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Wednesday, 31 July 2013

Na Clínica Dentária

E no seguimento deste post...

A clínica dentária, onde costumo ir desde 2008, situa-se na rua onde morámos durante os nossos dois primeiros anos, em Almere. Éramos vizinhos, portanto. Embora, no nosso bairro actual - Tussen de Vaarten -, haja uma clínica dentária privada e dentista no centro de saúde, continuo a preferir apanhar o autocarro e ir até ao centro da cidade, sempre que preciso de ir ao dentista e à higienista oral. Em equipa que ganha, não se mexe e eu nunca tive uma equipa de Saúde Oral tão boa como nestes últimos anos. Quem é a equipa? O meu dentista é o Maarten, a minha higienista regular é a Angelique e, às vezes, o Stanley.

Tratamento pelo nome próprio

O facto que me chamou imediatamente a atenção, quando lá fui pela primeira vez, foi o tratamento pelo nome próprio entre todos eles, assistentes incluídas. Em cinco anos, nunca ouvi nenhum dos membros da equipa referir-se ao meu dentista, o Maarten, ou qualquer outro dentista que lá trabalha, por "Doutor", directa ou indirectamente. Esta não era a minha realidade anterior. Aos poucos ("old habits die hard"), habituei-me também a chamá-los pelo nome próprio (dentista e dono da clínica incluídos). 

Hoje, já nos conhecemos e sinto-me em casa. Quando lá chego, recebo um "Hi, Sandra!" e uma piscadela de olho da assistente, seguido de um "Hoe gaat het?" ("Como vai ?") acompanhado de um sorriso, a que se segue a pergunta de confirmação: " U hebt een afspraak met uw tandarts om 10 uur, toch?" ("Tem uma consulta com o seu dentista às 10 horas, certo?"), o convite para sentar e, momentos depois, a chamada, pelo dentista ou a higienista (e não pela assistente), sempre de maneira formal, por "Mevrouw (Senhora) + nome de família". Claro que, no consultório, já ninguém me trata por senhora, e sim pelo nome próprio, mas se o dentista ou a higienista tiver de dar uma indicação a uma das assistentes no lobby, volta a tratar-me por senhora, sobretudo se estiverem outros clientes à espera. 

O "Polder Model"

Há duas semanas, tive uma consulta, pela primeira vez, com o implantologista. Nesta situação, já não tratei o médico pelo nome próprio. Era a primeira vez que o via (e possivelmente a única, após as conclusões a que chegámos) e mais velho que eu. No entanto, tivémos uma conversa muito agradável. Quando lhe disse que era portuguesa, contou-me que tinha estado há umas semanas em Cascais num Congresso Internacional, que se tinha alojado no Hotel Villa Italia e visitado o Guincho e a Cidadela. Ainda conversámos um pouco mais e fiquei a saber que estão a chegar muitos dentistas portugueses à Holanda (!) No meio disto tudo, avaliámos em conjunto, as diversas opções para a minha situação, sendo que, as decisões estiveram sempre do meu lado. Ao longo da conversa, não pude deixar de reparar nas perguntas objectivas - muito à holandesa - sobre quais os meus motivos, objectivos e plano de tratamento em vista, bem como, no ambiente "polder model" de diálogo entre nós, baseado na exposição e discussão franca das opções e na avaliação conjunta das mesmas. Gostei muito. Nada de directivas, imposições e ordens,  transmitidas de forma soberba, mas antes, análise e reflexão conjunta, cultura de responsabilidade individual (daí as perguntas iniciais sobre as minhas motivações, objectivos e planos) e de compromisso, materializada no design de um plano de tratamentos entre as partes e que ficará por escrito, step by step.

Higiene Oral

Na semana passada, voltei à clínica para uma consulta com o higienista oral. Desta vez, nem demorou muito tempo, pois já estou muito melhor. O Stanley acabou por me explicar mais em detalhe as propostas do Mark (foi assim que ele se referiu ao implantologista) para a minha situação e disse-me que o Maarten irá enviar-me o plano para casa, indicando com que odontologista devo prosseguir os meus tratamentos. Ao olhar para o Stanley e ao reparar na forma como estávamos a conversar, não pude deixar de sorrir para mim própria, ao lembrar-me que não gostei muito dele no início - ou melhor, do tratamento que ele me deu na minha primeira consulta de higiene oral...

