Sunday, 9 November 2014

Bruxelas: o prazer de comer bem



Gosto também de ir a Bruxelas pelo prazer de comer bem, quero dizer, com sabor e variedade. Estes são alguns dos cantinhos já experimentados e aprovados.



O peixe é fresquíssimo e basta pedir o que se pretende junto à bancada. Os empregados anotam os nossos nomes e quando os pratos estão prontos, gritam por nós. É isto. Um ambiente castiço e alegre na Praça de Santa Catarina.






Estes foram os pratos que gostámos mais. Yammy!
O champanhe também estava bom, fresquinho. À tua, Bruxelas!



Paul é um óptimo local para lanchar: desde os pães rústicos aos bolos, o difícil é escolher.




A história desta casa começa em 1889, numa localidade próxima da cidade de Lille, em França. Hoje, presente também na Bélgica (desde Novembro de 2007), conta já, entre os dois países, com uma rede de 430 pastelarias/padarias.



Esta tarte de limão é deliciosa!!



Na Maison Corica, experimentámos, pela primeira vez, aquele que é considerado o café mais caro do mundo, o Kopi Luwak, mas não gostámos tanto como isso. Já a mistura "Gourmet" da casa, soube muito bem.




A Brasserie Jaloa, também na Praça de Santa Catarina, revelou-se igualmente uma escolha acertada para almoçar. O marisco é muito fresco, o prato muito bem servido. Não fotografei, nem o restaurante (que é pequeno e acolhedor), nem o prato, mas, através deste video, podem ficar com uma ideia aproximada.





Saturday, 8 November 2014

Vagueando por Bruxelas...


Vagueando por Bruxelas...


1. La Maison des Ducs de Brabant, Grand Place



Pormenor da Casa dos Duques de Brabante.

O edifício tem este nome por causa dos 19 bustos dos Duques de Brabante situados abaixo das janelas do primeiro andar, mas os Duques nunca aqui viveram. 

A Casa dos Duques de Brabante consiste num grupo de 7 casas (Guildhuizen), em estilo barroco classicista. As Guildhuizen (em neerlandês) eram os locais onde os membros das guildas se reuniam para discutir assuntos relacionados com a sua profissão. As Guildas eram associações de comerciantes ou artesãos, que regulavam a prática da sua arte numa determinada cidade. 

Cada uma das Casas tem um nome diferente. Esta, na foto acima, é a "Le Moulin à vent" ("O Moinho"), que pertencia à corporação dos moleiros. As outras casas são:
"La Renommée " ("A Fama");
"L' Érmitage" ("O Eremitério"); 
"La Fortune" ("A Fortuna" - corporação dos curtidores de peles);
"Le Pot d' étain" ( "O Vaso de Estanho" - corporação dos carpinteiros);
"La Colline" ("A Colina" - corporação dos escultores, pedreiros, talhadores de pedra e exploradores de pedreiras de ardósia );
La Bourse" ("A Bolsa").

A fachada monumental do edifício, da autoria de Guillaume de Bruyn, data de 1697-1698 e resultou do projecto de reedificação da Grand Place, após o bombardeamento da cidade pelas tropas francesas de Luis XIV, comandadas pelo Marechal de Villeroy, em Agosto de 1695 (Guerra dos Nove Anos) e que destruiu a Grand Place por completo.

2. La Maison de la Rose, Grand Place




O nome  "A Casa da Rosa" advém do facto de, no século XV, a Casa ter pertencido a uma senhora chamada Catherine van der Rosen. A Casa foi reedificada em 1702, no âmbito do projecto de reedificação da Grand Place.


3. Os cavalos das charrettes, Grand Place

Não chegámos a experimentar...



4. "Old England"




Neste belo edifício Art Nouveau, da autoria de Paul Santenoy, datado de 1899, fica situado o Museu da Música. Já tentei visitá-lo várias vezes, mas quando vejo os grupos de crianças das escolas, volto para trás. É muito barulho para mim. 


5. Hôtel Gresham (actualmente faz parte do Museu de Belas-Artes)


O Hôtel Gresham situa-se no edifício neo-clássico do Hôtel des Brasseurs (1780), na Place Royale, que, em 1900, foi adquirido pela Gresham Life Assurance Society Limited. O seu interior, em estilo Art Nouveau, é da autoria do arquitecto belga Léon Govaerts. Em 1967, o edifício é adquirido pelo Estado para integrar o Museu Nacional de Belas-Artes.







Friday, 7 November 2014

Hôtel Métropole



Especialmente para a GL e o João Menéres.

Hôtel Métropole, Bruxelas

O Café Métropole, fundado em 1890 pelos irmãos Wielemans, é uma das minhas paragens obrigatórias quando vou a Bruxelas. Gosto muito da sua decoração, criada pelo arquitecto franco-belga, Alban Chambon.




