos seus jardins particulares, lá ao fundo, onde, os caramanchões de flores, ainda hoje, juram a pés juntos, terem testemunhado muitos amores ao longo dos últimos quatro séculos. Seguimos, então, por aquela margem do Vecht, bordada, aqui e ali, a esplanadas de flores lílases e pessoas elegantemente vestidas, de copo de vinho branco na mão, e voltámos na Slijkstraat, em direcção ao café-restaurante Weesperplein. No pequeno pátio da casa, de mesas com vasinhos de lavanda e centro decorado a árvore de oliveira, ouvíamos, de vez em quando, o carrilhão e os sinos da igreja, à medida que o tempo se sagrava num contínuo. E jantámos, com água na boca, os primeiros mexilhões do ano à la holandesa, frescos e acompanhados de vegetais. Já depois da mais deliciosa panna cotta ever, acompanhada de cubinhos de manga, menta e geladinho de gin tónico, saímos de regresso. As janelas das casas eram agora espelhos de final de tarde e mais pareciam quadros pendurados nas respectivas frontarias. Lá ao fundo, no rio Vecht, as velas dos moinhos fulgiam nos laranjas do sol que agora se punha...Uma aragem, no entanto, já se fazia sentir, e como não tínhamos trazido casacos, abrimos as portas do carro e seguimos viagem. Relaxados, e envolvidos pelo dia, que caía em cascatas de cor, suavemente.



E enquanto te deixava para trás, escutava, sorrindo: "Sometimes It Snows in April"...

Thursday, 4 August 2016

A Gala de Fogo que não vimos


O casal vietnamita e indonésio que vos falei no último post tinha vindo de Roterdão para estar connosco nesse serão. Os planos passavam por jantar no Pulcinella (o nosso restaurante italiano favorito e que fica situado em Almere Haven), e depois assistir à Gala de Fogo em Almere Strand, no âmbito do Festival Europeu de Malabarismo. Mas a cacimba dessa noite fez-nos preferir ficar por casa, após o jantar no acolhedor Pulcinella, num serão de conversa que durou até às duas e vinte da manhã...

Eis, pois, a Gala de Fogo que não vimos e que se transformou numa alegre noite de convívio entre copos de Ice Tea com sabor a lichia e chips de milho e batatas fritas......;-)




Wednesday, 3 August 2016

Em conversa com um vietnamita e uma indonésia


Da conversa, ontem, ao serão, cá em casa, com um amigo vietnamita e uma amiga indonésia:

Ele:

Os vietnamitas chamam os familiares pelo número: " O meu pai é o número 1, o meu irmão é o número 2 e eu, que sou o mais novo, sou o número 6.".

Ela:

" A minha irmã não me trata pelo nome próprio, mas por uma expressão mais respeitadora, porque sou a irmã mais velha."

" Eu posso pedir à minha irmã que faça isto e aquilo porque sou a mais velha."

" Eu não trato a mãe de uma amiga pelo nome. Chamo-a de "mãe"."

" Java tem o seu próprio calendário, que tem 5 dias. É utilizado juntamente com mais dois:o gregoriano e o muçulmano."

" Pelos dias em que nascemos (se um nasceu a uma terça-feira, por exemplo, e o outro nasceu a uma sexta-feira), o meu pai diz se o relacionamento irá correr bem ou não. Ele fez isso comigo e o meu antigo namorado e, conjugando os dois dias, disse-me logo que a relação não iria durar. E não durou." ( e a partir daí, a minha amiga deu mais exemplos).

" Não é habitual termos electrodomésticos em casa como máquina de lavar loiça ou aspirador."

" Na Indonésia, costumo lavar a loiça com água fria.".

" Em Java, temos um reino: Yogyakarta."

" O Bahasa, a nossa língua oficial, integra palavras de origem portuguesa e neerlandesa."

Os dois:

" Tudo deve ser entregue com a mão direita. "

NB: Esta causou-me um sorriso terno porque me fez lembrar um saudoso professor da Faculdade que costumava dizer que tudo se entrega com a mão direita. ;-)

Estas conversas deliciam-me. Fico com vontade de saber mais. mas como acho que as boas conversas correm devagar, procuro não "bombardear" as pessoas com perguntas. Falou-se de muita coisa ontem à noite. Estes foram só alguns dos tópicos, pelos quais pretendo viajar com tempo e a seu tempo. Escutar é das coisas que mais gosto de fazer. 

Pelo meio, ainda vimos alguns mapas e fotografias do Portugal no Mundo (direcção de Luís Albuquerque, Publicações Alfa, 1989).