Inicialmente, julgava que era o dentista que faria a limpeza semestral, por ser assim que costumava fazer em Lisboa, mas não. O Maarten disse-me que eu deveria marcar uma consulta específica de Higiene Oral e assim fiz. Pensei que seria uma consulta rápida e que passariam com o ultrasound nos dentes e já estava - era assim, que o dentista, em Lisboa, costumava fazer. Nada disso. O Stanley começou por limpar os dentes com um gancho, esgravatando por tudo o que era lado. As gengivas sangravam e ele vá de esgravatar, com outros ganchos e afins... Depois utilizou os palitos de limpeza, e por fim, passou com o ultrasound, o polidor e o gel. Cheguei a casa um bocado atordoada. Lembro-me de dizer ao meu marido, que nunca mais queria ser consultada por "aquele bruto"... ;-))

Nas consultas posteriores, já com a Angelique, aprendi a lavar os dentes como deve ser e a utilizar correctamente os palitos de limpeza. Aliás, primeiro tive que exemplificar como lavava os dentes e utilizava os palitos e depois, em frente ao espelho, praticar de acordo com as orientações que a Angelique ia dando. Hoje, tenho uma percentagem de 20% de placa bacteriana e o meu objectivo é chegar a menos de 10%. A percentagem é dada pela utilização de um produto vermelho que não sei o nome. Neste momento, uso escova eléctrica e sou muito mais rigorosa na utilização dos palitos e do elixir.

Em Portugal, nunca tinha sido consultada por um Higienista Oral e lavava os dentes de forma, como direi...? Instintiva? Foi assim, que cheguei aos 37 anos, com vários problemas de Saúde Oral e sem saber como lavar os dentes de forma eficiente. Cheguei a sentir-me do Terceiro Mundo durante as consultas com a Angelique - que é uma querida -, devido à minha ignorância e à minha parvoíce também. Em Portugal, há Higienistas Orais e há muito que devia ter tomado a iniciativa de marcar uma consulta destas.

O Agendamento das Consultas, Multas e Anestesias

E por falar em consultas...
A forma como estas se organizam por aqui é diferente da forma a que estava habituada em Portugal. No nosso país, à beira-mar plantado, marcava a consulta por telefone, sabendo à priori que não iria ser atendida àquela hora, mas sim à volta de, que apanharia algumas "secas", nas salas de espera, sem saber também, quanto tempo duraria a consulta, pois isso dependeria da situação encontrada pelo dentista. Aqui é exactamente ao contrário. A parte de poder marcar a consulta por telefone mantém-se, mas a hora marcada é respeitada e sabemos à priori quanto tempo vamos estar no consultório. A forma como isto é feito é muito simples. Marco a consulta semestral de controlo, a qual dura no máximo 10 minutos. Nessa consulta, o dentista avalia a minha situação e diz-me o que há a fazer e o tempo que necessitamos para cada situação. A partir daí, marcamos as próximas consultas, de acordo com o tempo necessário a cada uma (pode ser o dentista ou a assistente a fazer isto). Uma vez que todos os pacientes fazem o mesmo, o dentista sabe sempre ao que vai no dia seguinte, que terá o tempo necessário para cada paciente e nenhum ficará "à seca" na sala de espera. 

A propósito, as consultas de controlo também podem ser marcadas no site. Basta aceder à agenda do médico, que me indica quais as horas que ele ainda tem disponíveis. Outro aspecto que também me agrada muito é o facto de poder fazer as radiografias na clínica, não precisando de gastar mais tempo a ir a outros lados.

E agora, a cereja no topo do bolo: em caso de faltarmos à consulta, sem um aviso prévio de 24 horas, pagamos uma multa. Ainda me lembro quanto me custou pagar €50 quando faltei a uma consulta e não pude avisar. Na altura, fiquei muito aborrecida, mas acabei por compreender o princípio, claro. Há que respeitar o tempo de todos e de cada um e sermos responsáveis.

No entanto, o facto que mais me surpreendeu e me deixou em estado de choque, foi quando o meu dentista me perguntou: "Com ou sem anestesia?", quando nos preparávamos para fazer um tratamento. "'What?! É claro que é com anestesia!!" disse eu, aterrorizada com a possibilidade contrária. E ele respondeu: "Sendo assim, é mais caro...". Nunca, como na Holanda, tive tanta noção do custo de cada parcela no total das contas...Sim, porque o mesmo se passa noutros serviços, acerca dos quais falarei, nos próximos posts...;-)

Tuesday, 23 July 2013

Citologias e Ecografias Pélvicas


Há muitos anos que faço citologias anuais para despiste do cancro do colo do útero. Até vir para cá, confesso que nunca me me tinha passado pela cabeça, fazer uma citologia que não fosse com o/a ginecologista. Daí, a minha surpresa, ao aperceber-me, que nestas paragens, os clínicos gerais fazem citologias. No início, fiquei um bocado desconfiada, e lá deixei, um pouco a medo. Mas, exceptuando no ano passado (quando me calhou na rifa, uma médica com a qual o meu santo não bateu), correu sempre bem. No entanto, desde que sou acompanhada cá, tenho andado com uma dúvida: em Portugal, os médicos de família também costumam fazer citologias? Se calhar não me apercebi, por associar esse exame à minha consulta anual de ginecologia...