O Hotel, do mesmo nome, localizado no edifício contíguo, foi inaugurado 5 anos mais tarde, em 1895. Na foto abaixo, podemos ver a Recepção - anteriormente, os balcões de atendimento do banco que ali se situava.




O Métropole foi o primeiro hotel a ter electricidade e aquecimento central e a sua decoração, que integra diversos estilos, esteve também a cargo de Alban Chambon.




Eis a sua descrição de acordo com o site  oficial (6.11.2014)

"The French Renaissance main entrance, leads to the Empire style reception hall, where columns and pillars line the room. The attentive observer will linger in front of the beautiful stained-glass windows, which would be used widely later on by the art-nouveau style. To the right, lies a large staircase and the lift with its elegant and timless mahogany case. Chambon did not hesitate to call upon the best artists and craftsmen of his era who assisted him in his work. It is in this respect that the bronze Nymph on the fountain of the Roman-style restaurant that has now been converted into a café was signed by Julien Dillens. An Indian lounge and an Italian Renaissance reception hall complete this refined collection of styles."



Uma última curiosidade:
Um dos meus cocktails favoritos, o Black Russian, foi criado neste Hotel, em 1949, pelo barman Gustave Tops, em honra da embaixatriz norte-americana no Luxemburgo, Perle Mesta.



Consegui aguçar-vos o apetite para uma visita? ;-) Espero que sim. :-)


Thursday, 6 November 2014

Voltar à Belle Époque


Um dos motivos que me faz gostar de Bruxelas, especialmente nesta época do ano, é o aprumo no trajar que encontro em muitos dos seus habitantes, sobretudo aqueles que se passeiam pelas conhecidas galerias comerciais de Saint Hubert e Passage du Nord. Passear nestas galerias, ou estar sentado a observar quem passa, é como voltar um pouco à Belle Époque...




Eu gosto da simplicidade e do espírito prático holandeses, mas já não aprecio um certo descuido e desmazelo com a aparência. Quando chegámos aqui, em finais de 2007, achei que a mulher portuguesa tinha, de longe, mais cuidado consigo própria, mesmo na sua forma mais casual e prática de vestir. Só em Haia, as senhoras me pareceram mais arranjadas e com aspecto mais cuidado. No entanto, pouco tempo depois, observei as mesmas "tendências" no nosso jardim à beira-mar plantado. E é nesse sentido, que as viagens a Bruxelas me permitem um certo "lavar de vistas" no que à elegância diz respeito. Volto atrás no tempo e volto com prazer.

Os "modismos" de que falo e não aprecio são os seguintes:

a) o uso indiscriminado de leggings (sobretudo brancas) e que é transversal a diversas faixas etárias;
b) as micro-saias que mais parecem cintos, sobretudo em senhoras mais gordinhas;
c) a proliferação de tachinhas nos acessórios;
d) a maquilhagem pesada e exagerada;
e) os saltos altíssimos e desproporcionados;
f) as doses "industriais" de perfume;
g) o uso de botas de pêlo no Verão (vi algumas raparigas nestes preparos, sim);
h) o cabelo muito curto, cortado à rapaz, que noto, sobretudo, nas senhoras mais velhas;
i) a t-shirt branca de manga curta por baixo da camisa aberta, no caso dos homens, sobretudo em ambiente de trabalho (esta prática ainda não vi em Portugal).

Que cada um se veste como quer, diz o politicamente correcto. Mas eu não sou politicamente correcta.
E há certas coisas que aprendi na adolescência e que, para mim, continuam a fazer todo o sentido, a saber:

a) a maquilhagem deve ser aplicada de acordo com o tom de pele e formato do rosto;
b) o perfume deve ser colocado q.b.;
c) sapatos de acordo com a altura, o peso e a estação do ano;
d) peças de vestuário bem conjugadas, de acordo com o nosso tipo físico (para favorecer a nossa silhueta) e a estação do ano (mais higiénico e confortável);
e) unhas arranjadas (leia-se limpas e limadas), banhinho tomado e desodorizante colocado..
f) corte de cabelo que favoreça o rosto e os nossos pontos fortes, não o contrário.

Sim, gosto de "lavar as vistas" nas galerias comerciais de Bruxelas. Faço por ignorar o que não gosto e concentrar-me nos senhores e senhoras bem vestidos que vão passando...Para a próxima, acho que peço licença para fotografar...

Há um outro motivo que também me faz gostar destas galerias: as lojas de comércio tradicional.
Eis alguns exemplos:

A loja de luvas J.B. Guanti nas Galerias Reais de Saint Hubert.




