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Monday, 18 September 2017
Monday, 28 August 2017
Gaivotas, Mar, Cães, Tabouleh e Dickens
O sol da manhã, que já ia alto, sussurrava "praia" ao meu ouvido. E eu, que gosto de sussurros, escutei com muita atenção. Foi assim, que, no sábado, logo após o almoço, rumámos à nossa praia holandesa de sempre, Katwijk aan Zee. A areia fina que me lembra ampulhetas, as dunas que nos protegem num abraço, o sossego maior daquele recanto de praia em frente ao restaurante Het Wantveld (se clicarem neste link, podem ver algumas imagens panorâmicas), onde, assim que chego, páro sempre para o espresso, o sumo de laranja natural e o típico croquete de carne holandês. Gosto destes hábitos "de sempre". Sou muito felina nos meus rituais e nos meus amores. Sei onde são as minhas casas e os meus recantos.
Um dos aspectos que mais aprecio, ao chegar ao Het Wantveld, é o cuidado com os animais. Há sempre taças com água para os cães. Na renovada "ladeira", a caminho da praia, contei mais de uma dúzia de canídeos. Há muitas pessoas com cães por aqui (às vezes, até mais que um), e muitos restaurantes preparados para receber os fiéis amigos.
Já na praia, estendidos nas nossas toalhas (a minha rosa, a dele azul), gosto do cirandar das gaivotas ao nosso redor e dos vôos rasantes com que nos brindam, aqui e ali. Desta vez, fizeram-me uma surpresa no mar. Ao caminhar pelo ritmo quieto do dia daquelas águas do Mar do Norte, vi, um pouco mais adiante, duas gaivotas sentadas naquela planície líquida, uma à minha esquerda, outra à minha direita. Fizeram-me sentir uma princesa, à medida que me aproximava. Parecia que o Universo (ou Deus) me dava as boas vindas naquele regresso ao Mar, que, até há bem pouco tempo, durante este Verão, me esteve vedado. Acabei ladeada por elas. Não, não partiram à minha chegada. Muito pelo contrário, quedaram-se por ali. E pareceu-me, que a sorrir.
Ontem, já não fui à água. Fiquei-me pelo areal, a sentir o sol na minha pele e a ler o "Passaporte", desta vez o capítulo sobre as visitas à Inglaterra literária, o mesmo será dizer, à casa de alguns escritores britânicos, como por exemplo, a de Charles Dickens, que gostaria muito, um dia destes, de conhecer.
E se, ontem, no final da tarde, o regresso foi directo a casa, no sábado, ainda parámos em Amesterdão e fomos jantar ao nosso restaurante de sempre. Falo do Bazar, uma antiga sinagoga convertida em restaurante islâmico. Gostamos muito do Bizar Bazar de carne, com ensopado de borrego e tabouleh (uma salada libanesa). E mais uma vez, ali também, havia taças com água para os cães.
"A visita à casa dos nossos escritores preferidos constitui uma maneira original de se passar férias. Depois de termos lido as obras, todas as suas obras, a deambulação tem qualquer coisa de mágico. É doce olhar a caneta com que ele escreveu, ver a cadeira onde se sentou, observar o que se vislumbra da janela do seu escritório. Escolhi para meu primeiro passeio, a casa de Charles Dickens, em Londres."
Maria Filomena Mónica, in Passaporte, 2009, página 149
Votos de boa semana para todos!
"A visita à casa dos nossos escritores preferidos constitui uma maneira original de se passar férias. Depois de termos lido as obras, todas as suas obras, a deambulação tem qualquer coisa de mágico. É doce olhar a caneta com que ele escreveu, ver a cadeira onde se sentou, observar o que se vislumbra da janela do seu escritório. Escolhi para meu primeiro passeio, a casa de Charles Dickens, em Londres."
Maria Filomena Mónica, in Passaporte, 2009, página 149
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Sunday, 4 September 2016
O pôr-do-sol deste 31 de Agosto em Katwijk aan Zee
Valeu a pena ter ido só para assistir a este espectáculo.
Já não fomos à água, nem nos estendemos na areia. Às 19h, já estava fresquinho demais para isso.