Vem esta nota a propósito de, ter feito, ontem, a minha citologia anual com o meu GP (clínico geral). O próximo passo será telefonar daqui a 10 dias para saber o resultado do exame e, depois, em finais de Setembro, ir, então, à consulta de ginecologia fazer a ecografia com sonda vaginal. Nunca fiz de outra maneira, cá, mas na clínica onde costumava ir, em Lisboa, fazia à moda antiga, com gel na barriga. No entanto, sabia, claro, que a prática com sonda já era muito comum, mas o hábito de ir ao mesmo sítio, anos a fio, acabava sempre por se impôr. Ainda cheguei, em terras lusas, a fazer com sonda, por duas vezes, quando as circunstâncias exigiram um método mais preciso e rigoroso de diagnóstico, mas foi só.

Thursday, 18 July 2013

O Dentista e Eu


E na sequência do penúltimo post, também gosto quando me enviam um email a relembrar que tenho uma consulta marcada no dentista.

" Geachte X , 

Middels deze mail willen wij u attent maken dat u binnenkort een Controle / Behandeling-afspraak heeft met uw tandarts. De afspraak staat voor x/7/2013 om xx:xx. 

Graag zien wij u op ons adres: xxxx "


" Cara Sra X,

Queremos lembrá-la, via este email, que brevemente terá uma consulta/tratamento com o seu dentista. A consulta está marcada para o dia x/7/2013 às xx:xx.

Até breve, na nossa morada: xxxx "


Wednesday, 17 July 2013

O meu GP e eu


Outra coisa que gosto igualmente aqui, é a possibilidade de ter uma consulta telefónica com o meu médico, pelo menos no que a "follow-ups" diz respeito. Na semana passada, tive uma, e hoje, outra. Claro que a consulta de diagnóstico foi presencial, mas, depois, há assuntos que podem ser tratados/discutidos por telefone, sem ser necessário perder tempo e energias em deslocações ao centro de saúde, como por exemplo, para sermos informados sobre determinadas análises clínicas (foi o caso, na semana passada, com a questão da vitamina D), ou para saber como estamos a reagir a determinado medicamento (como hoje, por causa do estômago). Também me agrada a possibilidade de bastar enviar um email à farmácia a solicitar nova dose de um  medicamento, quando tomado de forma permanente, por motivos de doença crónica. Ou seja, não há necessidade de ir de propósito a uma consulta só por causa disto, até porque a farmácia está atenta e em caso de dúvida, contacta com o médico, ou envia-nos um mail a relembrar que está na altura de reavaliar se devemos continuar a tomar aquela dose, ou não. Há casos que podem ser resolvidos com um simples telefonema e/ou email, sem ser necessário perder mais tempo.

Saturday, 13 February 2010

Expat Life: My Experience with the Dutch Health System



As you already noticed, I have been away. This week I have been with a serious cold.

So, I stayed in bed for two days, taking paracetamol, eating soup, drinking orange juice and tea with honey. The first day was terrible with pains all over my body, fever, headaches, expectoration, etc...
Only on the third day I felt well enough to visit my doctor. In my opinion, my immune system was not well because I was very tired with the low temperatures and the many travels during these weeks.

As you already know, in the Netherlands, we must have a family doctor (huisarts) at the health center (gezondheidscentrum) of our neighbourhood (wijk). It is not my case.  I usually go to the International Health Center in Den Haag.



The approach to the patient is more similar to the portuguese one. In my opinion, we are more careful in certain issues. I'm used to do a regular check-up each year, for example.

I like the organization and the good conditions of the public health system in the Netherlands, but I don't like the way the doctors approach to the patient . On the other hand, "below the sea level", there is no private practice as in Portugal, except for dentists, psychologists and complementary medicine. Unhappy with previous situations here and feeling with no options, I began to look for an alternative and a solution to my problem: a doctor that I could trust. And I found it at IHCH!

Yesterday, I went there because of my cold and tiredness. The doctor measured my blood pressure and checked my weight, my heart sounds, my stomach, my throat and ears and asked me to do blood tests to check my immune system and my thyroid. Very professional!

I remember the first time I visited my Dutch huisarts in a normal Dutch health center. I had been feeling very tired for some time and I asked for several exams. She just told me to rest, saying that 90% of the causes to be tired are psycological and I just had a huge change of life, and that 10% are physical ones. My question was how could she know if I was in the 90% or in the 10% without a general check-up and the proper exams? She just said to me if I got worse to come there again.

