Thursday, 8 September 2016

No Tassenmuseum em Amesterdão


Especialmente, para as senhoras que seguem este blogue.

(MR, lembrei-me muito de si e da sua rubrica "Elegâncias", no Prosimetron.)

Uma visita ao Tassenmuseum em Amesterdão, no passado mês de Agosto. 

Carteiras, bolsas, malas de acessórios, escolares e de viagem, em diversos materiais, estilos e séculos. No maior museu do mundo da especialidade.

Este post é só para abrir o apetite...;-)

A entrada no Tassenmuseum é gratuita com o Museumkaart (Cartão dos Museus).

Fotos tiradas por mim com o telemóvel.


O Restaurante e Sala de Chá









Algumas peças da colecção




























16 comments:

Paula Lima said...

Que belo! Este é daqueles museus que eu percorreria lentamente, apreciando a arte e beleza dos trabalhos expostos! Aprendi com a minha mãe, modista toda a vida, a apreciar a arte de fazer "coisas" bonitas! Vermos na TV uma passagem do Yves St Laurent era vê-la apreciar e explicar os drapeados, os redingotes, as pregas....
Fez-me lembrar uma exposição que vimos em Junho no Museu Galliera, chamada "Anatomia de uma Colecção"!

Margarida Elias said...

Parece ser bem bonito... Beijinhos!

Presépio no Canal said...

Paula,

Não se ria do que vou dizer, mas a minha mãe também era modista (fez muitos vestidos de noiva).
A propósito de mães modistas, ainda hoje, quando vou às lojas, tenho sempre o cuidado de ver as etiquetas (para confirmar os materiais) e não consigo usar saias sem forro. Também vejo as bainhas, fechos, botões, etc.
Yves Saint-Laurent é o meu estilista favorito. Para mim, nunca partiu. Ficou na obra que deixou no mundo da Moda. As criações dele são intemporais e eternas.
Ainda não visitei o Galliera, mas pretendo. Bem lembrado!

Presépio no Canal said...

Margarida,

Vale muito a pena, não só pela colecção, mas também pelo espaço, bonito e acolhedor.
Conto lá voltar novamente este mês. Uma amiga minha faz anos e vai ser o meu presente
(eu não pago, que tenho cartão dos museus).

Beijinhos! :-)

Paula Lima said...

:-) A minha mãe fez o meu vestido de casamento! Foi o seu último grande trabalho (se bem que este fosse simples). Durante anos trabalhou para as clientes fazendo saias (com forro, claro), vestidos blusas, casacos. Tenho um blusão de fazenda feito por ela, tirado de um Burda, com detalhes de veludo cotelê em espinhado que de tão usado tem as pontas das mangas completamente gastas e que guardo de recordação. Claro que fazer saias para a filha mais nova (eu), mesmo esta não as usando, era o objectivo da D. Odete!
Tenho o filme do St Laurent gravado para rever e quando o vi no cinema comovi-me por me lembrar o quanto a minha mãe teria apreciado ver os bastidores, com a concepção das belezas que se viam nas passerelles!

Presépio no Canal said...


Paula,

Que bonito! O vestido de casamento feito pela própria mãe. Imagino o valor afectivo. :-)
No meu caso, já não foi assim. Quando me casei, a minha mãe já não cosia(muitas artroses nas mãos).
A minha mãe idem. Passava semanas em casa das clientes para fazer a roupa da temporada (Primavera-Verão ou Outono-Inverno). Isto na década de 60, até casar em 69. A partir de 70, costurava em casa. Lembro-me particularmente dos vestidos de noiva espalhados pela mesa da sala de jantar ou da cozinha (que também era grande).
Lembro-me da Burda. Ainda existe?
Também vi o filme.
Tenho a certeza que a sua mãe vê o filme através de si. ;-)
Beijinho!

Paula Lima said...

A Burda existe sim! Tantos moldes que copiámos de lá (eu ajudava a copiar os moldes e colocá-los no tecido). A minha mãe passou a trabalhar em casa quando nasceram as filhas e deixou por causa das pernas (má circulação). No entanto continuou a fazer algumas coisas para as filhas, ambas buchas, com dificuldade de encontrar roupa feitas, bem como para a neta e sobrinhas.
O mais bonito vestido de noiva que a minha mãe fez foi para uma das clientes ainda nos anos 70, era muito original, com um capuz e uma fiada de uns 50 botões com outras 50 casas, tudo cozido à mão.
Antes do casamento, convenci o moço que ia de verde (ele fazia umas caretas, bem que fazia) ;-)

Os olhares da Gracinha! said...

Um museu magnífico!
Estive em Amesterdão e adorei a cidade!
Belos registos...bj

Sami said...

Lembro-me de ter passado frente a este museu mas nao pensei que fosse interessante. Afinal e!! Para a proxima visita...

Presépio no Canal said...

Paula,

Gosto muito de vestidos ou capas com capuz. Têm o seu "je ne sais quoi""de misterioso...
Verde parece-me muito bem. Quer dizer esperança...E num casamento, há que esperar que corra bem. ;-)

Presépio no Canal said...

Graça,

Que boa visita! :-)
Achei que ia gostar deste museu também. A Graça é tão criativa!
Beijinho especial!

Presépio no Canal said...

Sami,

E pode almoçar ou lanchar por lá. Tenho a certeza que vai gostar muito. ;-)
A Sami também é tão criativa, que vai gostar bastante do espólio.

MR said...

Deve ser uma perdição. As 'minhas' «Elegâncias» costumam ser pouco elegantes do meu ponto de vista, o que não é aqui o caso.
Boa tarde!

Presépio no Canal said...


MR,

Tem razão - o museu é mesmo uma perdição. Acho que ainda vou lá voltar muitas vezes. E a sala de chá é linda de morrer. :-)
Boa tarde!

bea said...

Peças tão delicadas que dá até pena usá-las - problema quem nem temos, são de museu.
Já reparei que os museus dessas bandas têm todos uma sala de chá. Por norma muito agradável. Há-de ter sido um bom passeio.

Presépio no Canal said...

Bea,

É verdade. Cada peça mais delicada e bonita que a outra. :-)
Não me importaria que de possuir algumas delas...:-))