Mas, uma hora e picos depois, foi assim.
Entretanto, estivemos na esplanada do restaurante a jantar e a olhar o mar...A única vez deste Verão e soube tão bem...
Votos de bom domingo!
"Eu tenho escrito uma obra que é toda clara e viva, cheia de cor e melodia." (Georges Bizet, a propósito de Carmen)
Chove agora, neste momento em que escrevo, antes de ir dormir. Sente-se o Outono. E, no entanto, ainda há dias, o calor exalava das pedras dos passeios e borboletas brancas ensaiavam coreografias em redor das rosas vermelhas, num jardim particular, duas ruas acima da nossa. Todavia, não posso dizer que o Verão chegou ao fim. Ao que tudo indica, parece que, nesta semana, o calor voltará a exalar das pedras dos passeios e as borboletas brancas a bailar em redor das rosas vermelhas. Quem sabe, ainda tenho direito a mais um espectáculo...;-) A ver se passo novamente pelo supermercado à hora do almoço. É quando elas costumam actuar...;-)
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Friday, 26 August 2016
E ontem vi navios em Katwijk aan Zee...
Ontem, em Katwijk aan Zee...
Esta praia vicia-me...
Foi só hora e meia, mas foi tão bom...
Com votos de bom fim-de-semana!!
Ela é punk, ela é ópera, ela é jazz...Ela é a inconfundível, the one and only Nina Hagen!! ;-))
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Thursday, 25 August 2016
Silhuetas em Katwijk aan Zee
Ontem, num dia de sol, entre as 17h00 e as 20h15, em Katwijk aan Zee
O mar plácido das tuas águas como uma planície liquida.
O vento quente no meu corpo como um afago do deserto.
A água fresca que corria entre as minhas mãos e as minhas pernas.
E ao mesmo tempo, o toque quente daquele vento do deserto nos meus ombros e nos meus braços, no meu rosto e nas minhas costas.
Os cães, sim, os cães a brincar no mar azul.
E na areia que parecia do deserto.
Entre gaivotas, pousadas no mar e em terra.
E já no final da tarde, as silhuetas naquele rasgo de sol, no mar.
Para o meu marido, que me deu a conhecer Lisa Ekdhal, quando começámos a namorar e me convidou, ontem, inesperadamente, para irmos à praia. ;-)
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Friday, 22 July 2016
Mais Verão
Caminhar.
Ver o mar.
Olhar os barcos.
Três grandes prazeres meus.
Serenidade. Apaziguamento. Possibilidades infinitas.
A minha alma liberta.
Anteontem, no final da tarde, duas horas de sol que nos souberam muito bem, na praia de Katwijk aan Zee.
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Ontem, no final da tarde, em Almere Haven.
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Friday, 13 May 2016
Do nosso primeiro dia de praia deste ano
No passado Domingo, dia 8
A aragem macia fazia-nos apetecer estar ali, entre as dunas, abandonados ao afago quente daquela tarde. Mais uma vez, fui encontrar-me com "o meu conversado" de todos os meus Verões neerlandeses, esse senhor, amante de uma longa corte, e que dá pelo nome de Mar do Norte. De mansinho, avancei nas suas águas, dando-lhe tempo, numa conquista suave, mas sem reservas...
Sim, fomos a banhos este Domingo. As temperaturas maravilhosas que se fizeram sentir este fim-de-semana levaram-nos à nossa praia neerlandesa de sempre, Katwijk aan Zee, embora a minha favorita entre todas seja Renesse, na Zelândia, mas para nós, mais longínqua.
Deixámos o carro no parque de estacionamento habitual, ao ar livre, que é gratuito ao Domingo. Seguimos em direcção ao café-restaurante de sempre, este ano mais alargado no espaço e com a decoração renovada. Não costumo entrar na praia, sem primeiro passar por lá, para um café, um sumo de laranja e um croquete de carne. Gosto de ir lanchada.
A praia tem agora uns protectores de vento maiores, cinzentos. Nós fomos mais adiante e ficámos numa quase clareira. O meu marido, a meu lado, aproveitou o embalo da aragem para dormir um bocadinho. No Sábado, tinha andado a limpar o quintal da frente, a retirar as altas ervas daninhas, deixadas pelas chuvas deste último Inverno. Eu só andei a varrer e por isso não estava tão cansada (não andei de cócoras, agachada, ao sol). Vi que ainda me ouviu dizer que ia à água e deixei-o a descansar.