After a while, I began to have several pains and I went to the Hospital but they didn't make me any exams and just sent me back to the health center. My family doctor was not there and another huisarts took care of the situation. He asked for a specific exam but I needed to wait 3 weeks for the results and he refused to give me something for the pains. Later on, I found out I had a dangerous bacteria. I needed to do a strong treatment with a type of penicillin. However, I am allergic to it, as I had wrote in my dossier and I thought it was register in the computer. So, I had problems again.
After these stories, I decided to look for a solution. I found it in a blog. My solution was IHCH.

Ai IHCH we can ask for a normal anual check-up and get it!!

They listen to you carefully :-)

Until now, nobody said to me " The appointment is only 10 minutes and if you need more time, you must schedule two appointments."

You can find English, French, Spanish, Dutch, even Arabic speaking doctors.

I remember once in the hospital a conversation with a "very nice doctor": "You don't speak Dutch, that is a huge problem!". I said to her I was learning the language and that Dutch was not an easy language. "I will speak in Dutch. When you don't understand, just ask, I wil translate it in English." And I said: "No! My Dutch is level A1 and this is a health issue. I don't know medical words in Dutch! It is my health, I am concerned with it and I don't need to be more anxious with this situation."

IHCH also has complementary medicines as homeopathy, Alexander tecnique and acupuncture.

I remember the first time I asked my huisarts about homeopathy and acupuncture. She told me she didn't believe in that. I didn't ask her if she believed or not. I just asked her where I could get an appointment for it. As far as I know, WHO ( World Health Organization) recognizes the benefits of acupuncture.) Sometimes, I do acupuncture here, in Almere! It is so good to relax! I don't like to take pills. I prefer to get my balance in a more natural way! And I am very pleased with my dear E.


My gynaecology appointments are also in IHCH. My doctor is very good and I can do my annual eco and pap test with him, with no need to go first to the huisarts. Heel Goed!


And you? What is your story with the Dutch Health System? Do you want to share it? Giving extra information, corrections, etc...? Please, do!

Have a nice weekend! ;-)

Saturday, 18 April 2009

O Guardião

From Coisas Minhas


Cuidou de mim desde ontem à noite...não me largou um segundo.

Tive uma paragem de digestão depois do jantar e não consegui dormir de noite com as dores.Horrível.
O meu marido teve que ficar hoje a trabalhar a partir de casa, pois eu estava incapaz de me levantar.
Andei a chá e torradas, uvas e gelatina de chá verde.
E sempre com o Fofinho a guardar-me, mesmo quando eu conseguia dormir por breves momentos, e enquanto o cuidador-mor trabalhava na sala.
Um querido!

PS 1: neste momento, já me sinto bem melhor :) Bom fim-de-semana a todos :)

PS 2: se alguém souber onde se arranja galinhas caseiras nestas Terras Baixas, por favor, diga. Já experimentei aqui uns ditos frangos caseiros, mas não me souberam a nada...o que eu quero mesmo é galinha. Dá jeito nestas situações :) Dank`u well!:)

Mais uma foto do Fofinho :)

From Coisas Minhas

Monday, 16 February 2009

Herinneringsmail ( Mail Lembrete )

“Just a simple note to remind you your medical appointment:
On: 11/02/09
At: 15:45
With: ”

“Middels deze mail willen wij u attent maken dat u binnenkort een Controle / Behandeling-afspraak heeft met uw tandarts. De afspraak staat voor 16/2/2009 om 13:00.”

Estes dois textos foram-me enviados, por mail, com 24 horas de antecedência:
um para me lembrar a consulta de ginecologia, na passada quarta-feira, no International Health Center em Haia; outro, para me lembrar a consulta no dentista, de hoje, em Almere.

Chamam-se “ Herinneringsmail” ou Mail Lembrete (tradução minha).
No caso da consulta com o dentista, ainda enviam um lembrete para o telemóvel.

Gosto muito desta prática:) Dá jeito, sobretudo para os mais esquecidos ou distraídos como eu ;)

No primeiro caso, a mensagem vem em inglês porque se trata de um Centro Internacional. Para mais informações sobre o IHCH, podem clicar aqui e ver o post de Novembro.

Nos Países Baixos, caso faltemos às consultas, sem pré-aviso de 24 horas, pagamos multa.
Já me aconteceu no dentista, onde paguei uma multa de 50 euros.

Conclusão: haja organização, compromisso, respeito pelo tempo de uns e de outros, partilha de responsabilidades e menos stress para todos e cada um. Goed!:)

Wednesday, 4 February 2009

geneesmiddelen (medicamentos)

O meu mais-que-tudo passou uma semana muito complicada:
gripe,constipação,febre, sinusite, dores nas articulações,...

na ervanária de Tuinen encontrou-se este xarope para desagregar a expectoração e que lhe fez muito bem, o bálsamo para o peito e o spray vaporizador para as fossas nasais.

