Because is Summer ;-) Let's enjoy!
Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento, agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer.
Antonio Feio
Caetano Veloso, Nao enche
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Monday, 2 August 2010
Monday, 21 June 2010
Hallo, zomer!
Vivaldi, As Quatro Estacoes (Verao)
A something in a summer’s Day
As slow her flambeaux burn away
Which solemnizes me.
A something in a summer’s noon —
A depth — an Azure — a perfume —
Transcending ecstasy.
And still within a summer’s night
A something so transporting bright
I clap my hands to see —
Then veil my too inspecting face
Lets such a subtle — shimmering grace
Flutter too far for me —
The wizard fingers never rest —
The purple brook within the breast
Still chafes it narrow bed —
Still rears the East her amber Flag —
Guides still the sun along the Crag
His Caravan of Red —
So looking on — the night — the morn
Conclude the wonder gay —
And I meet, coming thro’ the dews
Another summer’s Day!
Emily Dickinson
A something in a summer’s Day
As slow her flambeaux burn away
Which solemnizes me.
A something in a summer’s noon —
A depth — an Azure — a perfume —
Transcending ecstasy.
And still within a summer’s night
A something so transporting bright
I clap my hands to see —
Then veil my too inspecting face
Lets such a subtle — shimmering grace
Flutter too far for me —
The wizard fingers never rest —
The purple brook within the breast
Still chafes it narrow bed —
Still rears the East her amber Flag —
Guides still the sun along the Crag
His Caravan of Red —
So looking on — the night — the morn
Conclude the wonder gay —
And I meet, coming thro’ the dews
Another summer’s Day!
Emily Dickinson
Wednesday, 16 June 2010
Na Orla do Mar
A portuguese poem of Eugenio de Andrade...A Orla do Mar...I read it yesterday in my last logopedie lesson...:-)
A very special moment to me, to read portuguese poetry...they didn't understand the words, but they liked the way I read the poem...and I was glad, because I wanted them to feel the beauty of our poetry...;-)
Na Orla do Mar
Na orla do mar,
no rumor do vento,
onde esteve a linha
pura do teu rosto
ou só pensamento
- e mora, secreto,
intenso, solar,
todo o meu desejo -
aí vou colher
a rosa e a palma.
Onde a pedra é flor,
onde o corpo é alma.
Eugenio de Andrade (1956)
Praia da Adraga, Sintra
Ennio Morricone, "Love Theme" from Cinema Paradiso
A very special moment to me, to read portuguese poetry...they didn't understand the words, but they liked the way I read the poem...and I was glad, because I wanted them to feel the beauty of our poetry...;-)
Na Orla do Mar
Na orla do mar,
no rumor do vento,
onde esteve a linha
pura do teu rosto
ou só pensamento
- e mora, secreto,
intenso, solar,
todo o meu desejo -
aí vou colher
a rosa e a palma.
Onde a pedra é flor,
onde o corpo é alma.
Eugenio de Andrade (1956)
![]() |
Ennio Morricone, "Love Theme" from Cinema Paradiso
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Monday, 24 May 2010
Les fleurs de mon jardin
| From Coisas Minhas |
| From Coisas Minhas |
| From Coisas Minhas |
| From Coisas Minhas |
Lorsque en ces frais matins, je sors dans mon jardin,
avant que personne ne soit éveillé,
je recherche un temps de bonheur parfait.
En cette heure divinement fraîche et calme,
les ravissants visages de chaque fleur me saluent avec une joie silencieuse
qui me remplit d'un contentement infini;
chacune me donne sa couleur propre, sa grâce, son parfum
et m'enrichit par la perfection de sa beauté.
Célia Thaxter
(1835-1894)
These flowers are for you, Beto (Peniche, 1967 - Caldas da Rainha,23 de Maio de 2010)
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Friday, 26 March 2010
Unexpected treasures
"Unexpected treasures...are often the ones I cherish the most...For instance..to find...kind,sweet and caring people..the ones who not only live their life but really LIVE it."
The Dutchess
Para ti, minha querida, um dos mais belos poemas portugueses...direi mesmo, do mundo...
To you, my dear, one of the most beautiful portuguese poems of ever...also of the world, I believe so...
Trovante, Perdidamente
Ser Poeta
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Florbela Espanca
The Dutchess
Para ti, minha querida, um dos mais belos poemas portugueses...direi mesmo, do mundo...
To you, my dear, one of the most beautiful portuguese poems of ever...also of the world, I believe so...
Trovante, Perdidamente
Ser Poeta
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Florbela Espanca
Wednesday, 24 March 2010
Um momento para relaxar
Pedro Abrunhosa, Eu nao sei quem te perdeu
Quando veio,
Mostrou-me as maos vazias,
As maos como os meus dias,
Tao leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
Nao partas nunca mais
E dancou,
Rodou no chao molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.
E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do ceu,
E eu nao sei quem te perdeu.
Abracou-me
Como se abraca o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.
E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.
E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do ceu,
E eu nao sei quem te perdeu.
Quando veio,
Mostrou-me as maos vazias,
As maos como os meus dias,
Tao leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
Nao partas nunca mais
E dancou,
Rodou no chao molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.
E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do ceu,
E eu nao sei quem te perdeu.
Abracou-me
Como se abraca o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.
E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.
E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do ceu,
E eu nao sei quem te perdeu.
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