O mar estava frio como de costume. Avancei só até à cintura, muito, muito devagar, e com paragens longas. Dei um sorriso. " Pensa que estás a fazer um tratamento de prevenção anti-varizes.", disse a mim mesma, enquanto tentava adaptar-me à temperatura.
O mar estava frio como de costume. Avancei só até à cintura, muito, muito devagar, e com paragens longas. Dei um sorriso. " Pensa que estás a fazer um tratamento de prevenção anti-varizes.", disse a mim mesma, enquanto tentava adaptar-me à temperatura.
À medida que avançava, vagarosamente, pela água, não pude deixar de reparar que, no raio que a minha vista alcançava, devia ser a única mulher na praia sem tatuagens. Não aprecio particularmente e nunca as faria por moda. Perto de nós, uma alemã tinha uma, discreta, próxima do umbigo. São as que ainda gosto de ver, as pequeninas e discretas, por exemplo, no tornozelo ou no pulso.
Voltei ao areal. E pensei nos meus amigos indianos, que viviam, até há bem pouco tempo, ali perto, em Haia, e foram agora para o Reino Unido. A S. e eu ainda nos conseguimos encontrar por duas vezes, antes da partida dela para terras de Sua Majestade, a Rainha Isabel II.
Fiquei com pena por perdermos o convívio, mas uma amizade verdadeira não é egoísta, e por isso, dei-lhe todo o meu apoio. Ao escutar os seus motivos, a decisão pareceu-me muito acertada: irão movimentar-se em Inglês (a língua em que foram educados na Índia), sem preocupações de aprender uma língua difícil como o Neerlandês, que seria importante numa perspectiva a médio-longo prazo, a decidir continuar aqui; por outro lado, com família no Reino Unido, a duas horas de carro do local para onde vão, o pequeno N. poderá conviver com os primos de vez em quando.
Admirei-lhe a coragem em partir, ainda sem casa na cidade onde vão trabalhar e com uma criança tão pequena. É certo que os primeiros dias, ainda livres, seriam passados em família, mas encontrar casa era urgente (é muito cansativo fazer 4 horas diárias de viagem, sobretudo porque uma criança de ano e meio precisa de ver e estar com os pais e estes com ela). Mas Viver a Vida com "V" também é isto: mudar, arriscar, sacrificar muitas vezes conforto e privacidade durante algum tempo, em busca de um bem maior, de um caminho a ganhar um pouco mais adiante. E que não passa exclusivamente por mudar de país. Há outras mudanças que também custam. Viajar na Vida é corrigir a nossa rota aqui e ali também. Muitas vezes, por vezes. Passar o Cabo das Tormentas para chamá-lo depois Cabo da Boa Esperança.
Tenho um grande carinho e respeito por esta minha amiga. No mês e meio que antecedeu a sua ida para o Reino Unido, conseguiu gerir emprego (trabalhando e vivendo em cidades diferentes), família (uma criança de um ano e meio), mobilidade (tinha vendido o carro há pouco tempo), a inesperada cirurgia do marido, o pós-operatório (que requeria cuidados e o impedia de movimentar-se, logo de empacotar coisas, ir ao supermercado e ao jardim de infância), e, em simultâneo, a preparação de uma mudança para outro país, sem ajudas familiares ou domésticas, tudo isto em 45 dias. A vida de expatriada requer muita força de espírito, sobretudo nos momentos mais difíceis. Gosto muito da S. Mesmo a mil, sempre atenta aos amigos (vi por mim). Uma mulher de fibra, admirável. Discreta e com grande presença de espírito, qualidades que já vão rareando.