From casa


Algum vocabulário útil nestas situações:

gripe (griep);
constipação (verkoudheid);
febre (koorts);
tosse (hoest);
expectoração (expectoratie);
dor(pijn);

Tuesday, 9 December 2008

Sneezing

Hoje só faço é espirrar e dói-me a garganta, as costas e a a cabeça e estou a lacrimejar dos olhos. Acho que me constipei à brava. Este tempo dá cabo de mim. Eu, que sempre me dê tão mal com o frio, vim para aqui parar, sem nunca tal me ter passado pela cabeça...

Thursday, 13 November 2008

NL 1º lugar Euro Health Consumer Index

Os Países Baixos estão em 1º lugar na classificação dos sistemas de cuidados de saúde,num estudo efectuado em 31 países europeus, divulgado pela Health Consumer Powerhouse, em Bruxelas, noticia hoje o Jornal de Notícias.Estamos a falar do Euro Health Consumer Index,estudo efectuado anualmente,desde 2005.

Este estudo avalia seis áreas:

direitos e informação dos pacientes;
e-Saúde;
tempo de espera para tratamento;
resultados;
variedade e alcance dos serviços prestados;
produtos farmacêuticos;

O meu comentário:

de acordo com a minha experiência, o tempo de espera nos serviços de saúde é mínimo.Os centros de saúde e as urgências geralmente estão vazios ou com meia dúzia de pessoas.

Parece-me que o estilo de vida poderá explicar esta situação:

eu acho que os neerlandeses são pessoas muito positivas,que levam a vida com mais calma (entram às 8h no trabalho,saem às 17 h).Aqui não se confunde tempo de presença com eficiência.Têm trinta minutos para almoçar geralmente no refeitório da empresa ou levam comida de casa. Assim, não perdem hora e meia ou 2 horas em almoços nos centros comerciais, como tantas vezes vi em Lisboa.
Fazem mais desporto,nem que seja pelo facto de andarem muito de bicicleta.
Também gostam de caminhar,velejar, montar a cavalo.
Eu não noto neles o discurso do herói-vítima como em Portugal:" Eu trabalho doze horas por dia,não sou como aqueles que saem às cinco da tarde, se não fosse eu como é que isto seria,blá,blá...".
Esquecem as despesas de saúde inerentes a um mau estilo de vida:aumento de AVC`S, ataques cardíacos,cancros,depressões, obesidade...

Também gosto do facto dos nossos dados médicos estarem todos informatizados.
Qualquer médico,enfermeiro e famacêutico, em qualquer parte dos Países Baixos,tem acesso imediato aos mesmos.Não tenho de passar pela questão da fichinha antes de aceder aos cuidados, ali,contorcida de dores e de pé,como sabemos...

Gosto do facto da farmácia só me dar a dose que eu necessito.Acho uma gestão de recursos muito boa.Temos de pensar que há muita gente a necessitar de medicamentos por esse mundo fora...

Gosto muito das instalações de saúde aqui,todas bonitas,parecem hotéis,pelo menos,aqui em Almere...

Nunca tive um dentista tão bom como aqui. Fez-me uma cirurgia que nem dei por "ela" (que já devia ter feito em Portugal,e qualquer dos dentistas que consultei em Lisboa disse que eu ia sofrer um bocado,então,adiei).Nunca vi uma radiografia tão boa da minha boca.Gosto muito do facto do seguro pagar a percentagem que me é devida, quinze dias depois da consulta.Não é como a minha mãe que espera meses pela comparticipação da ADSE...

Foi aqui que a minha helicobacteri pylori foi descoberta através de um exame respiratório.Um ano antes, eu tinha-me queixado com dores ao meu médico de família em Portugal que me mandou fazer uma radiografia ao estômago e nada acusou.
Eu continuei com dores,até que cheguei aqui e resolvi o assunto.

Também acho justo pagar 50 euros ao dentista,caso falte e não avise.Parece-me bem.Há que respeitar o tempo das pessoas.

Aspectos que não gosto e me irritam:

Análises com vácuo;não vale a pena pedir com agulhas porque dizem que não têm e que não fazem;

Não existir medicina privada faz-me imensa confusão.Tenho mesmo que passar pelo médico de família e ir ao Hospital para ter uma consulta da especialidade.Só que eu gostava de me sentir livre para escolher os médicos.
A questão da empatia e da escuta activa são importantes numa relação médico-paciente. Pedir para mudar de médico no hospital legalmente é possível, mas há muita resistência a isso,e acaba por ser uma situação embaraçosa,chata...

