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Tuesday, 8 December 2015

Kinderboekenbos, Livraria Stumpel, Almere



Almere é, sem dúvida, uma cidade voltada para as famílias e as crianças.
Um dos locais onde gosto de levar os casais amigos com filhos é ao...

Bosque dos Livros Infantis, na livraria Stumpel.

Além de livros interessantes e coloridos, há também...

um baloiço (schommel), um escorrega (glijbaan) e cogumelos (paddenstoelen) ...
rodeados de "árvores" frondosas"...
e mesas e sofás, onde os pais podem aproveitar para descansar, beber um café ou um sumo (excepto aos Domingos) e ver os filhos a brincar, enquanto estão a ler o jornal, por exemplo, ou a escolher um family planner (uma agenda comum para toda a família), como fez a minha amiga M.



No passado fim-de-semana, os nossos amigos M. e I.  e os respectivos gémeos vieram passar o Domingo connosco e,  claro, fomos até lá!



A Nijntje que já vos falei aqui.



A casa do esconde-esconde! Mas, por onde se pode espreitar, aparecer e dizer: "Ik ben hier!"/ "Estou aqui!".



"Ovelhas" a rodear os livros...



Um local bem acolhedor para as crianças brincarem e que sabe bem especialmente no Inverno...



Aproveitámos também para passear naquele comboio que já mostrei aqui e eles adoraram!

Votos de boa semana para todos!

Wednesday, 2 December 2015

Comer e Dormir em Maastricht pelos Mercados de Natal


O "jantar" de Sábado à noite no Mercado de Natal de Maastricht começou pela sobremesa: Poffertjes!! Estavam logo à entrada, à minha espera com certeza ( gosto muito de poffertjes). ;-)



Aqui estão eles a ser preparados...



Ei-los!! Com manteiga e açúcar, como eu gosto!
Pedi a dose mais pequena, que se revelou a quantidade ideal.
Estavam mesmo como prefiro: levezinhos, macios, ligeiramente tostadinhos...
A primeira "facadinha" na dieta estava dada...



Passemos à segunda:
"Gluwijn!" (vinho quente com especiarias).
Muito bom! (não era de garrafa de supermercado, ou seja, não me sabia a "xarope").
( e as garrafas de cerveja, na foto, não eram nossas; já lá estavam...).
Para mim, Mercado de Natal significa sempre gluwijn e poffertjes!
Os cogumelos refogados, que foram partilhados, estavam deliciosos também (mas estes já não foram "facadinha").



Próxima "machadada" na dieta: uma bela de uma espetadinha de carne de porco grelhada. Deliciosa!
(mas deixei ficar o pão branco).

Na noite seguinte, havia de repetir o mesmo "menu" com a nossa amiga R. (menos a parte dos cogumelos e dos poffertjes, pois já tinha "despachado" metade de um crepe, à tarde, em Liège).



Finalmente, a derradeira "facadinha" e que não foi fotografada: uma gulosa bomboca caseira. Escolhi com sabor a laranja. Há quantos anos não comia uma bomboca! Soube mesmo bem!

Estas "brincadeiras" (que se repetiram também no almoço de Domingo, desta vez, com entrecosto) valeram-me mais 1,6 kg, dos quais já perdi quase tudo. Mas isto é como diz o meu nutricionista: "É importante manter as tradições e o que importa é fazer tudo com moderação".
Verdade seja dita, que ao longo destes dois dias no Limburgo, também ia bebendo um chá quentinho sempre que se proporcionava (para aguentar o frio, contrabalançar os desvios e manter-me hidratada).

O primeiro cházinho foi tomado nesta cozinha e sala comum, dos Apartamentos TBA, que reservámos através da Booking, por um preço bem razoável para os padrões holandeses - uma noite, quarto de casal, com casa-de-banho privativa e com banheira (um luxo por estas bandas batavas...), e esta esplêndida sala comum, com um belíssimo terraço, 79€!!. Tudo o resto que vi andava praticamente dos 200 para cima.

Uma parte da sala...



Um ambiente espectacular, acolhedor, familiar, com bolinho de baunilha (e que bom que estava!), café e chá à nossa espera (for free, num país onde tudo se paga). Maravilha!
Os quartos espaçosos (juro! bem sei que não é comum...), bons acabamentos, tudo novo e muito limpo. Com tantos predicados, até me senti em Portugal! 
E a proprietária, de uma enorme simpatia e afabilidade: desde indicações de parques de estacionamento, monumentos, outros mercados de Natal - dava gosto! Fazia "jus" à boa fama de bem receber do Limburgo.