Admirei-lhe a coragem em partir, ainda sem casa na cidade onde vão trabalhar e com uma criança tão pequena. É certo que os primeiros dias, ainda livres, seriam passados em família, mas encontrar casa era urgente (é muito cansativo fazer 4 horas diárias de viagem, sobretudo porque uma criança de ano e meio precisa de ver e estar com os pais e estes com ela). Mas Viver a Vida com "V" também é isto: mudar, arriscar, sacrificar muitas vezes conforto e privacidade durante algum tempo, em busca de um bem maior, de um caminho a ganhar um pouco mais adiante. E que não passa exclusivamente por mudar de país. Há outras mudanças que também custam. Viajar na Vida é corrigir a nossa rota aqui e ali também. Muitas vezes, por vezes. Passar o Cabo das Tormentas para chamá-lo depois Cabo da Boa Esperança.
Tenho um grande carinho e respeito por esta minha amiga. No mês e meio que antecedeu a sua ida para o Reino Unido, conseguiu gerir emprego (trabalhando e vivendo em cidades diferentes), família (uma criança de um ano e meio), mobilidade (tinha vendido o carro há pouco tempo), a inesperada cirurgia do marido, o pós-operatório (que requeria cuidados e o impedia de movimentar-se, logo de empacotar coisas, ir ao supermercado e ao jardim de infância), e, em simultâneo, a preparação de uma mudança para outro país, sem ajudas familiares ou domésticas, tudo isto em 45 dias. A vida de expatriada requer muita força de espírito, sobretudo nos momentos mais difíceis. Gosto muito da S. Mesmo a mil, sempre atenta aos amigos (vi por mim). Uma mulher de fibra, admirável. Discreta e com grande presença de espírito, qualidades que já vão rareando.
Quase ao mesmo tempo, os nossos amigos M. e I. deixaram Zeist e mudaram-se para Amersfoort, ficando agora um pouco mais próximos de nós. O meu marido ajudou-os na mudança. É comum, por cá, alugarmos uma carrinha e chamar os amigos para ajudar a carregar e a descarregar os móveis. O I. também foi um dos amigos que nos ajudou a trazer os móveis de volta, quando estucámos esta casa. Queríamos que as paredes ficassem lisas e suaves como estávamos habituados em Portugal e não como é comum por aqui, de aspecto rugoso e áspero ao toque.
Abro os olhos devagarinho. A tarde continuava lânguida e tinha-me deixado ir com ela. O sol queimava a minha perna esquerda e reparo que tenho um ligeiro escaldão. Há anos que isto não me acontecia. Ainda estremunhada, volto a pôr protector solar. E a dormitar...Ou a meditar, talvez, indo parar a uma certa tarde muito divertida com a M., há pouco tempo, em Utreque, a cidade onde nos conhecemos.
A M. quis oferecer-me um almoço num restaurante chinês muito bom, aberto recentemente. Ela é indonésia e isso significa mesa farta (sempre que vamos a casa dela, venho de lá mais cheiinha). Vai daí, a minha amiga mandou vir vários pratos. Tive de pedir que parasse, pois já não consigo comer tanto de uma só vez. Conversámos imenso nessa tarde (sim, tivemos alguns momentos mais sérios, no meio de tanta galhofa). Neste momento, ela quer desacelerar em termos de trabalho e dedicar-se mais aos filhos. Uma decisão que implica custos a nível financeiro e de carreira, mas que sente como o caminho certo a seguir. Só lhe disse para nunca perder aquele riso resplandecente. Que o importante é que esteja bem e feliz com as suas decisões e as tome, sabendo que irá lidar bem com os ajustamentos, cedências e abdicações que qualquer decisão implica. E isso, ela tem sabido até à data. É das pessoas mais lúcidas que conheço, uma excelente mãe, óptima pedagoga. Gosto muito de observá-la a educar os filhos.
Volto novamente ao areal. Vejo as horas, mas nem precisava. Olhando à volta, já muitos se foram embora (janta-se cedo, por aqui). Gralhas e gaivotas passeiam próximo de nós.
Ainda fotografo uma em pleno vôo.
Vejo também que tenho um sms de uma outra S., também ela indiana, também ela a viver em Haia. Tinha estado numa festa de aniversário nesse dia e ficou combinado que nos encontraremos numa próxima ida a Haia.