Irrita-me não haver várias policlínicas;ou vou à do hospital ou não há nada para ninguém.Eu gostava de ir a uma onde as análises fossem com seringas,por exemplo...

Irrita-me a fixação com o paracetamol, uma certa ligeireza na forma como se fazem os diagnósticos,"isso deve ser ...não é preciso radiografia,vá para casa e descanse" como foi do meu marido quando caiu do parapeito da janela abaixo.
Ficou com dores no pé e nem uma muleta lhe deram...

Irrita-me não me darem os meus exames médicos,nunca os vi,vão directos para o médico que não os mostra...continuo a achar esta situação muito esquisita...

Irrita-me ter de pagar duas consultas se precisar de uma consulta de 20 minutos;uma consulta equivale a 10 m.

Não sinto que valorizem muito os check-ups e a medicina preventiva...

Como será nos outros países nórdicos? Também será assim?...não faço a mínima ideia...

Fica aqui o link para ver com mais tempo e pormenor.

http://www.healthpowerhouse.com/files/2008-EHCI/EHCI-2008-index-03.pdf

Tuesday, 4 November 2008

International Health Center Den Haag

Este “post” destina-se,sobretudo,aos estrangeiros que estão descontentes com os seguintes serviços:

“O melhor medicamento que existe no mundo é o Paracetamol”;
“Vá descansar sem Exames”;
“Exponha as suas questões,mas seja muito rápido”;
“Provavelmente é...”;
“Mas nós só fazemos análises ao sangue com vácuo.” ;)

Muito impressionada com a modernidade e organização dos hospitais,clínicas e centros de saúde destas Terras Baixas,mas descontente com os mesmos aspectos que bulem com os nervos de todos os estrangeiros que vivem aqui....

Resolvi partilhar a alternativa encontrada.Se calhar,até já conhecem...

Chama-se International Health Center The Hague,situa-se em Haia(como o nome indica),na Prins Willemstraat,41.

Para quem se desloca de comboio:

Apanhar em Schiphol,o internacional que vai para Bruxelas,descer na estação Den Haag Holland Spoor,apanhar,em frente,o eléctrico nº 1, sair em Duinstraat,atravessar a passadeira,entrar na Farmácia,subir as escadas e falar com a recepcionista.

Está aberto de segunda a sexta,das 9h às 18h.

No IHCH,podem encontrar:

Médicos de Família, Ginecologistas, Pediatras, Psicólogos, Fisioterapeutas, Nutricionista...

O IHCH disponibiliza ainda os seguintes serviços:

Farmácia,Realização de Check-Ups, Vacinação, Homeopatia, Aconselhamento em Viagem, entre outros.

Podem falar em Inglês,Francês,Alemão e até em Árabe.

E Ninguém vos vai dizer que têm um problema por não saberem falar Neerlandês.

Voltando ao que podem fazer;)

Podem pedir um Chek-Up sem que vos olhem como hipocondríacos....

Podem fazer análises ao sangue com seringas(em Almere só fazem com vácuo).....

Não se sentem corridos do consultório....

E não há preconceitos em relação às Medicinas Complementares....

Querem saber mais? Cliquem aqui.

Afinal,havia outra...ah,pois é...

Tuesday, 1 July 2008

Blood test

Já vos contei as minhas experiências no centro de saúde, no consultório do dentista, nas urgências e nas consultas da especialidade no hospital. Hoje vou falar-vos da minha experiência na policlínica com as análises clínicas.

Em Portugal, quando pretendemos fazer análises clínicas, podemos escolher qual a clínica e qual a localidade.A oferta é variada e nós decidimos, independentemente da área de residência, de acordo com as nossas preferências pessoais.

Segundo me apercebo, todos os serviços de saúde na Holanda são públicos, excepto no caso dos dentistas e dos psicólogos, que também funcionam a nível privado.
Aqui na cidade, só posso ir a um local para fazer análises clínicas: à policlínica do hospital. Assim fiz.

Foi aí que descobri uma segunda diferença em relação ao nosso país.. Aqui  não posso escolher entre fazer a análise com vácuo ou com agulhas. Só posso fazer com vácuo.

A experiência não correu nada bem. A primeira enfermeira disse não conseguir encontrar as minhas veias (em trinta e sete anos de vida nunca tive este tipo de problema) e foi chamar outra colega que disse exactamente a mesma coisa.

O que se passou a seguir deixou-me atónita."Espetaram-me" não sei como, retiraram o vácuo, e recolheram num tubo as gotas de sangue que iam caíndo pelo braço que, entretanto, acabou por ficar muito negro.

Eu procurei manter a calma, mas fiquei triste e preocupada (como é compreensível com tudo o que tem acontecido).