Uma parte do terraço...



Apontamentos ternurentos à entrada (sapatinhos de bebés).
(Tenho os do meu baptizado guardados, por acaso...)



E este roupeiro que me fez lembrar o dos meus avós...



Ou seja, acho que já sei onde voltaremos a ficar numa próxima ida a Maastricht...


Monday, 30 November 2015

Nos Mercados de Natal de Maastricht, Hasselt e Liège


Os Mercados de Natal já estão abertos , quer na Alemanha, Bélgica e Países Baixos.
No último fim-de-semana, visitámos 3 deles: Maastricht (Países Baixos) e Hasselt e Liège, na Bélgica. 
Ficam próximos uns dos outros, e pertencem ao grupo de Mercados de Natal da Euroregio 
(Aachen, Hasselt, Liège, Maastricht, Sittard e Valkenburg), dos quais só nos falta visitar Sittard.

Eis duas fotos de cada uma das três cidades visitadas este ano para "aguçar o apetite" dos próximos posts:

Maastricht ( essa mesmo, a cidade do célebre tratado de 1992, que criou a União Europeia).
Fica situada na província do Limburgo, a sul dos Países Baixos.

Mercado de Natal, no âmbito da Magisch Maastricht, que abriu no passado Sábado (data da nossa chegada) e que poderá ser visitado até 29 de Dezembro.
Na foto: Basiliek van Sint Servaas, na praça principal da cidade, o Vrijthof, onde se realiza o Mercado de Natal.



No Mercado de Natal



Hasselt, Bélgica

Na foto: Escola Superior de Enfermagem ( Provinciaal Instituut Verpleegkunde)
Foto tirada no carro, a caminho do Mercado de Natal.




A entrada do Mercado de Natal



Liège ( a cidade dos Príncipes-Bispos), na Bélgica
Província da Valónia (região francófona da Bélgica)
Na foto, pormenores do Palácio dos Príncipes-Bispos na Place de Saint-Lambert, onde se realiza o Mercado de Natal.



Na foto abaixo, ao fundo, a cúpula da Igreja de Santo André, visível a partir do Mercado de Natal.



No próximo post: Maastricht, a cidade onde também vive uma grande amiga nossa e com quem acabámos por passar excelentes momentos.


Monday, 16 November 2015

MUITOS PARABÉNS, JOÃO MENÉRES!


Hoje, ALGUÉM de quem gosto muito, FAZ ANOS. Falo do João Menéres, que, este ano, tive o grato prazer de conhecer pessoalmente, num encontro muito feliz, numa ida ao Museu Soares dos Reis, no Porto, pela inauguração de uma exposição colectiva de fotografia, onde o João também participava. Lembram-se? Contei aqui.



Foi um encontro muito especial para mim. Viajei 6 horas de comboio, 3 para o Porto e 3 para Lisboa, mas a hora que passei com o João valeu cada minuto. Nem senti as 6 horas de viagem, ou melhor, corrijo: senti a alegria da expectativa da surpresa que lhe ia dar e, já depois, a alegria de tê-lo conhecido pessoalmente. Foi um dos momentos mais especiais deste meu ano de 2015.

Gosto muito do João. Por ser um SENHOR, como há poucos nos dias que correm, que sabe tratar as pessoas com fino trato, elegância, cortesia, ou seja, com HONESTIDADE e GENEROSIDADE. 

Outra faceta que gosto muito, muito dele: é um apreciador, ou melhor, um saboreador da VIDA.

Esta tua faceta faz-me sempre sorrir, porque no matters what, o caminho é por aí, pela ALEGRIA de VIVER:

Fazes-me lembrar, por isso, as palavras da tua prima, Maria Alberta Menéres, quando escreve no seu "Água -Memória":

Pára a chuva nas árvores
pára a chuva nos gestos,
interiores contornos 
divisíveis distâncias 
ultrapassáveis gritos
que alegria no inverno, 
que montanha esperada ou inesperado canto?

ou quando ela escreve, no seu belo "As Pedras":

"Riem nos muros ao sol, ..."


"Brilham quando a chuva cai."

Tu és uma destas pessoas, que brilham sempre.

