Tuesday, 6 September 2016

Roterdão, uma cidade de arquitectura arrojada: alguns registos


Neste domingo,  num passeio com a C. e o J., a caminho da ponte Erasmus.

Bem-vindos à Manhattan do Mosa !

Roterdão foi fortemente bombardeada a 14 de Maio de 1940 pelas tropas Nazis. Após o final da guerra (1945), boa parte da cidade teve de ser reconstruída, dando lugar, ao longo das décadas seguintes, a uma paisagem urbana completamente diferente, de edifícios altos e modernos. Este post é só uma muito pequena amostra daquela que é conhecida actualmente como a Manhattan do rio Mosa. As fotografias foram tiradas no percurso entre o Museu Marítimo e a Ponte Erasmus.











De Rotterdam (2013), à direita na fotografia
Autoria: Rem Koolhaas



A cidade actualmente







Um excerto do livro da salvadora do Diário de Anne Frank, Miep Gies

"As suddenly as it it had started, it was finished. At seven in the evening of May 14, General Winkelman came onto the radio and announced that the Germans had obliterated Rotterdam with bombs dropped from the air; that floods were spreading across sections of Holland through opened dikes; that the Germans had threatened to bomb Utrecht and Amsterdam if we continued to resist. In order to spare further loss of life and property, the General explained, we were surrendering to the Germans. He asked us all to remain calm  and wait for further instructions.
Like the lowest thieves in the night, the Germans had attacked us. Now, suddenly, our world was no longer ours. A strange air of limbo settled over us all.We waited to see what would happen. All the while, rage smoldered inside. Nothing worse could happen to us; we were no longer free."

Miep Gies e Alison Leslie Gold, Anne Frank Remembered - The Story of the Woman Who Helped to Hide the Frank Family, Simon & Schuster Paperbacks, 2009, pág. 60


11 comments:

Margarida Elias said...

Que medo desse tempo da guerra - espero que não volte. Assustam-me as cidades muito modernas, gostava de poder andar no tempo e visitá-las quando tinham as casas antigas... Beijinhos!

Paula Lima said...

É impressionante o quanto a guerra (qualquer que seja) muda a vida das pessoas de uma forma absoluta.
Na única vez que visitei Amesterdão, dois dos dias (uma 5ª e 6ª) foram de formação e a empresa colocou-nos num hotel em Breukelen (que adorei). Uma das noites fomos todos os formandos jantar fora (uma mistura de polacos, libanês, checos, indiano, portuguesa, muito interessante) e a pé até à povoação mais perto. A impressão que me fez ninguém ter cortinas nas janelas das casas por onde passávamos!!!!! Disseram-me que tinha a ver com a guerra e um decreto! Eu, habituada às minhas cortinas e à privacidade, em casa da mãe, achei extraordinário!

bea said...

Tenho de ir ler mais logo que o meu inglês pondera a cada frase e não brota, antes sai em esforço da mente que procura. Um bocadinho lento, portanto. Bom Dia:)

Presépio no Canal said...

Margarida,

Compreendo o que queres dizer. Também fiquei curiosa pela Roterdão antes da guerra.
A parte onde caminhámos, junto ao porto, achei-a muito bonita, com os seus edifícios altos. Talvez seja a ligação à água... Amanhã, publico um post que ameniza mais o impacto do betão. Com os barcos...;-)

Beijinhos!

Presépio no Canal said...


Bea,

Não sei se este livro foi traduzido para português e, se nesse caso, a tradução é boa. Mas recomendo a leitura. É muito interessante. Até porque a própria Miep Gies era uma refugiada. Ela veio da Áustria para os Países Baixos no período da Primeira Guerra Mundial (já não sei precisar bem quando, mas foi por aí).
Bom dia! :-)

Paula Lima said...

Passeei por Amesterdão sábado e domingo sózinha e sábado tive que voltar ao hotel em Breukelen (não ficava mesmo na cidade ou vila, em si, mas ao pé da estação de combóio. Na altura para tirar o bilhete nas máquinas tive a ajuda de uma senhora amorosa, que percebeu que eu não percebia nada....e ainda me emprestou moedas!). A viagem de barco foi sábado no final da manhã de sábado depois de visitar a casa da Anne Frank (e que arrepios me fez sentir essa visita), mas tive atenta às casas por onde passava, depois de ter visto as outras. A teoria do Calvinismo também me parece perfeitamente válida!
Pode ser que quando for com o marido dê para fazer à noite o passeio de barco!

Presépio no Canal said...

Paula,

Não conheço Breukelen e quero lá ir. Foi por causa desta cidade, que Brooklyn, nos EUA, foi assim baptizada. E agora com o seu input positivo, ainda devo ir mais depressa. ;-))
Achei curiosas as razões apresentadas para o facto das janelas não terem cortinas. Não conhecia esses motivos e fiquei curiosa. Quando chegámos, disseram-nos que tinha a ver com o Calvinismo (a religião predominante do país) - mostrar que não há nada a esconder, que se leva uma vista limpa, sem motivos de suspeitas, honrada (do ponto de vista económico e familiar).
Fez a viagem de barco à noite? É quando gosto mais. Dá para ver melhor os tectos das casas por dentro.

Presépio no Canal said...

Paula,

Foi quando gostei mais, à noite. E é mais romântico. :-)

Presépio no Canal said...

Acima, queria dizer uma "vida limpa".

Paula Lima said...

Eu percebi!

Presépio no Canal said...

Paula,

;-)