Apetecia ficar mais tempo - gosto de sair da praia por volta das oito e meia, mas o meu marido ainda não tinha lanchado (para a próxima, levo fruta) e resolvemos ir embora, jantar. Rumámos a Amsterdam, a pensar se teríamos sorte em conseguir mesa no Momo. Nunca reservamos, mas conseguimos sempre...Chegados lá, estava pouca gente para o que é habitual encontrarmos. Isso queria dizer que o dia continuaria ali, como gostamos de vez em quando, quando voltamos da praia, rendidos aos raios de sol pelo chão e àqueles deliciosos sushi's e Martini Lichee's que eles sabem preparar tão bem ...
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Thursday, 31 December 2015
2015: Conhecer melhor os Países Baixos
Vale a pena não ficarmos só por Amesterdão e conhecer mais um pouco dos Países Baixos...
Este ano, visitámos, pela primeira vez, mais algumas cidades: Zutphen, Nijmegen e Leeuwarden. Voltámos a Maastricht, no Limburgo, e à província da Zelândia, onde passámos fins-de-semana. Aconselho tudo. Pela beleza, pelo cuidado, pela harmonia.
Este ano, visitámos, pela primeira vez, mais algumas cidades: Zutphen, Nijmegen e Leeuwarden. Voltámos a Maastricht, no Limburgo, e à província da Zelândia, onde passámos fins-de-semana. Aconselho tudo. Pela beleza, pelo cuidado, pela harmonia.
2015 foi também o ano em que incorporei mais uma tradição neerlandesa no meu quotidiano: fiz a árvore da Páscoa.
Os Países Baixos têm trazido, igualmente, amigos de várias nacionalidades à nossa vida, permitindo-nos vivenciar enquadramentos culturais muito diferentes. Este ano, por exemplo, fomos à festa de aniversário de um menino indiano e foi interessante observar os costumes próprios da cultura hindu.
As livrarias daqui continuam a encantar-me e, abaixo do nível do mar, vive-se uma forte apetência para as artes, diria que, sobretudo, para a música e a pintura. Há sempre alguém a tocar nos pianos das estações de comboios, por exemplo...
Venham, então, daí para muitos dos pontos altos deste ano!
NB: A região da Holanda é composta por duas províncias (Norte e Sul) que fazem parte dos Países Baixos, o nome oficial do Reino (vulgarmente e não acertadamente chamado de Holanda, visto nem todos os neerlandeses serem holandeses).
Conhecemos uma nova livraria: a Paagman, onde, num ambiente de design moderno e arejado, também podemos encontrar livros antigos.
Passeámos na praia de Scheveningen e gostámos muito. Já não íamos lá há alguns anos e só este Verão vimos as esculturas e o passeio marítimo. |
Escutei muita música nas estações de comboios: Haia, Amsterdam, Utrecht,...Tão bom!
| Vi a exposição de fotografia do Anton Corbijn no Gemeente Museum em Haia sobre os músicos e os grupos que cresci a ouvir: U2, Depeche Mode, David Bowie, Rolling Stones, etc... |
Katwijk aan Zee, província Sul da Holanda
Foram 7 dias de praia no Mar do Norte. Uma festa! Apanhámos dias muito bons e foram os únicos de praia que fizemos este ano (se exceptuarmos o dia que estive na praia da Torre, em Maio).
Katwijk aan Zee soube muito bem - ofereceu-me um sorriso e tudo...;-) Nunca tinha visto um arco-íris assim...
Almere, província Flevolândia
Assistimos a muitos ocasos no Verão em Almere Pampus. Acho que nunca vi ocasos tão bonitos como neste país!
Levámos os filhos de casais amigos ao Kinderboekenbos (O Bosque dos Livros Infantis) na Livraria Stumpel em Almere. Nunca tinha visto uma livraria com baloiço e escorrega para as crianças.
Dezembro, o mês do Natal: a Árvore deste ano...desta vez, em tons de vermelho e branco.
Huizen, província Norte da Holanda
Fomos à exposição de pintura da minha querida amiga holandesa Ria Clavaux.