Tem sido um AMIGO muitíssimo presente (ao qual agradeço o favor de me aturar) e quero que saibas que te estou MUITO GRATA e  tens um lugar muito, muito especial no meu coração.
É um PRIVILÉGIO privar contigo e gozar da tua AMIZADE. 

Que venham muitos mais anos de JOÃO MENÉRES!!

TEM UM DIA MUITO FELIZ!

Uma Flor do KEUKENHOF 2011 para ti




E porque hoje é DIA de FESTA ( eu já estou a dançar):

A última vez que vi a nossa querida Grace Jones, no programa do Jools Holland que passou na TV, numa recente passagem de ano.

Veel Plezier! DIVERTE-TE!!!
Gefeliciteerd! MUITOS PARABÉNS!!!
HAVE FUN!!





Tuesday, 3 November 2015

A Margarida, Columbano e ...o pintor holandês que ela mais gosta


A Margarida Elias, autora do blog Memórias e Imagens, completa hoje 45 primaveras.
Muitos Parabéns, minha querida!

A Margarida é especialista em Columbano Bordalo Pinheiro.  
"Columbano no seu Tempo (1857-1929)" foi a sua tese de Doutoramento, tendo também publicado um livro em 2010 sobre este conhecido pintor português.
Vamos conhecer Columbano Bordalo Pinheiro, um pouco melhor, pela voz da Margarida? 
E, já agora, saber qual será o pintor holandês que a Margarida mais gosta?
Esta conversa, que teve lugar por email, queria publicá-la numa data especial e guardei-a para os 45 anos da Margarida. Espero que gostem.


O que te levou a estudar Columbano Bordalo Pinheiro?
Foi um pouco por acaso. Estava a procurar um tema para a tese de Mestrado e pensei em Noronha da Costa. Contudo, tinha de fazer um trabalho para uma cadeira de pintura sobre arte portuguesa do século XIX e pensei no Columbano porque, tal como o Noronha da Costa, deixava algumas partes das pinturas em esfumado. A minha professora dessa cadeira, a Dra. Margarida Acciaiuoli, que foi também a minha orientadora do Mestrado, sugeriu que a tese fosse sobre o Columbano e eu aceitei.

O que mais aprecias em Columbano?
Gosto do intimismo, da sobriedade, das cenas do quotidiano, do claro-escuro, dos contrastes entre definido e indefinido. Faz-me lembrar a pintura barroca (por vezes) e eu gosto muito de pintura barroca.


Qual o quadro dele que mais gostas?
O quadro dele que mais gosto é «A Chávena de Chá».


Em que museus portugueses podemos encontrar Columbano Bordalo Pinheiro?
A maior parte das obras dele estão no Museu do Chiado e no Museu Grão Vasco, mas há muitas obras noutros museus e colecções, por exemplo na Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves. Há também quadros em Paris (Museu d'Orsay), em Florença (Galeria Pitti) e no Brasil.

Costumam expor obras dele fora de Portugal?
As exposições dele fora de Portugal são raras, assim como da maior parte dos pintores portugueses não contemporâneos. Que eu saiba, a última vez que se expuseram obras dele foi numa exposição em Paris sobre arte portuguesa do século XIX (1988) e numa exposição que houve sobre a obra dele no Hôtel de Ville de Bruxelas, por ocasião da Presidência Portuguesa da União Europeia (2007).

Alguma vez teve lugar uma exposição de Columbano na Holanda?
Creio que não, mesmo em vida ele expôs em Paris, Dresden, Berlim, Londres, Glasgow, Rio de Janeiro, Madrid e São Petersburgo - mas não encontrei qualquer referência a que tivesse exposto na Holanda. Creio que em 1912 ele tencionava visitar a Holanda e a Bélgica, mas acabou por só visitar a Bélgica.

Qual o teu pintor holandês preferido?
Vermeer é o meu pintor holandês favorito, mas também me emociono muito com Rembrandt.
Se tivesse de escolher apenas um quadro ia para  "A Leiteira" porque gosto das cores, sobretudo do contraste de azul e amarelo. Acho lindíssima a luz que vem da janela; o silêncio que se exprime no quadro; a atenção - concentração - da senhora ao que está a fazer (perfeitamente indiferente ao pintor/espectador); bem como o facto do quadro apanhar um instantâneo em que o leite está a ser vertido de um recipiente para o outro, quase como numa fotografia.

O meu presente para ti, uma paisagem holandesa:
Almere


Tem um dia LUMINOSO e MUITO FELIZ!
Beijinhos!