Expliquei que nunca tive problemas desta natureza, perguntei se era possível fazer a análise como sempre fiz. "Não é e não tem nada a ver" foi a resposta. Pelos vistos, também não tenho mais opções: outras formas de fazer ou outros locais onde fazer.

Vou falar com a minha médica brevemente para confirmar se é assim e quando fôr a Portugal vou pedir a uma prima que é enfermeira que me observe o braço e me diga se é tão difícil assim encontrar as minhas veias e já agora porquê, pois sinceramente não compreendo.

A situação ocorreu há uma semana e ainda tenho nódoas negras.

Preciso informar-me melhor sobre os meus direitos de paciente. Na próxima semana, talvez escreva para a associação de defesa dos doentes, mas primeiro quero ver o que diz a médica.

Vamos ver!

Friday, 13 June 2008

Tandart (Dentista)

Bom...com o meu "Tandart" ou Dentista estou satisfeita.

Para já somos vizinhos: duas portas a seguir à nossa. Bem bom!

Estive lá na semana passada para fazer a minha limpeza semestral aos dentes.

Diferenças:

A limpeza é feita pelo Higienista Oral e não pelo Dentista.

Não há copo com água para bochecharmos.A boca é limpa directamente por um tubo.

Há um consultório onde se faz a radiografia total aos dentes;muito mais precisa do que a radiografia que fiz na Clínica da Avenida da Liberdade em Lisboa.

Sei o resultado na hora e o médico diz logo o que é necessário fazer.

De acordo com a análise do dentista e bem visível aos meus olhos, era necessário tratar quatro dentes e extraír uma raíz.

Fiquei muito aborrecida por saber isto, pois antes de vir embora de Portugal, gastei à minha conta 350 euros a tratar dos dentes.

A única coisa que eu queria agora era branqueá-los.

Bom, mas se é preciso tratar primeiro, faça-se.

Esta quarta-feira, tratei dois dentes e posso dizer que ficaram muito bem, pois o tipo de tratamento foi completamente diferente.
Esta quinta-feira, tratei mais dois dentes e extraí a raíz do dente que me deixaram cá.
Estava receosa, já imaginava uma cirurgia difícil, com pontos e tudo, mas não custou nada.
Só fiquei com a cara inchada da anestesia e sonolenta.
Desejosa de ir para casa dormir pois tive um dia agitado. Aulas de manhã, teste e viagens.

Contudo, ainda fui ao seguro entregar o recibo do dentista, à farmácia para comprar o elixir que o médico receitou e aos correios deixar uma carta.

Não se esqueçam que não tenho aqui ninguém a quem possa pedir esses pequenos favores (por exemplo, a minha mãe) e mesmo que tivesse teria que ser alguém que soubesse falar inglês.

Por isso, por volta das 19 horas, comi um pure de cenoura (tinha que ser algo que escorregasse, pois mal podia abrir a boca) e fui-me deitar.

Hoje, sinto-me melhor. Já posso falar normalmente. Mas não posso mastigar nem colocar a prótese.

O efeito da amioxilina também está a passar, embora continue a ter "brancas". O pensamento está um bocado lento.

Estou muito cansada:
1º três semanas com dores de estômago e sem analgésicos,pois o médico achou melhor aguardar pelo resultado do exame respiratório;
2º tomada de antibiótico durante 7 dias num total de 42 comprimidos;
3º fiquei bem do estômago, mas tive uma reacção alérgica que me deixou sem poder deitar e muito fatigada;
4º fiz vários testes no meio desta confusão toda e com muita matéria para estudar;
5º numa semana, toma lá 4 anestesias para tratar dos dentes;

Estou a escrever para me ajudar a organizar mentalmente.

E para desabafar.

Faz bem à alma.

E porque já me sinto melhor.

Espero que tempos mais calmos se avizinhem.

Beijos

HelicoBacter Pylori


Há tres semanas, fiz um exame bacteriológico para apurar se tinha uma bactéria no estômago. Confirmou-se a suspeita: a Helicobacter Pylori estava cá. Esta bactéria pode causar cancro no estômago, sobretudo em pacientes com histórico familiar de cancro como o meu - o meu pai faleceu devido a um cancro no esófago e o meu avô devido a um cancro no estômago -  e se não fôr tratada atempadamente O médico de famíla  receitou-me Pantopac . Disse-me para tomar seis comprimidos por dia durante uma semana (3 de manhã e 3 à noite).

Acontece que este medicamento tem amioxilina, uma "prima" da penicilina, à qual sou alérgica. Os efeitos secundários - diarreia, fadiga, diminuição das capacidades cognitivas como redução da memória e lentidão de pensamento - não se fizeram esperar. Nada conveniente quando se tem que viajar 3 vezes por semana e se está a aprender uma nova língua e em época de testes...