Tuesday, 2 August 2016

Abertura Oficial do Europees Jongleerfestival 2016 em Almere


Europees Jongleerfestival 2016  (Festival Europeu de Malabarismo)
Almere
31 de Julho

Abertura Oficial junto ao Teatro, na Esplanade

As coreografias dos malabaristas fizeram-se ao som de música dos anos 40, jazz, música clássica e ópera. Não estava à espera que fosse assim e foi uma óptima surpresa.



Alguns dos números foram bem cómicos e divertidos.
No chão, as maçãs dos malabaristas.



Na foto abaixo, podem ver como a Esplanade estava cheia. Muitos artistas de rua, vestidos com calças de balão e cabelo estilo "rasta", de diversos países da Europa. Um ambiente muito tranquilo, em que alguns até faziam piquenique por ali mesmo, mas com cuidado e preocupação para não perturbar o vizinho do lado ou sujar o espaço à sua volta.

Do lado esquerdo da foto abaixo, os Side by Side do arquitecto holandês Frits van Dongen e do lado direito, o Hotel Apollo, do arquitecto inglês William Alsop.



Para ver no Youtube, clicar aqui e aqui.

Monday, 1 August 2016

Do fim-de-semana


Sábado

Acordar às duas da manhã, com o barulho da casa ao lado. Espreitar pela janela para tentar perceber o que se passa. E descobrir: são os vizinhos que regressam das férias. Sono interrompido e que custa a retomar...

Acordar tarde, e seguir normalmente: praça, supermercado, almoço, arrumar a cozinha, café no Intratuin e mais uma florinha, again em laranja, para o último vasinho em falta, desta vez, lilás. Café sem bolo, porque não havia o que eu queria, e cá entre nós, ainda bem. Mas antes, passar pelo centro de reciclagem, deixar (finalmente!) o velho lavatório do micro quarto-de-banho das visitas e caixas velhas de arrumação e reparar que a zona central do espaço está decorada com plantas e vasos de flores (até aqui!, pensei). Já na volta para casa, passar pelo talho em Almere Haven, muçulmano, que vende carne que gosto muito (fomos lá pelas perninhas de frango). 

Chegar. Uma pequena pausa para leitura, que incluiu o que o António Barreto escreveu aqui, e me parece uma excelente e muito lúcida análise sobre a actual (e deveras preocupante) situação da Europa.

E depois, voltar a práticas bem mais prosaicas, aproveitando que não chove e está uma temperatura agradável. Imaginem lá o quê....abrir, finalmente, com coragem e respirando bem fundo, os dossiers administrativos de todas as casas em que já vivemos desde 2004, e começar a retirar e a rasgar contratos de arrendamento, facturas mensais do gás, da água, da luz, da TV por cabo, dos seguros disto e daquilo que já não temos ( do carro anterior, por exemplo), dos extractos dos bancos onde já nem temos contas, análises clínicas, facturas do recheio da casa que também já não é o mesmo, etc, etc. Fiquei clean até 2011. E com os braços doridos. E o meu marido, depois de ajudar-me a seleccionar o que deitar fora dos dossiers dele, finalmente, lá montou o lavatório do micro quarto-de-banho das visitas - sim, porque o sol, dos últimos fins-de-semana, fez com que mandássemos tudo às urtigas. Aqui, o estado do tempo é Rei, que mais para o Absoluto que Constitucional, dita a nossa vida como quer e bem lhe apetece. ;-)

Jantar só às dez da noite porque nem se deu pelo tempo passar. Avançar com mais dossiers, aproveitando "a pica" e o embalo. Deitar-me à meia-noite.

Domingo

Acordar com os braços doridos. Tomar banho. Irmos almoçar, como combinado, com a E. e o B. também ela indonésia, também ele holandês, à pizzaria Woodstone. Perder a parada porque se ganhou na conversa (quase 3 horas à mesa, sem se dar por isso) e ser o momento mais relaxante do fim-de-semana. Mas ainda chegar a tempo, ao Teatro, para ver o espectáculo de abertura. Escolher gozar mais o momento e tirar menos fotografias. Chegar, por volta das cinco, a casa, e render-se à sesta, que o corpo implorava. Acordar 3 horas depois. E jantar só o que apetece: fatias de melancia. Escrever estas notas antes de ir dormir, num epílogo. E deixar-vos uma sugestão. Esta.

Vimos na sexta-feira à noite. A história do caso Plame.




(E não me ir deitar, sem antes receber, via WhatsApp, as fotografias das férias dos nossos amigos polacos, na Bulgária. Só vos digo, a minha amiga estava um arraso no seu vestido vermelho.)