Thursday, 22 October 2015

Atelier Route Huizen - Ria Clavaux


Atelier Route Huizen

19ª edição/ 9,10 e 11 de Outubro

Gostaria muito de ter visitado grande parte dos ateliers dos artistas participantes (pintores, escultores, etc), mas só tivemos oportunidade de ver o da minha amiga Ria Clavaux, já no Domingo, no final da tarde. Tinha prometido que assim que estivesse livre, passaria por lá para lhe dar um beijinho, bebermos um chazinho e ver, claro, os seus quadros de enorme qualidade. 

Os quadros da Ria estiveram expostos nesta antiga igrejinha de Huizen, a De Engel (O Anjo).




Gostei de ver os pequenos quadros "Art Money" iluminados pelo sol que se começava a pôr.


Os vitrais da igreja davam uma envolvência absolutamente fabulosa.



Esta é a minha querida amiga holandesa Ria.
A Ria é encantadora, meiga, atenta. Nos momentos mais complicados, tem estado lá para mim, com carinho, ternura, chá, bolinhos, palavras de incentivo. Gosto muito, muito dela: do sorriso terno e rasgado, da positividade que transmite, do olhar luminoso, dos abraços fortes e sinceros.


Este foi um dos muitos quadros dela que gostei.


A Ria e o marido já viveram em Portugal ( o marido foi professor universitário no nosso país) e têm amigos portugueses. A Ria é tão atenciosa e querida que até traduziu para a língua de Camões as 7 regras do "Art Money", só por saber que eu ia até lá, ao Atelier.


As fotos não fazem "jus" ao talento dela e à grande pintora que é, mas podem ver o site dela, aqui.
Clicando neste link, podem visualizar um video no Youtube, com uma cantora arménia a actuar em frente a um dos quadros da Ria.


Wednesday, 21 October 2015

B Juice e Marañon


A amizade é isto:

Encontro a meio-caminho, em Amsterdam, porque uma mora em Almere e a outra em Haia.

S. de Almere convida S. de Haia para lanchar na Pompadour, apesar de estar em dieta rigorosa por motivos médicos, com o objectivo de levar a amiga a um sítio bonito, onde ela possa relaxar um pouco (é mãe de uma criança de 1 ano) e conversarem mais tranquilamente.

S. de Haia, quando lá chega, encantada que fica com a sala e a pastelaria em exposição, diz generosamente: "Vamos antes a outro local onde possas comer ou beber alguma coisa que não só um chá.", compra um saco de bolinhos para o marido e topa logo ali em frente, "um sítio onde podemos beber um smothie ou um sumo", o B Juice. Vejam aqui os sumos deliciosos que eles têm.



Este cantinho, inicialmente vago, quando entrámos, depressa ficou ocupado, enquanto pedíamos no bar. Fomos então para a rua e sentámo-nos a beber o sumo, num banquinho em frente a uma loja de roupas.



Um pouco mais tarde, já no Canal Singel, junto ao mercado das flores, S. de Haia, que procurava um local onde as duas pudessem lanchar, vislumbra a Marañon, uma loja de redes, que serve esta deliciosa salada de Papaia com sumo de lima. Sentámo-nos, por fim, a uma mesa, muito embora interrompida a conversa, com um telefonema de Portugal.



Gostei muito de estar aqui, rodeada pelo colorido das redes e da conversa com a S.
Uma e outra a precisar muito de descontrair, embora por motivos diferentes.



Um abraço forte foi a nossa despedida em frente à Centraal Station,  já o frio apertava e o corpo pedia casa. Fez-me bem ter encontrado com a S., com a luminosidade do seu olhar e do seu sorriso. E sei que ela gostou do nosso encontro, que lhe fez bem, pelas palavras que trocámos, quer em frente à Centraal Station, quer depois, por email.

As fotos são dela, tiradas com o telemóvel, que o meu já precisa de substituição e não tem funcionado como deve ser.

Ficam também estas duas sugestões para quem procura lanches mais saudáveis em A'dam ( que não sejam croquetes, batatas fritas ou bolos).

Tuesday, 15 September 2015

Na Scheiwijk: um pacote de chá


Também achei imensa piada aos pacotes de chá com mensagens da Natural Temptations que encontrei na Scheiwijk.Ver aqui as diversas embalagens/mensagens. Acho que "estou apaixonada" por todas...;-)
Este foi para a minha amiga M. que fez anos este mês.