Oisterwijk, Norte Brabante Estivemos em Oisterwijk no Norte Brabante a convite da minha amiga catalã R. e fomos ao Mosteiro Trapista beber as cervejas locais e degustar carnes fumadas e queijo com mostarda. |
Zutphen, província Guéldria
Cidade da Liga Hanseática onde provámos o Zutphen Natjes, um licor à base de canela, funcho e anis. Delicioso! Fiquei fã!
E a cidade é linda, bem cuidada e preservada...(como são todas as que conheci até agora).
Gostámos tanto de Zutphen que ainda voltámos mais duas vezes.
Renesse, Middelburg, Zierikzee, Veere, Burgh-Haamstede, província Zelândia
Uma das zonas balneares do país por excelência e uma província muito bonita, rica em História, que vale muito a pena conhecer. Foi um regresso e gostei imenso. Espero voltar muitas vezes - passear nas dunas de Renesse, deambular pelas ruas históricas de Middelburg e Zierikzee, lanchar e comprar produtos tradicionais em Veere....
Uma província onde se come também muito bem, sobretudo marisco...
Nijmegen, província Guéldria Onde fomos celebrar a época dos espargos, num restaurante espectacular, com música ao vivo e muito em conta. Nunca tinha estado na cidade. Quero voltar. |
Leeuwarden, na Frísia
Foi pelo meu aniversário. E lá encontrei mais uma livraria que me encantou (foto abaixo).
Nunca tinha estado em Leeuwarden e gostei imenso; não só da cidade, mas também das pessoas, que achei muito simpáticas (tal como em Zutphen, by the way).
Nunca tinha estado em Leeuwarden e gostei imenso; não só da cidade, mas também das pessoas, que achei muito simpáticas (tal como em Zutphen, by the way).
Maastricht, no Limburgo Foi a primeira vez que fomos ao mercado de Natal de Maastricht e ao Magisch Maastricht. Muito bom. Gostámos do ambiente, do apartamento onde ficámos e de rever a nossa amiga catalã R. |
Deventer, província Overijssel
Mais um regresso. Um dos pontos altos do ano, o festival dedicado a Charles Dickens, em Dezembro.
E porque, um dia, a Bélgica também fez parte dos Países Baixos, e estamos aqui tão pertinho, fomos, também pela primeira vez, aos mercados de Natal de...
Hasselt
e Liège
Espero que tenham gostado desta voltinha pelos Países Baixos e arredores.
Boas entradas em 2016!!! FELIZ ANO NOVO!!!
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Monday, 31 August 2015
Um arco-íris em Katwijk aan Zee
Um sorriso em forma de arco-íris, ontem, na praia de Katwijk aan Zee. :-)
Em sua pele, madrepérolas hesitantes pintam leves alvoradas de neblina.
Evaporam-se-lhe os vestidos, na paisagem.
É apenas o vento que vai levando o seu corpo pelas alamedas.
A cada passo, uma flor, a cada movimento, um pássaro.
Cecília Meireles (1901-1964)
Um dia de praia formidável - não apetecia ir embora e deixámo-nos ficar até depois das 7.
Nem parecia fim de estação balnear, e, no entanto, os sinais estavam lá: mais espaço no areal, toldos vermelhos de protecção do vento que se recolhiam, pessoas que se deixavam ficar mais um pouco, já vestidas, à conversa, tranquilamente, num Adeus devagar.
Um dia em que se escutou muito a língua de Goethe e que, pela primeira vez na minha vida, me soou como um sussuro, suave e doce, a condizer com o dia que então terminava e, ao longo das horas, se foi reflectindo no mar calmo, como num espelho.
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Votos de boa semana para todos!
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Monday, 24 August 2015
Entre dos aguas (do Mar do Norte e Espanha)
Sábado, dia 22
Uma tarde quente e maravilhosa na praia de Katwijk aan Zee.
E mais uma caminhada pelas águas frescas do Mar do Norte, que me soube muito bem.
E mais uma caminhada pelas águas frescas do Mar do Norte, que me soube muito bem.
(Notas deste dia: à chegada, vimos miúdas a conduzir pequenas charretes e à vinda, uma jovem a cavalo.)
Regresso a casa, ao pôr-do-sol, já próximo de Amsterdam, junto ao aeroporto de Schiphol ...
Jantar em IJburg, um bairro recente da capital (2013).