Além disto, como se nao bastasse, sofri uma reacção alérgica fortíssima, após o final do tratamento: manchas vermelhas nas pernas, nos braços, no tronco, nos pés e nas mãos. Tive que faltar a uma aula, pois não aguentava a roupa. Além de que, não conseguia dormir por não suportar encostar-me aos lençóis. Em vez de tomar Pantopac, devia ter tomado um medicamento com metronidazole, isso sim

Se quiserem saber mais sobre a amioxilina, cliquem aqui e vejam fotografias sobre a reacção alérgica.
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Neste momento, já estou um pouco melhor, Graças a Deus!

Mas como é que isto aconteceu, perguntam....

Quando me inscrevi no centro de saúde, registei num formuláiro que sou alérgica à penicilina e ao diclofenac. Segundo me apercebi agora, essa informação não foi passada para o computador. Confiante que a informação estava registada informaticamente, não alertei o médico na altura da prescrição. Verdade seja dita que ele também não me perguntou se eu era alérgica à penicilina ou não...

Conclusão: sempre que me receitarem seja o que fôr, seja perguntado ou não, tenha escrito ou não, direi sempre ao que sou alérgica.

Viver e aprender...ah, pois é!

Saturday, 17 May 2008

Pharmacy



Na Holanda, se precisarem de comprar alcool, pensos, gaze, testes de gravidez ou termómetros, não se dirijam a nenhuma farmácia, pois não os vendem, mas sim a uma loja Ethos ou Kruidvat, na secção "Gezondheid".
Ah, o recipiente de alcool não é branco, opaco e grande, mas sim preto, em vidro e pequeno e costuma estar nas prateleiras de baixo.

Tuesday, 4 March 2008

Dutch Health System

No centro de saúde

No dia 22 de Janeiro, eu e o meu marido fomos pela primeira vez ao Centro de Saúde que fica próximo da nossa casa.
A consulta dele foi às 8h40m e a minha às 8h50m. Aqui ficam algumas notas.

Horários

Os horários de marcação são para cumprir.
Se eu achar que vou precisar de vinte minutos de consulta, devo marcar dois períodos, frisou a médica, pois como a senhora disse «nós não gostamos de deixar ninguém à espera e gostamos de respeitar os nossos "appointments"».

Filas? 

Não há filas para pagar consultas ou medicamentos porque tudo isto já está incluído nos nossos seguros de saúde;

Manual de Acolhimento

Quando nos inscrevemos no Centro de Saúde, deram-nos um manual de acolhimento que incluia  um formulário para apresentar alguma reclamação que nos parecesse importante, folhetos explicativos sobre o centro de saúde e a farmácia, contactos actualizados e questionários com perguntas relativas ao nosso estado de saúde e medicamentos que estejamos a tomar.

O contacto com a médica de família, o consultório e a sala de espera

A médica de família, huisart,  saiu do consultório e chamou por mim. Apertou-me a mão, olhou-me nos olhos e convidou-me a entrar e a sentar. No final da consulta, levantou-se, abriu a porta, e apertou-me a mão outra vez. Fiquei tão atarantada com tanta educação que até deixei lá o bloco de notas...

Durante a consulta, nada de fichinhas e arquivo. A médica anotou tudo no computador.
A receita é um papel branco pequeno (parece um "post it") que a médica imprime. Não se usam vinhetas.

O consultório dispõe de uma sala de observações reservada. Assim quem entrar não irá invadir a nossa privacidade.

A sala de espera é calma e tranquila: ouve-se música “chill out”, há quadros de artistas locais dispostos nas paredes para quem quiser comprar, há um espaço de brincadeiras para crianças, há revistas, água e nada de filas para carimbar seja o que fôr após as consultas.

Farmácia

O centro de saúde tem uma farmácia associada, onde nós já nos tínhamos inscrito previamente. Médico e farmacêutico comunicam entre si por computador. Quando cheguei à farmácia confirmaram, no computador, que a médica tinha receitado o medicamento em questão. Assim, todo o nosso histórico farmacêutico fica registado.

Hospital

Seguidamente, fomos ao hospital para tratar dos nossos cartões de identificação. Cada vez que lá formos, não vamos ter de responder ao mesmo questionário infindável de identificação. Basta apresentar o cartão.

Policlínica

Seguidamente, fomos à Policlínica onde o meu marido foi fazer umas análises de rotina. Disseram-nos que o meu marido deverá telefonar no dia seguinte para saber se deve ir ou não ao médico, consoante o resultado das análises. A policlínica envia directamente as análises para a médica e o meu marido só deverá marcar consulta caso seja necessário.