Sunday, 13 September 2015

Na Scheiwijk: um postal de agradecimento


O postal de agradecimento que ofereci ao casal de amigos indianos que nos convidou para o aniversário do seu filho N.. Lembram-se? Contei-vos aqui.
A quem possa interessar: encontrei-o na Scheiwijk, na estação de serviço da A27, em direcção a Eemnes.

Gostam?


Saturday, 12 September 2015

Um postal do Mar Báltico


Mais precisamente, de Ustronie Morskie, onde os nossos amigos polacos M. e P., que vivem na Baixa Silésia, foram de férias este Verão. Ouvi falar, pela primeira vez, do Mar Báltico, a propósito da Liga Hanseática, mas nunca tinha visto imagens propriamente ditas. De repente, a costa do Mar Báltico ficou mais real.
Gosto muito de receber postais e se forem de sítios que nunca vi, ainda mais...
Também achei muita piada às fotografias com os barcos Vikings enviadas pela M.





Thursday, 10 September 2015

Estaremos ao pé do piano (II e final)


Na Dam Square, onde fica o Palácio Real, apanhámos o eléctrico 9 em direcção a Diemen. Durante a viagem, ainda vislumbrámos pelas janelas, a Sinagoga Portuguesa e a entrada do Artis (o Zoo). Uma vez que o nosso objectivo era ir até à Brouwerij 'T IJ, saímos em Alexanderplein. No caminho, junto ao canal, um Heron, que não se fez rogado à fotografia, muito pelo contrário...

Um Heron



Brouwerij'T IJ

Onde se juntou a nós, alguém que a S., depois, em troca de emails privados comigo, achou que estava com ares de "um bom pirata" e de "um bom malandro". Ri-me imenso. Eles já não se viam há muito tempo, de facto (quando a S. veio, este ano, a Almere, o passeio foi só comigo e quando fomos a Portugal, em Fevereiro, só saímos com o irmão e a mãe dela, pois ela estava em Eindhoven).
Esta ida à cervejaria 'T IJ foi para mostrar um moinho tipicamente holandês ao primo dela, o J. - não havia tempo para ir até Zaanse Schans (iriam seguir para Eindhoven ainda nesse dia). Mas foi uma boa estreia - o De Gooyer é o moinho mais alto dos Países Baixos.

O interior da cervejaria





Eram 17h30, quando saímos. Desta vez, o percurso já foi feito de carro. Tínhamos mesa marcada para jantar às 18:15, no Bazar (uma antiga sinagoga convertida em restaurante islâmico), num dos bairros mais queridos da cidade, pelo seu carácter boémio e cosmopolita, o De Pijp, considerado o Quartier Latin de Amsterdam.

Restaurante Bazar na Albert Cuypstraat, rua onde fica o mercado mais famoso da cidade.
Aqui, o primeiro andar, onde jantámos.




(foto da S.)

A S. e o J. gostaram muito do restaurante.
O prato para os 4: Bizar Bazar de carne (vaca, frango, kofte, borrego)



Os acompanhamentos
ensopado de borrego com grão e tabbuleh (salada com menta, salsa, tomate, bulgur)


(foto da S.)

Antes do jantar, ainda fomos ver os violinos em cascata do Conservatorium Hotel. Vejam que linda fotografia a S. tirou com o telemóvel! Love it!



A caminho de lá, e ao acaso, uma descoberta: as Zevenlandenhuizen (As Casas dos Sete Países), na Roemer Visscherstraat, uma série de casas contíguas, cada uma dedicada a um país (França, Alemanha, Rússia, Itália, Inglaterra, Espanha e Países Baixos). A arquitectura de cada uma delas remete para o país representado. Estas casas fazem parte do Quentin England Hotel (muito confortável, a avaliar pelo site). Datam de 1894, são da autoria do arquitecto Tjeerd Kuipers (1857-1942) e foram mandadas construir pelo banqueiro San van Eeghen que desejava trazer o charme de locais distantes para a cidade de Amsterdam.

Esta é a da Rússia.
Mas ainda pretendo lá voltar e fotografar as restantes com mais calma.




O dia terminaria com uma volta, também não planeada, pela Leidseplein, devido a um engano no caminho, e que permitiu aos nossos amigos, antes de os deixarmos na Estação Central, onde partiriam para Eindhoven, vislumbrar pelas janelas do carro, os célebres candeeiros em estilo Art Deco do Café Américain...