Vista do bar onde jantámos
Localizado no lago IJ e composto actualmente por 6 ilhas artificiais, estando ainda previstas mais 4, o bairro de IJburg faz parte de Amsterdam Oost (Zona Este de Amesterdão). Lembram-se da nossa ida à Brouwerij'T IJ? Foi nesse dia, já no regresso a casa, que descobrimos esta nova área da capital. A zona, com as suas vistas para o lago IJ, prédios bonitos e área comercial, pareceu-nos muito agradável para viver. À chegada, reparámos logo num bar com vista para o lago e decidimos parar para um café. O bar, latino, servia tapas e combinámos que voltaríamos lá para jantar, um dia destes.
Se recomendo? Muito! As tapas são de excelente qualidade, desde a tortilha aos croquetes de presunto, dos canivetes ao prato de chouriços acompanhados com amêndoas de Valência e tomates frescos. Gostámos também dos vinhos (provámos um tinto e um branco). Na minha cabeça, viajei até às belas esplanadas de Espanha que já tive o prazer de conhecer: Zaragoza, Madrid, Segóvia. Sevilha, Ávila,... E até ao Parador de Zamora, onde se come também muito bem. Os canivetes fizeram-nos lembrar aqueles outros, maravilhosos, no La Mer du Nord, na Praça de Santa Catarina, em Bruxelas.
O atendimento impressionou-nos também pela positiva.
É sabido que este não é um dos pontos fortes dos Países Baixos, mas, no Pinxobar, o atendimento foi cinco estrelas: bem-disposto, afável, brincalhão, em suma, caliente.
O Marco (creio que é assim que se chama o senhor que nos atendeu) é uma pessoa super-divertida. Ele disse-nos que era de Rotterdam (onde os locais se parecem mais com os do "nosso" Porto) e tinha ascendência nas (alegres) Antilhas Holandesas. Aí, percebemos logo toda aquela forma calorosa, solta, divertida e próxima de ser.
Se vamos voltar mais vezes ao Pinxobar? Seguro! E levar amigos, como ficou prometido - senti-me em casa, por lá.
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Tuesday, 11 August 2015
Caminhar nas águas
Neste Domingo, em Katwijk aan Zee, a água estava tão calma, tão quieta...
Caminhei imenso, sempre em frente, como se fosse ao encontro do mar, lá longe. A água, de tão baixa, teimava em não chegar-me aos joelhos. No entanto, ao olhar para trás, via que tinha deixado a margem, há já algum tempo. Hoje, ainda chego a Newcastle, pensei, sorrindo. A pé, a caminhar pelas águas...;-)
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Wednesday, 8 July 2015
Wild is the wind...
...em Katwijk aan Zee
Mas é o vento que nos oferece o festival de cores e dança que é o kitesurfing...
Os toldos de protecção do vento, na praia, nunca são descurados. Sobretudo, em finais da tarde, dão sempre jeito. Mesmo em dias agradáveis como no passado fim-de-semana...
(a escutar a partir dos 36 segundos)
PS: Hoje já chove e está nublado e ontem esteve abafado...Ainda bem que se gozou o sol, na sua passagem por aqui.
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Tuesday, 7 July 2015
Pelas dunas de Katwijk aan Zee
Gostei de caminhar por entre as dunas de Katwijk aan Zee, no passeio de madeira que não conhecia ainda, e parar, de vez em quando, a observar a ondulação das hastes e o mar de prata, lá ao fundo...
Ao longo do percurso, há bancos onde podemos descansar, a contemplar o mar...
E as entradas para o parque de estacionamento subterrâneo integram-se muito bem na paisagem, no seu formato, a lembrar as dunas que as rodeiam...A ver se as fotografo, um dia destes...
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Tuesday, 9 July 2013
Em Katwijk aan Zee
O Mar
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.
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Sophia de Mello Breyner Andresen
Friday, 27 July 2012
Summertime
Lovely, lovely days we have been enjoying :-)))
Summertime,
And the livin' is easy
[...]
One of these mornings
You're going to rise up singing
Then you'll spread your wings
And you'll take to the sky
[...]
Katwijk aan Zee, July 24
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Almere Strand, July 23
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