A Cutelaria do Rei, fundada no século XVIII, na Passage du Nord.




Reparem nestas tesouras de costura...



E para quem é apreciador de lojas vintage...a Rêve d"Ange, uma loja de bijuteria e que funciona também como florista.



Fica a sugestão do passeio, agora que o Natal se aproxima e o frio pede casacos compridos, boinas, cachecóis e écharpes, que se podem combinar de forma simples e bonita, criando conjuntos elegantes, coloridos, engraçados e inesperados que caem a matar...Ou como dizia Yves Saint-Laurent, um dos meus estilistas favoritos e de quem não tenho uma única peça :

"A moda passa, o estilo é eterno."




Monday, 3 November 2014

Muitos Parabéns, Margarida!


Muitos Parabéns, querida Amiga Margarida!

Espero que gostes da festa holandesa que te preparei.

Uma rosa de Marken ...(não poderiam faltar as flores para a aniversariante...;-)




Passarinhos...(os convidados especiais...)



O bolo ...Uma típica tarte de maçã holandesa...



Uns docinhos da Doblastore de Alkmaar para a mesa ficar ainda mais bonita...




A música de Parabéns, claro...;-)

Lang zal ze leven / Longa vida, Margarida!


 



Lang zal ze leven (3x), in de gloria (3x). Hij leve hoog (4x), ja hoog (2x), hij leve hoog. 

For he's a jolly good fellow (3x), and so say all of us (3x). 

Er is er een jarig, hoera, hoera, dat kun je wel zien, dat is zij. Dat vinden wij allen zo prettig ja ja, en daarom zingen we blij. Zij leve lang hoera, hoera (4x). O, wat zijn we heden blij, er is er een jarig, dat feest vieren wij.

jaring (aniversário)
zingen (cantar)
blij (contentes)
feest (festa)
vieren (festejar)
leven (viver)

E os meus/nossos...

Votos que a História, a Arte e a Renovação estejam sempre presentes na tua Vida! Sê feliz, Margarida! Tudo de bom!

Painel de azulejos do edifício De Waagtoren em Alkmaar



Que tal, agora, um passeio por Alkmaar...? :-)

Enjoy!




Thursday, 30 October 2014

Espaço Embaixada


No Sábado, dia 20 de Setembro, "corri a coxia" em Lisboa.

No final da tarde, encontrei-me com amigos queridos que fizeram o favor de me dar a conhecer o muito que de novo a Capital tem agora para oferecer nas suas áreas mais nobres como, por exemplo, o Príncipe Real. Ao longo deste percurso, surgiram diante do meu olhar, muitos espaços novos para mim, como lojas de produtos tradicionais portugueses com uma abordagem ao nível do design e do marketing bem mais arrojada, novas pastelarias como a Poison D`Amour e a beleza de muitos prédios oitocentistas, agora requalificados. E ao meu redor, para cima e para baixo, gente de todo o lado, sobretudo da Europa, num ambiente deveras cosmopolita. Era tanta novidade, cor e movimento, que fiquei, por momentos, enebriada e nem sequer me preocupei em fotografar. Queria usufruir, simplesmente....

Um dos espaços que mais apreciei foi o Espaço Embaixada, situado no Palacete Ribeiro da Cunha e que eu conhecia como a antiga Reitoria da Universidade Nova de Lisboa. Este palácio, do século XIX, em estilo neo-árabe, é, agora, o que se chama uma Galeria Comercial Conceptual, que abriga, nas suas diversas salas, lojas de design, moda e gastronomia, bem como, espaços onde a cultura, a tradição e a modernidade se interligam em harmonia. A empresa imobiliária EastBanc, que revitalizou este espaço, no âmbito do seu projecto de requalificação e dinamização do Príncipe Real, é também a proprietária de mais 3 palácios (Faria, Castilho e Anjos) e outros 16 edifícios oitocentistas, situados nesta área nobre da cidade.

Estas são algumas das lojas do Embaixada que vale a pena visitar: Amélie au Théâtre (loja que se destaca pela sua bijuteria vintage criada pela sua proprietária, Amélia Antunes), Shoes Closet, Moleskine, Storytailors, Urze-Portuguese Mountain Lifestyle, Vla Records, Organii Bebé, Organii Cosmética Biológica, LinkstoreO da JoanaPaezTemporary Brands e Boa Safra. A todas devo uma visita bem mais demorada e às que não vi também.

Um dos pormenores que mais gostei no actual Espaço Embaixada foi a forma como o jardim do Palácio foi aproveitado como lounge, tirando partindo da sua magnífica vista para o Jardim Botânico. Para a próxima, quero ir lá de dia também.

À falta de fotografias da minha parte, fica este video para dar uma ideia a quem, ainda, não conhece este Espaço.