Wednesday, 9 September 2015

Estaremos ao pé do piano (I)


"Bom dia! 12h30 em Amsterdam Centraal? Estaremos ao pé do piano. Bjnho." ( A S., minha ex-vizinha em Lisboa, a combinar, via sms, o nosso encontro em Amsterdam, na quinta-feira passada).

Sorri com a ideia de nos encontrarmos ainda nesse dia, junto ao piano, na bela estação de comboios de Amsterdam. O J., o primo dela, que eu ainda não conhecia, viria também. Eles já estavam a passear desde manhã. Eu iria juntar-me a partir da hora de almoço...

Lá fora, chovia, mas o tram 2 (eléctrico) para o bairro Jordaan era já ali, em frente da estação central. Num quarto de hora, nem tanto, chegámos a Prinsengracht (O Canal dos Príncipes), onde fica a famosa Casa de Anne Frank (O Anexo). Ao chegar lá, vimos filas enormes comme d' habitude...Passámos em frente e entrámos no 191, na Pancake Bakery, para almoçar, deixando a chuva para trás e permitindo que os tons quentes da sala e a decoração acolhedora do espaço, com fotografias antigas, nos envolvessem. O itinerário, que tinha desenhado para nós, começava aqui, com panquecas e poffertjes...Very Dutch...

The Pancake Bakery

À entrada (foto da S.)



Poffertjes (foto da S.)



O plano era seguir, depois, até ao Café 'T Smalle, na Egelantiersgracht, ali, a dois passos, para tomar um café ou um espresso, como se diz pelas terras baixas. Assim fizémos. O 'T Smalle, que abriu em 1978, fica situado numa antiga destilaria do século XVIII (1780) e mantém muitos traços e pormenores dessa época, desde os vitrais à escada em espiral para o primeiro andar. O ambiente, de um típico bruin café, com paredes e móveis castanhos, é uma mistura muito agradável de vizinhança de sempre com turistas à procura da atmosfera mais genuína da cidade.

Café 'T Smallle



O interior do 'T Smalle (foto da S.)



A chuva deu umas tréguas e fomos caminhar um pouco pelo bairro. O Jordaan é um dos bairros que mais gosto em Amsterdam. As casas, pequenas, serviram em tempos para alojar a chamada working class. Hoje o Jordaan é a casa de muitos estudantes, artistas, intelectuais e profissionais liberais. Almere, no seu início, começou por ter muitos habitantes oriundos deste bairro, que procuravam casas maiores a preços mais baixos.

Baixo-relevo numa rua do Jordaan



Umas fotografias depois, e voltámos para trás, em direcção à Spui, uma das minhas praças favoritas da cidade, pelas livrarias e mercado livreiro. Queria levá-los à "porta mágica", esta, que também já vos falei aqui



e nos conduz à Beguinaria (Begijnhof), onde viviam as beguinas, senhoras solteiras, que se dedicavam à Igreja e à caridade (especialmente ao cuidado de doentes).

Gosto muito dos jardins frontais das casas da Beguinaria



As beguinas professavam o voto de castidade mas não o de pobreza. Não faziam parte de nenhum convento ou Ordem (mas deviam obediência ao padre local) e podiam deixar a Beguinaria para casar. Actualmente, já não há beguinas neste espaço, tendo a última falecido a 23 de Maio de 1971, com 84 anos.

Na Beguinaria, além de um bonito jardim e dois templos religiosos (um anglicano e outro católico), encontramos também a casa de madeira mais antiga da cidade (na imagem abaixo).

Het Houten Huis (A casa de madeira)
Data de 1420 e é considerada a casa mais antiga de Amsterdam.



Junto a este oásis no centro de Amsterdam, fica o Amsterdam Historisch Museum. Neste edifício, funcionou entre 1580 e 1960, o orfanato da cidade (burgerweeshuis).





Neste museu, situa-se uma das minhas esplanadas favoritas de Amsterdam e um dos recantos mais tranquilos e protegidos da cidade - ninguém diria que, do outro lado, fica uma das ruas mais movimentadas da capital, a Kalverstraat, onde se situa a Igreja do Papagaio, que lhes mostrei também. Foi de lá que fomos em direcção à Dam Square, também a dois passos, para apanhar o eléctrico que nos levaria ao destino seguinte, no outro lado da cidade.




Igreja do Papagaio na Kalverstraat



(continua)